Populismo e demagogia de Chico, Caetano e Gil

Vive no bem bom, roga o socialismo, mas não faz shows com preços populares e tampouco divide o que tem com os menos abastados.

Mora em um bairro carioca onde mora muita gente fina, mora em um bairro de rico, bairro de classe alta, em uma área nobre do Rio! Só mais um socialista caviar! Não vive o que supostamente defende!

Esse cara é Francisco Buarque de Hollanda. Ou simplesmente Chico.

Foi um ótimo compositor, mas entrou numa de apoiar político cegamente. Atualmente não tem inspiração para compor como antes, talvez seja o fato de ficar preso ao passado, nos tempos da ditadura. Só voltou a compor um novo algum em 2016 coincidentemente com a saída do PT do governo e do Ministério da Cultura, onde ele e sua trupe artística mandavam (ainda ditam narrativas e controle externo). Hoje é outra realidade. Espero, sinceramente, que reencontre o caminho da música e largue essa paixão ideológica. Acho improvável que aconteça. O ranço ideológico é mais forte, tal qual Caetano.

Mas não adianta tentar explicar isso para as esquerdas e fãs, para eles chega a ser tabu falar mal de Chico, Caetano e Gil, pois é cult, chic, soa ser inteligente e intelectual (para eles) falar que gosta e ouve esse pessoal e qualquer crítica é vista como um insulto a uma divindade.

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Tribunal marca para dia 24/01 julgamento de Lula

Com uma rapidez fora do normal para o judiciário brasileiro, Tribunal Regional Federal da 4ª região marcou para 24 de janeiro julgamento de apelação da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Querem tirar qualquer dúvida se pode ou não ser candidato bem antes das convenções partidárias das eleições 2018.

Em julho de 2017, Sérgio Moro condenou Lula a 9 anos e meio de cadeia pelo crime de corrupção passiva. Moro acolheu a lógica do Ministério Público, que acusa o ex-presidente de ser beneficiado da reforma de um triplex no Guarujá patrocinado pela OAS com dinheiro de propina oriundo de contratos fraudulentos na Petrobras.

Mesmo se mantida a condenação no TRF4, Lula não será preso no dia seguinte porque há ainda os embargos no próprio tribunal de Porto Alegre. Como os embargos são mais para corrigir algumas falhas ou dúvidas na sentença, o tribunal teria que decidir se ele tem que começar a cumprir a pena preso e comunicar o juiz que julgou na 1ª instância para executar a pena. E, óbvio, em caso de condenação mantida a defesa poderia recorrer ao STJ (Brasília).

Mais: STF pode rever se um condenado em 2ª instância pode recorrer preso. Pode recorrer preso não significa a prisão ser obrigatória. Fazem confusão. O que o STF decidiu em 2016 foi se é permitida a prisão de condenados em 2ª instância, mesmo recorrendo da sentença, não a obrigatoriedade da prisão.

Já a inelegibilidade, uma vez condenado no tribunal de Porto Alegre é definitivo. Lula ficaria com a ficha suja e sem os direitos políticos por 8 anos. PT poderia lançar Lula candidato mesmo assim, só que o TSE impugnaria o registro e a candidatura ficar sub judice.

A justiça tem que ser feita, tanto para condena-lo como para inocenta-lo. O que não pode é atropelar trâmites legais para saciar a sede de vingança de uns. Passar por cima dos trâmites legais seria atropelar o Estado Democrático de Direito, a Constituição. Aí seria Estado de Exceção.

Reforma da Previdência afeta os mais ricos

A PEC em que mexe na regra do regime de previdência pública que está para ser votada na Câmara – e Senado – não mexe com os mais pobres como a oposição tenta disseminar na opinião pública. Pelo menos é o que diz o Secretário da Previdência, Marcelo Caetano. Baseando-se em estudo do IPEA, Marcelo disse que a reforma, como está proposta na emenda aglutinativa, afetaria menos de 10% da população e no topo da pirâmide social. A reforma é necessária justamente para evitar cortes nas atuais aposentadorias e garantir as futuras.

