João Doria é ameaçado na internet

Um página na internet convida internautas para uma virada cultural clandestina na casa do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), em protesto pela mudança do local do evento. Protesto é legítimo em você não concordando com uma decisão dos governantes. Isto posto, o que não pode de maneira alguma é ameaça de agressão, de qualquer espécie. Doria reagiu e buscou seus direitos na justiça. Não é intimidação do prefeito contra seus críticos, mas proteção a ele e sua família.

Se informe melhor antes de sair gritando “censura” contra o prefeito João Doria. Ou você acharia normal um bando ensandecido marcar protesto na porta de sua casa ameaçando quebrar seu carro, agredir você e sua família? Não faria nada com as prerrogativas judiciais existentes para impedir o pior?

Liberdade de expressão não é xingar, caluniar e marcar protesto via internet para agredir e depredar o patrimônio do prefeito ou de qualquer autoridade, inclusive as corruptas. Justiçamento não é justiça, só vingança.

O Brasil passou por muitos obstáculos para a liberdade de se expressar chegar aqui, mas uma sociedade doente está colocando tudo a perder por um revanchismo estúpido.

Cuidado com rótulos

No vídeo, você percebe que o prefeito de São Paulo, João Doria, não é de direita. Doria é, sim, de centro ou centro-direita.

É que no Brasil ideologia partidária é esculhambada com rótulos como “neoliberal”, “reacionário”, “esquerdopata”, “petralha”, “coxinha”, “mortadela”.

João Doria é do PSDB, que nasceu partido da social democracia, de centro-esquerda, mas que ao passar dos anos foi para o centro político e centro-direita.

Mal comparando, Doria está para o Brasil como o candidato centrista Emmanuel Macron está para França.

Uma carta para o prefeito João Doria

Prezado prefeito João Doria, vou tomar a liberdade de chamá-lo nesta carta de João, meu xará. Eu entendo perfeitamente seu sua posição de cautela em não embarcar na euforia de quem pede que você saia candidato em 2018, embora o senhor não descarte, e reafirma que o governador Geraldo Alckmin é seu candidato e está cedo para falar das eleições. Se declarar agora que tem pretensão de colocar seu nome à disposição do partido para disputa presidencial ou ao governo do Estado o tornaria alvo de adversários e até de fogo-amigo, principalmente se tratando de PSDB. Só que as circunstâncias são diferentes dos outros anos pré-eleitorais.

A Lava Jato colocou todos os políticos de todos os partidos – inclusive o seu PSDB – e matrizes ideológicas na lama. É claro que não pode ter pré-julgamento contra ninguém e é preciso diferenciar crimes de crimes. Mas a tendência é forte para uma renovação do quadro político em 2018. Renovação nos Legislativos e Executivos. É aí que mora o perigo. Em momentos como este, propício para aventureiros que se declaram “salvadores da pátria”, que surge o medo do caminho que o eleitor vai seguir.

João, eu sei que você foi eleito, no primeiro turno com 53% dos votos válidos, um fato inédito em São Paulo, para um mandato de quatro anos, está muito bem aprovado nos primeiros meses de gestão e o paulistano quer que você complete o mandato. É compreensível, já que muitos políticos usaram a prefeitura de São Paulo como um trampolim político. Só que você, João, já é o melhor tucano posicionado nas pesquisas – 9%, no último Datafolha -, o que mostra que seu desempenho como prefeito é bem recebido em todo país. Nas redes a campanha “Doria presidente” e “Doria 2018” ganha cada vez mais adeptos. São pessoas que estão cansados dos mesmos candidatos de sempre e alguns estão com medo de novos nomes com posições extremistas como o deputado Jair Bolsonaro, por exemplo. Ou a volta de Lula, em caso dele se livrar de Sérgio Moro e da justiça.

