PRB, ligado a Igreja Universal, lidera nas duas principais cidades do país, diz Datafolha

O Datafolha divulgou pesquisas nas disputas para prefeito de algumas cidades.

Pesquisas

São Paulo/SP

Celso Russomanno (PRB) lidera com quase o dobro da segunda colocada, a senadora Mata Suplicy (PMDB), por 31% a 16%. Luiza Erundina (PSOL) aparece com 10% em terceiro lugar na frente de Fernando Haddad (PT) e João Doria (PSDB), com 8% e 5% respectivamente. o quadro é parecido com 2012, mas com uma diferença: Haddad tem uma rejeição recorde. A gestão do petista é avaliado:

– Ótimo/bom: 17%
– Regular: 35%
– Ruim/péssimo: 47%
– Não sabe/não respondeu: 2%

Rio de Janeiro/RJ

Marcelo Crivela (PRB) lidera com 28%, Marcelo Freixo (PSOL) tem 11%, Flávio Bolsonaro (PSC), 9%, Jandira Feghali (PCdoB), 7%,  Pedro Paulo (PMDB), 5%, índio da Costa (PSD), 4%,  Carlos Osorio (PSDB), 3%, Alessandro Molon (Rede), 2%, Cyro Garcia (PSTU), 1%.

A disputa no Rio, como em São Paulo, promete ser acirrada e decidida voto a voto e no segundo turno. O candidato do prefeito Eduardo Paes, Pedro Paulo, à parte do inquérito por bater na esposa arquivado pelo STF, não se encontra em boa posição. Talvez o sucesso da organização dos Jogos Olímpicos e as máquinas municipal e estadual a seu favor podem impulsionar a candidatura de Pedro Paulo, já que a distância para o segundo colocado é pequena. Mas com uma campanha menor e mais barata, a chance disso acontecer diminui.

Belo Horizonte/MG

João Leite (PSDB) e Alexandre Kalil (PHS) lideram a corrida da capital mineira. A curiosidade fica por conta de que os dois são lidados ao futebol e ao Atlético-MG. João Leite foi goleiro nos anos 1970 e 1980 e Kalil o ex-presidente do título da Libertadores da América de 2013.

Recife/PE

Na capital pernambucana o duelo é entre o atual prefeito Geraldo Júlio (PSB) e o ex-prefeito João Paulo (PT). Pelo Datafolha, o petista está um pouco na frene do socialista – 32% a 28%, o que configura empate técnico. Mas o candidato do PSDB, o deputado Daniel Coelho, pretende surpreender como fez em 2012, quando largou  na disputa com 4% e terminou com 28% dos votos válidos quase levando a disputa para o segundo turno contra Geraldo Júlio. Coelho está com 10%.

Fortaleza/CE

Roberto Cláudio (PDT) lidera com 27%, Capitão Wagner (PR) tem 20%, empate técnico com Luizianne Lins (PT) que tem 17%; Heitor Férrer (PSB), 9%, e Ronaldo Martins (PRB), 4%, fecham os primeiros colocados na capital cearense.

Números de outras cidades (Pesquisa Ibope)

Salvador/BA

ACM Neto com muita folga para ser reeleito no primeiro turno na capital baiana.

ACM Neto (DEM) – 68%

Alice Portugal (PCdoB) – 8%

Pastor Sargento Isidório (PDT) – 6%

Porto Alegre/RS

Luciana Genro (PSOL) – 23%

Raul Pont (PT) – 18%

Nelson Marchezan Júnior (PSDB) – 12%

Sebastião Melo (PMDB) – 10%

João C. Rodrigues (PMN) – 3%

Júlio Flores (PSTU) – 3%

Mauricio Dziedricki (PTB) – 3%

Marcello Chiodo (PV) – 2%

Fábio Ostermann (PSL) – 1%

Goiânia/GO

Iris Rezende (PMDB) – 37%

Delegado Waldir (PR) – 22%

Vanderlan (PSB) – 13%

Adriana Accorsi (PT) – 8%

Teresina/PI

Firmino Filho (PSDB) – 46%

Dr. Pessoa (PSD) – 27%

Amadeu Campos (PTB) – 12%

Respeita Rui Barbosa, Gleisi Hoffmann

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A Senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR) ofendeu uma casa de 190 anos, que é a casa da Federação, ao dizer na abertura do julgamento final do processo de impeachment contra a presidente afastada que o Senado não tem moral para julgar Dilma.