O Secretário também refutou o mito de que não há déficit na Previdência sem a Desvinculação das Receitas da União e desonerações na folha de pagamento de empresas. Mesmo com a DRU e contando com todos os tributos do sistema de seguridade social, o déficit previdenciário ainda seria enorme. E a reforma não mexe com os trabalhadores rurais, nem com o BPC – Benefício de Prestação Continuada.

Reforma da Previdência ou caos

A Reforma da Previdência vai ser discutida dia 14 e votada dia 18. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, sugeriu e o presidente Michel Temer aceitou, finalmente. Brasília vai ferver nessa reta final de ano. Para ser aprovada precisa de, no mínimo, 308 votos na Câmara, em dois turnos, e 49 votos no Senado, também em dois em turnos.

Por que somos a favor da Reforma da Previdência? Sem a Reforma da Previdência, o Brasil caminha para a falência total porque os constituintes de 1988 só sabiam a existência da palavra “direitos” e pensavam que a conta nunca chegaria. Sem uma mínima reforma previdenciária, o Brasil vai passar pelo que Portugal e Grécia viveram. Será um caos muito maior do que nos últimos anos.

É agora ou nunca. Se não aprovar nada o próximo presidente vai ter que voltar ao tema em dose muito mais amarga ou é falência total da Previdência e o Estado vai junto. Não tem escolha. É o futuro do Brasil em jogo. A reforma não é do atual governo. Fazer cálculo político e votar contra a reforma por ser impopular é jogar contra o país.

Quem fala que a reforma corta direitos não viu nada. Sem reforma agora, que é instituir uma regra mais realista para aposentadorias futuras, não mexe com quem está para se aposentar e quem já se aposentou, aí que vai ter cortes em aposentadorias atuais, cortes em salários de servidores, na educação, segurança, saúde, o investimento público vai cair ainda mais, vai ter aumento de impostos para compensar e fechar buracos no orçamento provocados pela Previdência. Consequentemente o crescimento vai ser puxado para baixo, a inflação vai voltar, desemprego parar de cair.

Enfim, sem reforma é o caos, as trevas. É por isso que somos a favor da Reforma da Previdência.

726 mil presos – 40% sem julgamento – ingrediente da receita do caos

Segundo o levantamento nacional de Informações Penitenciárias (Infopen), o Brasil tem atualmente 726 mil detentos e 40% sem julgamento (dados de 2016). O número de presos dobrou em 11 anos.

Agora, vem a pergunta: você se sente mais seguro com esse número gigantesco de presos? Claro que não. O número de assassinatos passa dos 60 mil/ano em todo país.

Obviamente, sou contra a ideia de que prisão não resolve. A detenção de quem comete crime, independente do grau, não é para acabar com a violência, mas para punir o infrator.

Por exemplo, há muitas críticas para a política de segurança pública de São Paulo, e é o estado com o menor índice de homicídios. Em contraponto, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) de Sergio Cabral, no Rio de Janeiro, foram elogiadas e o governo federal colocou como exemplo. Alguns anos depois, implodiram com a corrupção e quebradeira do Rio.

Mas voltando ao levantamento, por outro lado não acho que só prender e trancafiar em celas precárias que estão mais para depósitos humanos seja a solução como muitos também pregam por aí, inclusive presidenciáveis. Principalmente com um Judiciário omisso no qual deixa 40% dos detentos sem o direito universal de um julgamento.

A falta de uma política de segurança pública decente, articulada, integrada, um Judiciário sem fazer sua parte, uma política de direitos humanos que mais protege o bandido do que a vítima, uma polícia despreparada e mal paga, políticos demagogos e populistas é a receita da carnificina que dizima milhares por ano, deixando as pessoas com medo e embarcando em aventuras.