Vídeo de Doria e Alckmin foi constrangedor

O prefeito João Doria e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) tiveram uma conversa no domingo dia dos pais (13) e gravaram um vídeo juntos. No vídeo, Doria reforça sua lealdade a Alckmin e repudia especulações e notícias tentando desfazer uma amizade de 37 anos que vai além da política, segundo ele.

Doria sabe usar a ferramenta de marketing político como nenhum político brasileiro. Agora, neste caso específico, o prefeito cometeu um tiro no próprio pé. Se Doria quiser disputar a presidência do Brasil sem passar a imagem de “traidor” de quem foi fundamental para sua candidatura à prefeitura de São Paulo, que fique avisado que esse vídeo será usado pelos adversários na campanha contra ele. É a primeira vez que Doria comete um erro no campo do marketing.

Mesmo que ele ainda confie de que Alckmin possa abrir mão voluntariamente da candidatura pelo clamor popular (leia-se pesquisas), o vídeo foi constrangedor demais. Era nítida a incomodação do governador, de meio que obrigação. Pode ter sido com a melhor das intenções do prefeito, mas o vídeo passou a imagem de cinismo, de falsidade, de o “beijo do Judas”.

Jogam ovos e João Doria “transforma em omelete”

O prefeito João Doria foi receber um título de cidadão soteropolitano, de Salvador/BA. Acompanhado do prefeito da capital baiana ACM Neto, foram pegos de surpresa por meia dúzia de militantes arruaceiros que não satisfeitos da baderna na frente da Câmara dos Vereadores jogaram ovos dos dois. Um atingiu a cabeça de Doria.

Quem não gosta e políticos de corrente contrária a do prefeito paulistano fez a festa na internet. O problema é a falta de coerência dessa gente. Quem comemorou a chuva de ovos de militante pago no Doria e ACM Neto são os mesmos que estariam revoltadíssimos caso fosse o Lula, o alvo.

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Essa gente que acha que político, de qualquer ideologia, merece ser escrachado é parente do “bandido bom é bandido morto”. Jogar ovo em político ou azucrinar em aeroporto e restaurante é só ser selvagem. Não tem nada de protesto. Mas tem quem prefere a selvageria. Prefere a barbárie e não a civilização.

E o tiro saiu pela culatra (mais uma vez). Toda vez que aprontam alguma com João Doria, ele grava um vídeo e usa o incidente como resposta se contrapondo aos “istas”, como ele se refere a petistas e esquerdistas. Todo ataque verbal ou físico ao Doria é munição para contra-atacar e levantar bandeiras contra rivais. Não aprendem.

Lula e Bolsonaro com rejeição alta; Doria e Barbosa com rejeição baixa

Nova pesquisa do instituto Paraná Pesquisas, Lula continua na liderança tanto nas intenções de voto quanto em rejeição. No primeiro cenário, com João Doria representando o PSDB, Lula aparece com 25,8%, Jair Bolsonaro tem 18,7%, Doria fica com 12,3%, Joaquim Barbosa (8,7%), Marina Silva (7,1%), Ciro Gomes (4,5%) e Alvaro Dias (3,5%) vem na sequência. Com Geraldo Alckmin no lugar de Doria, Lula tem 26,1%, Bolsonaro cresce para 20,8%, Joaquim Barbosa (9,8%), Alckmin (7,3%), Marina (7,0%), Ciro (4,5%) e Alvaro (4,1%).

O quadro de rejeição é mais significativo e mostra Lula, Alckmin, Bolsonaro e Ciro sendo rejeitados por mais da metade do eleitorado brasileiro. O prefeito João Doria segue com menor rejeição, mas com índice de desconhecimento de 15,4%, junto com Ciro Gomes (15%) – o que é surpreendente se levar em conta o currículo de Ciro – e o ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa (12,8%).

Subtraindo número de rejeição com o desconhecimento do eleitor para o candidato, Doria e Barbosa ficam com rejeição abaixo de 30%. Não é por acaso que Alckmin passou a defender realização de prévias para a escolha do candidato do PSDB, já que Doria disse que não disputará prévias partidárias contra o governador e seu mentor político apostando nas pesquisas favoráveis a ele. Assim, o parido abraçaria o “clamor popular” e indicaria seu nome. Com essa iniciativa de querer prévias a lealdade de Doria, Alckmin tira ele do páreo e pavimenta sua candidatura ao Planalto.

A jogada de João Doria

Em uma entrevista reveladora para Vera Magalhães, o prefeito João Doria deixou claro que ele não disputa “em nenhuma hipótese” prévias dentro do PSDB contra o governador Geraldo Alckmin, para aferir quem seria o candidato presidencial.

Doria não fechou a porta definitiva para uma candidatura sua. “Amanhã a gente pode avaliar circunstâncias”, disse completando na sequência “(…) Mas nenhuma delas, nenhuma, zero, vai fazer eu disputar prévias com Geraldo Alckmin”.

Fica claro que Doria espera ser ungido candidato pelo tucanato como único capaz de vencer a disputa de 2018 e não ficar com pecha de “Judas do Alckmin”. É uma jogada arriscada que depende das pesquisas continuarem mostrando seu nome como melhor colocado entre os tucanos e se investigações não alvejarão Alckmin como alvejaram Aécio e Serra.

Quem mais produz Fake News é a grande imprensa

A grande mídia que tanto prega responsabilidade e sai atacando blogs e sites alternativos de espalharem “fake news” na internet comete erros crassos. Não faz um fact checking das próprias notícias e acusa de propagar notícias falsas quem ameaça acabar com o monopólio da informação.

Mas uma vez, o prefeito João Doria precisou fazer um vídeo desmentindo uma informação errada de um órgão de imprensa (a bola da vez é a Rádio CBN de São Paulo, do Grupo Globo). Só que depois da notícia deturpada se espalhar como uma bala. E o pior: fica como verdade a notícia imprecisa.

Imprensa livre sempre, mas não irresponsável! E muito menos imparcial! O jornalismo da grande mídia foi tomado de jornalistas que não conseguem deixar suas paixões ideológicas de lado ao noticiar uma notícia ou publicitários para viralizar. O primeiros são tendenciosos que usam o jornalismo para atacar os adversários políticos e enaltecer os seus, enquanto os outros estão transformando o jornalismo em um site Ego e um mural de memes.

João Doria está em uma cruzada contra o mau jornalismo e tem nosso apoio! Não se intimida com grupos de mídia tendenciosos e sensacionalistas.