João, você é diferente dos candidatos tucanos que disputaram as últimas eleições presidenciais, inclusive “seu padrinho” Alckmin. Você não tem medo de encarar o PT e sua militância organizada e não tem medo de falar abertamente em privatizações. Eu sei que você nunca vestiria um agasalho com banners de estatais como Geraldo Alckmin, em resposta à campanha petista de que ele privatizaria a Petrobras, Banco do Brasil, Caixa e Correios. O Resultado desse marketing furado foi menos votos no segundo turno comparado com o resultado que obteve do primeiro turno, em 2006. Não faria o que fez José Serra: propor décimo terceiro salário para o programa Bolsa Família, nem acabaria com o programa reconhecido mundialmente, talvez aperfeiçoasse, também como resposta às calúnias que acabaria com ele na campanha de 2010 ou propor aumentar o salário mínimo sem calcular o impacto nas contas púbicas. E não faria como Aécio Neves: fugiria de um confronto mais direito e duro com o candidato do PT.

É claro que administrar uma cidade é diferente de administrar um país continental com os problemas do Brasil, mesmo uma cidade enorme e complexa como São Paulo. Principalmente em crise(s) gravíssima(s). Os problemas de São Paulo são difíceis de resolver, mas nem se comparam com os do país. E você, João, precisaria mudar um pouco o estilo de governar – reuniões com chefes de Estado vestido de gari nem pensar. Mas não precisaria fugir muito da característica que fez você ganhar muito admiradores.

Pensa com carinho na ideia de morar em Brasília, no Palácio da Alvorada, o cavalo selado passa só uma vez na nossa frente. Não é sempre que o bilhete da loteria é premiado, e você ganhou um, João, não deixe o Brasil voltar a ser governado pelos extremos da direita e da esquerda, o dever cívico lhe chama. Vai recusar?

João Paulo

João Doria é o único que salva o PSDB contra Jair Bolsonaro

A primeira pesquisa de alcance nacional de olho na eleição presidencial de 2018 confirmou o que muitos desconfiavam: João Doria é a grande sensação da política. Só ele salva o PSDB de ficar de fora do segundo turno pela primeira vez desde 2002.

Os grão-tucanos – Alckmin, Aécio e Serra -, além de ficarem muito atrás de Doria, estão com índices de rejeição altíssimos. Aécio Neves, que por muito pouco não derrotou Dilma Rousseff em 2014, está com 66% de opinião negativa, superando Lula.

Além de pulverizar os últimos candidatos tucanos, Doria é único que desidrata e ameaça a candidatura de Jair Bolsonaro, consolidado na segunda posição. Lula é o líder em todos os cenários pesquisados e Marina Silva fica em terceiro em dois cenários e cai para o quarto lugar com a entrada do prefeito de São Paulo na disputa.

Mais um ponto a favor de Doria é a baixíssima rejeição: 23%. Mas o número que dizem não o conhecer é de 53%, o que explica, em parte, a baixa rejeição. Uma boa campanha no horário eleitoral e tudo resolvido.

Mesmo ele dizendo que não é candidato, que seu candidato a presidente é Geraldo Alckmin, se os números se mantiverem assim até o meio de 2018, Doria não vai poder negar o apelo do partido e o próprio PSDB, inclusive a ala contrária à sua candidatura, vai ter que apostar nele sob pena de não estar nem no segundo turno da eleição.

João Doria é o antiLula, antiBolsonaro e antitucano ao mesmo tempo.

João Doria, Soninha e os “idiotas úteis”

Só na cabeça doentia de gente que não perde a oportunidade de problematizar tudo – em treta de BBB à cena de novela – para achar que a demissão de Soninha Francine da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo, pelo prefeito João Doria, foi “machismo”.

Como já virou uma marca do jeito Doria de governar, ele comunicou a saída de Soninha da secretaria para Câmara em um vídeo na internet. Soninha volta para Câmara de Vereadores onde tem mandato e vai integrar o conselho da mesma secretaria que está deixando.

Feministas que ficam gritando por igualdade de gênero, mas ao mesmo tempo querem privilégios para mulheres e não igualdade em tudo. Querem cotas no parlamento, mais mulheres no ministério, nos governos, na política, nos negócios, só que não aceitam um tratamento igual que um homem recebe.

O prefeito teceu vários elogios para Soninha, disse que a troca na secretaria era de mudança no modelo que será implementado, mas não adianta. A canalha pega qualquer pretexto para transformar em uma bandeira política. O Lula pode chamar as mulheres de “grelo duro”, mas João Doria não pode trocar o comando de uma secretaria de seu governo para não ser carimbado de “machista”.