Realmente, muitos dos atuais senadores não tem moral para ser representante do povo. Mas, Senadora Gleisi, a senhora atingiu não eles com sua fala, mas sim a instituição Senado da República. É preciso separar os maus políticos das instituições, o que vale pra Câmara dos Deputados, presidência da República, prefeituras, governos estaduais, assembleias estaduais e distritais e Câmaras municipais.

Primeiramente, Gleisi Hoffmann deveria lavar a boca e as mãos antes de insultar a casa de Rui Barbosa na qual ela foi eleita para ocupar uma cadeira para defender o seu estado, o Paraná, e a Federação.

Respeito às instituições e ao povo é o mínimo que se pede dos representantes da população.

100 dias de Temer

É hora de uma breve retrospectiva dos 100 dias de governo Temer.

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Michel Temer foi ungido à presidência da República no dia 12 de maio, após o Senado aprovar a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, por 55 votos. O vice-presidente articulou a formação de uma ampla base de apoio com partidos da antiga base de Dilma e da antiga oposição. Essa base gira em torno de 370 deputados e 60 senadores, o que faz o afastamento definitivo de Dilma ser quase certo no julgamento final, que começa no dia 25 de agosto.

Nesses 100 dias o governo interino conseguiu aprovações de projetos importantes e que estavam pendentes, como o projeto da renegociação da dívida dos Estados com a União. Houve cortes no número de ministérios, mas aquém do esperado – de 32 passou para 26 e o governo já fala em recriar o Ministério do Desenvolvimento Agrário – e cortes nos milhares de cargos comissionados. O ambiente de negócios melhorou e a economia já começa a dar sinais de estagnação, sem queda, pronta para começar a voltar a crescer. Mas os sucessivos aumentos de salários de várias classes de servidores públicos assusta o mercado. Afinal, o governo Temer veio para fazer o ajuste fiscal que o governo Dilma não foi capaz de realizar com sucesso.

Na parte política, algumas delações premiadas atingiram o governo Temer, inclusive o próprio presidente. Primeiro, o ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado, acusou Temer de receber dinheiro de propina da Petrobras pessoalmente para campanha de Gabriel Chalita, então no PMDB e candidato a prefeito de São Paulo em 2012, em um aeroporto de Brasília. Temer nega e Machado, por enquanto, não mostrou provas desse encontro. O presidente em exercício também foi delatado por executivos da empreiteira Odebrecht, por receber doação eleitoral advinda de propina para campanha de Paulo Skaf ao governo do Estado de São Paulo. A Odebrecht ainda negocia acordo com o MP e a delação da empresa está na fila para homologação.

Mas a maior crise pelo qual passou o governo Temer, até agora, foi no episódio dos áudios gravados por Sergio Machado. Em áudios gravados pelo próprio Machado, em conversas com Romero Jucá, Renan Calheiros e José Sarney, eles falam em deter o avanço da Lava Jato. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao STF prisão da cúpula do PMDB, por suposta trama para acabar com a operação Lava Jato com o impeachment e Temer na presidência. Os áudios mostram conversas sobre o momento político e econômico do país, mas nada de concreto para abafar a Lava Jato, tanto é que o Ministro Teori Zavascki negou pedido de prisão para cúpula peemedebista.

O novo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), disse em entrevista que, se Temer for confirmado presidente e o governo chegar em 2018 com 50% de aprovação, ele é o candidato pelos partidos que compõem a base. Temer negou que irá disputar a reeleição. Essa fala de Maia, claro, degradou o PSDB, e Temer chamou os tucanos para um almoço e assegurou mais participação do partido nas decisões do governo. O PSDB já vinha mostrando insatisfação com o rumo que o governo Temer anda tomando na parte econômica, com o mesmo populismo fiscal de Dilma. Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PMDB) sonha em ser candidato a presidente.

