FHC x Doria – auto sabotagem tucana de sempre

Ex-presidente Fernando Henrique voltou a fazer críticas ao prefeito João Doria. No início do ano, FHC disse que a política precisa de líderes e não de gestores, uma clara referência a Doria, que diz que não é político. Por sua vez, Doria rebateu dizendo que FH errou duas vezes quando analisou chances dele nas prévias do PSDB e na eleição para prefeito de São Paulo.

Agora, Fernando Henrique diz que Doria não mudou São Paulo nos seis meses que ocupa a cadeira de prefeito e é mais conhecido no “celular”, por Doria usar as redes sociais para divulgação de seu mandato. A resposta de Doria foi: “Respeito o ex-presidente, mas ele precisa sair um pouco do apartamento dele”.

Nessas batalhas de palavras quem leva a melhor é Doria. Fernando Henrique deixou o governo federal com uma avaliação popular só melhor que Sarney e Collor. Ele arruinou o seu primeiro mandato que teve a vitória contra a inflação com o Plano Real – começando no governo Itamar. FH deixou o governo com inflação acima de 10%, desemprego, miséria, SELIC chegando a 45%, escândalos de corrupção no governo e na base no Congresso Nacional.

Fernando Henrique afundou as candidaturas presidenciais do PSDB desde 2002. Tanto é que Geraldo Alckmin e José Serra tentaram desvincula-se de Fernando Henrique nas suas campanhas – 2002, 2006 e 2010. Só com Aécio Neves de presidente nacional dos tucanos e candidato na eleição de 2014 que FHC voltou a ter voz com força para decidir internamente e palpitar na política nacional.

O ex-presidente já nomeou o governo de Temer de “pinguela” necessária, foi fundamental para o PSDB não desembarcar do governo ao surgir o escândalo JBS e recentemente defendeu a renúncia do presidente Michel Temer e convocação de eleições gerais. FHC gosta de mudar a regra do jogo com o jogo em andamento, vide emenda da reeleição.

João Doria apareceu entre 9% e 11% no último Datafolha para corrida presidencial de 2018. Com Aécio morto politicamente, Alckmin e Serra alvejados pela Odebrecht, Doria é a salvação tucana. Digo mais: é, talvez, o único que pode rivalizar com Jair Bolsonaro o sentimento de enfado e desencanto com a classe política no pleito de 2018. Mais uma vez, no lugar de se unirem, tucanos se auto sabotam.

População apoia ação na “Cracolândia”, diz Datafolha

Pequisa Datafolha comprovou o que eu já sabia: a maioria absoluta da população – e quem tem bom senso e não se deixa ser pautado ideologicamente – é a favor de uma cidade limpa, organizada e segura.

O instituto fez pesquisa sobre a ação da prefeitura de São Paulo e do governo estadual na região batizada de “Cracolândia”. Para surpresa dos que criticaram a ação policial, a população aprovou como foi feita (59%). Para 88% dos entrevistados, a internação compulsória é válida. Esse número sobe para 95% com a família do viciado concordando.

A população também aprova fechamento e interdição de bares e demolição de imóveis usados como pensões e hotéis na região – entre 55 e 56%. Para 53%, houve violência durante a ação. Mas a maioria entende que não tem saída. E acha que são os traficantes os maiores responsáveis pelo consumo de crack em São Paulo.

Certeza que vão chamar os paulistanos de “higienistas”. Essa gente não entende que a maioria quer segurança e uma cidade organizada, como foi colocado no início do texto. O problema é complexo, mas é melhor pecar agindo que se omitir e não fazer nada achando que uma região da cidade bloqueada para consumo aberto de crack já se tornou normal.

Passou da hora de colocar um fim na Cracolândia

Ninguém acha que resolver o problema da chamada “cracolândia” no centro de São Paulo será fácil. A ação policial foi realizada em conjunto com prefeitura de São Paulo e governo paulista, sendo só o primeiro passo para revitalização da área.

Não pode é simplesmente não fazer nada porque os “noias” não querem ir para clínicas de recuperação e os candidatos a monges tibetanos não aceitam internação compulsória, dizem que é higienismo.

É hora de devolver as ruas daquele quarteirão ao cidadão paulistano. Já passou da hora, aliás. Não adianta discurso bonitinho que não é para ação policial. Não se combate traficantes com flores.

Primeiro, tem que limpar a área dos traficantes e levar os dependentes químicos para acolhimentos, com policiamento reforçado para não deixar se aglomerar novamente. Não deixar que migrem para outras áreas da cidade, seria como enxugar gelo ou cobertor curto. Depois, em uma nova fase, colocar em prática a ideia do prefeito João Doria e transformar a “cracolândia” em Centros Sociais e estabelecimentos comerciais.

João Doria é ameaçado na internet

Um página na internet convida internautas para uma virada cultural clandestina na casa do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), em protesto pela mudança do local do evento. Protesto é legítimo em você não concordando com uma decisão dos governantes. Isto posto, o que não pode de maneira alguma é ameaça de agressão, de qualquer espécie. Doria reagiu e buscou seus direitos na justiça. Não é intimidação do prefeito contra seus críticos, mas proteção a ele e sua família.

Se informe melhor antes de sair gritando “censura” contra o prefeito João Doria. Ou você acharia normal um bando ensandecido marcar protesto na porta de sua casa ameaçando quebrar seu carro, agredir você e sua família? Não faria nada com as prerrogativas judiciais existentes para impedir o pior?

Liberdade de expressão não é xingar, caluniar e marcar protesto via internet para agredir e depredar o patrimônio do prefeito ou de qualquer autoridade, inclusive as corruptas. Justiçamento não é justiça, só vingança.

O Brasil passou por muitos obstáculos para a liberdade de se expressar chegar aqui, mas uma sociedade doente está colocando tudo a perder por um revanchismo estúpido.

Cuidado com rótulos

No vídeo, você percebe que o prefeito de São Paulo, João Doria, não é de direita. Doria é, sim, de centro ou centro-direita.

É que no Brasil ideologia partidária é esculhambada com rótulos como “neoliberal”, “reacionário”, “esquerdopata”, “petralha”, “coxinha”, “mortadela”.

João Doria é do PSDB, que nasceu partido da social democracia, de centro-esquerda, mas que ao passar dos anos foi para o centro político e centro-direita.

Mal comparando, Doria está para o Brasil como o candidato centrista Emmanuel Macron está para França.