Doria venceu o debate

No debate RedeTV/IstoÉ entre governadores de São Paulo, João Doria (PSDB) ganhou o debate em uma pergunta da candidata Profª Lisete (PSOL) sobre a pancadaria na Câmara de Vereadores quando o então prefeito Doria tentava passar mudança no sistema previdenciário do município.

Mostrou firmeza sem ser violento. Altivez sem levantar a voz. Ainda mais contra uma mulher idosa. Dentre os candidatos Doria é o mais preparado para o cargo de governador.

Sobre a condenação, em 1ª instância, por improbidade pelo uso da marca “SP cidade linda”, uma condenação esdrúxula apesar do então prefeito ter exagerado na marquetagem, deve ser retificada no recurso na 2ª instância. Pior é a juíza proferir a sentença em plena campanha fazendo dela uso político para os adversários.

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Eleições em São Paulo – Doria abre 10 pontos para Skaf na liderança

João Doria (PSDB) aparece 10 pontos percentuais a mais que Paulo Skaf (MDB), pelo governo de São Paulo. O atual governador Márcio França (PSB) ficou com 8% na pesquisa divulgada na quinta-feira, 19. Luiz matinho (PT), 5%, é o último entres os principais nomes.

A folga que Doria tem nesta pesquisa, diferente da pesquisa Ibope de semanas atrás que mostrou empate técnico, não é motivo para festa. Com o início das convenções partidárias nesta sexta, 20, a campanha eleitoral aquece os motores para largada. Especificamente em São Paulo, confirmando o segundo turno entre Doria e Skaf, a tendência é França apoiar o candidato do MDB após trocas de acusações das campanhas e dos próprios candidatos tucano e socialista, inclusive atrapalhando votações do interesse do governo do peessedebista na Assembleia. E Skaf tem uma rejeição menor que o ex-prefeito.

Em um provável segundo turno, Doria vai precisar trabalhar muito, principalmente na capital, para reverter sua imagem desgastada por abandonar a prefeitura mesmo se comprometendo a ficar os 4 anos durante a eleição de 2016.

Mas o que chamou atenção na pesquisa do Paraná Pesquisas é a disputa para o Senado Federal. Sem o apresentador José Luiz Datena, Covas Neto (Podemos) e Major Olimpio (PSL) subiram e encostaram na segunda colocada, Marta Suplicy (MDB). Eduardo Suplicy assumiu a liderança disparada. Lembrando que o eleitor vai votar duas vezes para senador. Ou seja, vai ter mais votos que eleitor e torna mais difícil prevê os vencedores.

Mara Gabrilli e Joice Hasselmann (caso confirme candidatura ao cargo) podem arrancar no sprint final e surpreender.

Doria e França tendem a polarizar eleição paulista

Datafolha também divulgou pesquisa eleitoral para governador de São Paulo. João Doria (PSDB) aparece na liderança nos dois cartões pesquisados: um com Paulo Skaf (MDB) e outro sem Skaf. No primeiro, Doria está com 29% das intenções de voto, Skaf fica com 20%, atual governador Márcio França (PSB) aparece com 8%, Luz Marinho (PT) fica com 7%. Candidato que foi líder do movimento “Vem Pra Pra Rua”, Rogério Chequer (NOVO) pontua 2%. No segundo, sem Skaf, Doria aumenta para 36%, França assume o segundo lugar com 10%, Marinho sobe para 9% e Chequer para 3%.

São cenários que deixam a eleição paulista imprevisível. Os paulistanos ficaram muito bravo por Doria ter deixado o cargo de prefeito para ser candidato e sua rejeição na capital disparou. Sua liderança na pesquisa está ancorada na força do PSDB no interior do estado. Mas França tem a máquina pública e pode “capturar” prefeitos para sua órbita.

A eleição em São Paulo tende a polarizar entre Doria e França, com Doria disputando contra até integrantes do próprio PSDB e uma falsa isenção de Geraldo Alckmin, que no fundo tende para o lado de seu ex-vice. Alckmin ainda tem mágoa do ex-prefeito, que sem o ex-governador não teria conseguindo a candidatura em 2016, de ter “puxado seu tapete” tentando se viabilizar candidato a presidente em 2017.

No fundo o próprio Doria ainda nutre esperança de ser o candidato presidencial em caso de Alckmin não conseguir viabilizar alianças que dê grande suporte eleitoral para sua campanha e seu nome continue com 1 dígito nas pesquisas, além das investigação do caixa 2 mas campanha de 2010 e 2014 não avançarem.

Enquanto isso, a disputa Doria x França deve ser bem agressiva mutuamente.

Doria se despede do cargo de prefeito

O agora ex-prefeito João Doria (PSDB) divulgou dois vídeos mostrando programas e atos dos 15 meses de mandato e para explicar sua saída para disputar o cargo de governador.

Nos vídeos, Doria elogiou a equipe que montou na prefeitura, que será dirigida pelo seu vice-prefeito Bruno Covas, o prefeito mais jovem da maior cidade do Brasil desde a redemocratização.

Não citou Geraldo Alckmin (PSDB), que também está deixando o cargo – governador – para disputar a presidência da República.

Doria é líder nas pesquisas para governador sem o nome de Celso Russomanno (PRB). Com Celso na disputa, os dois ficam em empate técnico.

Ninguém tem obrigação de custear o hobby dos outros

No jogo Santos e Corinthians, no último domingo, um apagão interrompeu a partida por quase uma hora e não foi a primeira vez em 2018. Logicamente, jornalistas contrários ao prefeito João Doria (PSDB) e a concessão do estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, começaram a teoria de sucateamento do estádio para viabilizar a sua privatização – “golpe”, para iluminados que não disfarçam suas ideologias.

O estádio do Pacaembu é de 1940. Como é tombado, ele não pode passar por uma reforma que descaracterize sua atual forma. É um estádio antigo que ainda usa banheiro químico (inacreditável) para torcedores e subutilizado por conta das novas e modernas arenas de Palmeiras e Corinthians – São Paulo já tinha o Morumbi. Sem o Santos para mandar jogos na capital, o Pacaembu estaria completamente sem utilidade, já que os moradores do bairro não aceitam shows no estádio.

Fora essa questão estética, a parte econômica e filosófica é a mais importante. Não é ético a pessoa achar que o poder público tenha que manter um estádio de futebol por ideologia, por ser paixão nacional ou identidade da nação. Se o Pacaembu não fosse tombado, eu prefeito mandava era demolir aquilo. Mas entrega-lo à iniciativa privada resolve. Não pode um trambolho tirar dinheiro da saúde, por exemplo.

Futebol é maravilhoso, eu gosto. O que não significa que os contribuintes tenham que subsidiar um estádio para meu lazer ou quem não gosta de futebol custear o hobby de quem gosta.