Em termos de popularidade, o governo Temer está um pouco melhor que governo Dilma, mas é rejeitado pela maioria da população. Michel Temer foi vaiado ao abrir os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e usou como estratégia a discrição, para minimizar o tamanho da vaia, não tendo seu nome apresentado na cerimônia de abertura no Maracanã.

Após o processo de impeachment e assumindo a presidência de forma definitiva até 2018, Temer precisa decidir qual rumo seu curto governo vai tomar. Se da austeridade fiscal para recuperar as contas públicas, diminuir o déficit público, o rombo da previdência e a economia em geral, ou se vai governar pensado na reeleição ou em fazer o sucessor. Há os desdobramentos da operação Lava Jato e a ação que pede a cassação da chapa Dilma e Temer no TSE. Temer não tem tempo para pensar muito na resposta.

Dilma faz ‘apelo’ aos senadores

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A presidente afastada Dilma Rousseff divulgou carta destinada ao povo brasileiro e aos senadores e senadoras. É a última tentativa de Dilma reverter alguns votos contra ela e mandar o impeachment para o arquivo.

Na carta, Dilma reforça a necessidade de um plebiscito e a reforma política (sempre ela…). A novidade é um Pacto Nacional para o desenvolvimento e justiça social. Mas continua chamando o processo contra ela de “golpe”, e fez um apelo para que os senadores não cometam a injustiça de condená-la sem crime de responsabilidade, que não se afasta um presidente só pelo “conjunto da obra”.

Ressalvou que a luta contra a corrupção é inegociável.

Lembrou da tortura que sofreu na ditadura e reconheceu erros no seu governo sem dizê-los quais foram.

A estratégia de chamar quem vai julgá-la de “golpista” não está funcionando.

Na verdade, essa carta lembrou um pedido de clemência do que de defesa. Para quem já está convicto no voto a favor do impeachment não vai se solidarizar. Quem ainda não está 100% convicto pode balançar, mas creio que veio um pouco tarde. Dilma perdeu o timing para levantar a bandeira das eleições antecipadas para presidente.

Patricia Abravanel diz que não mostra seu filho “por morar no Brasil”v

patriciaMais uma declaração infeliz da apresentadora do SBT, Patricia Abravanel. Depois de dizer no programa de seu pai, Silvio Santos, que ser gay não é “normal” e colocar a fome e mazelas da África nas religiões de matriz africana, ela diz que só não mostra seu filho em público por morar no Brasil. A declaração foi no programa The Noite, de Danilo Gentili. 

É um direito dela não querer expor o filho publicamente. E é bom que pense assim. Patricia foi vítima de sequestro em 2001. Ela faz bem proteger seu filho do assédio da imprensa e dos fãs até por ser filha de quem é.

Mas essa sua última declaração foi preconceituosa. Será que ela não tem medo de mostrar o filho nos EUA, onde invasões de desequilibrados mentais entram em escolas, boates com arma de fogo e saem atirando por nada e matam dezenas, centenas de pessoas? Não tem medo de mostrar o filho na Europa, que vive uma onda de ataques de terroristas?

O Brasil está longe de ser um país tranquilo e desenvolvido. Ocorre, porém, que a fala de Patricia no The Noite foi, sim, preconceituosa. Poderia ter dito que preserva o filho com outras palavras menos agressivas para o país dela. Como foi dito passou impressão de deboche, de que todo brasileiro é um perigo para seu filho. Patricia Abravanel é uma patricinha daquelas bem caricatas que vive em uma mansão cercada por muro, cerca elétrica e seguranças. Que pensa que a maioria da população pobre é feita por bandidos. E ainda é uma religiosa fundamentalista. Patricia Abravanel é só mais uma patricinha que não gosta de se misturar com os plebeus, com os pobres. É melhor ela então sair do Brasil e ir morar em Miami, por exemplo. Melhor Nova York, Miami tem muitos imigrantes latinos…