Por que o PSDB ‘escondeu’ João Doria do programa na TV?

O destaque do programa nacional do PSDB, na TV, foi a ausência do prefeito de São Paulo, João Doria. Doria tem se mostrado o mais viável tucano para sucessão de Temer nas pesquisas, após a Lava Jato “ferir” Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin.

O programa do partido focou em um debate com novas e jovens lideranças eleitas na última eleição municipal, mas deixou Doria de fora. Será uma estratégia de blindar o prefeito e só usá-lo na hora certa, caso Alckmin e Aécio não conseguirem viabilizar seus nomes para 2018?

No final, a vergonha alheia tomou conta por mensagens de auto-ajuda. E, para fechar, um “estamos ouvindo você” como um pedido de voto de confiança às ações do partido no Congresso Nacional.

Governo de Cuba interferiu na eleição brasileira

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Notícia da Folha de São Paulo mostra que uma empresa estatal de comunicação de Cuba, a Etecsa, foi usada por um perfil nas redes sociais para difamar o então candidato a presidente Aécio Neves (PSDB).

É uma notícia gravíssima. O governo cubano interferiu no processo eleitoral brasileiro como acusam o governo russo, de interferência na última eleição presidencial dos EUA.

Mas a indignação de muitos por hackers russos invadirem a rede de computadores do partido democrata americano se desaparece com a informação de interferência de Cuba na eleição presidencial brasileira.

Mais uma da Rosário…

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Maria do Rosário, DEPUTADA FEDERAL (PT/RS), soltou uma pérola de tão ridícula quanto desinformada. Ela disse que “Não existe democracia com a direita no poder”. Maria do Rosário mostra com esse tuíte que pertence a extrema esquerda autoritária que não reconhece a existência de ideologias diferentes da sua.

Mapa político na Grande SP

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Na eleição de 2016 aconteceram muitos fatos históricos, como a eleição de João Doria (PSDB) em São Paulo e no primeiro turno; o derretimento do PT em várias prefeituras pelo país, de mais de 600 para pouco mais de 200 em quatro anos. Marcelo Freixo (PSOL) foi ao segundo turno derrotando o PMDB do Rio com 11 segundos no horário eleitoral, perdeu para Marcelo Crivella (PRB). Depois de algumas tentativas fracassadas, finalmente o Bispo licenciado da IRUD se torna prefeito da segunda maior cidade do país. Alexandre Kalil (PHS) foi eleito prefeito de Belo Horizonte nas Minas Gerais.

A região metropolitana de São Paulo – Grande São Paulo – é simbólica para o petismo, só que 2016 foi trágico para o PT. Não sto-abastou perder São Paulo, o PT administrará apenas uma prefeitura no entorno da capital paulista (Franco da Rocha). O partido perdeu cidades como Guarulhos, a segunda maior cidade do Estado e todo ABC paulista, o berço do Partido dos Trabalhadores, inclusive São Bernardo do Campo, de Lula. Em Santo André, por exemplo, o atual prefeito Carlos Grana só teve 21% dos votos válidos no segundo turno, um vexame histórico para o PT. Para completar, a derrota foi para um candidato do PSDB e que foi secretário do próprio prefeito Grana, Paulo Serra. Em São Bernardo, o sobrinho de Lula não conseguiu ser eleito vereador. E o candidato a prefeito na cidade onde o partido nasceu caiu no primeiro turno.

Outro perdedor na Grande São Paulo foi o PMDB, o partido caiu de 6 para 1 prefeitura.

O grande vencedor foi o PSDB, subiu de 8 para 11 prefeituras na maior região metropolitana do Brasil. Surpreendente desempenho do PR, segundo com mais prefeituras, e do PSB, PRB, PTB, PV. Além do nanico PTN, com 2 prefeituras.

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A esquerda votaria no PSDB contra Russomanno?

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Pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (26) confirma a ascensão de João Doria (PSDB), queda de Celso Russomanno (PRB) e de Marta Suplicy (PMDB). Como está na reta final faltando poucos dias para o primeiro turno, fica improvável uma reviravolta muito grande.

A dúvida que fica é: em caso de segundo turno entre João Doria e Russomanno, a esquerda paulistana votaria no candidato do PRB para derrotar o candidato do PSDB? Ou vice-versa?

Contra o PSDB tem a rivalidade do PT nas disputas nacionais. Criou-se uma atmosfera de que quem é de esquerda não vota em tucano. Ainda mais sendo João Doria Jr., o candidato-empresário. Contra Russomanno, a rejeição é por ser candidato ligado a Igreja Universal, de Edir Macedo. E por tratar o cidadão apenas como um consumidor.

Partidários de Fernando Haddad (PT) e Luiza Erundina (PSOL) disputam quem é o verdadeiro candidato da esquerda e pelo tal “voto útil”. Só que o “voto útil” é em Marta, a ex-pestista que a esquerda passou a não gostar por ter ido para o PMDB e votado a favor impeachment. A esquerda caminha para ficar de fora do segundo turno em São Paulo, o baque será grande. Principalmente para o PT.

É hora de algo novo na política partidária

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Enquanto isso, militantes e fanáticos brigam na internet e nas ruas…

PT (petrolão) e PSDB (escândalo da merenda escolar em SP e escândalos no PR) estão mergulhados em gigantes escândalos de corrupção. Não é bom nivelar todos os políticos e partidos na lama da corrupção, mas as evidências estão aí. Os dois partidos têm podres para ninguém botar defeito.

Os dois principais partidos dos últimos 20 anos têm muito que se explicarem. Eles estão saturados, sem ideias de desenvolvimento econômico e social. A polarização entre PT e PSDB, que em muitas cidades são aliados, está sufocando o desenvolvimento do Brasil. E isso afeta a democracia do país. O pior é que não é vislumbrada uma mudança e a polarização deve continuar por mais alguns anos e eleições.

Estão surgindo vários partidos de cisões dos grandes ou grupos organizados, mas nenhum passa a sensação de que pode substituir os velhos partidos.

O país tem muito a agradecer tanto ao PSDB quanto ao PT, estabilidade econômica, inclusão social, diminuição da miséria, etc. Tudo isso foram conquistas dos governos desses partidos. Mas é hora de ir adiante, de tentar superar novos e velhos desafios. Não vejo no PSDB nem no PT, e muito menos no PMDB, saída para o Brasil superar problemas crônicos. Afinal, eles estão aí desde o início da Nova República e não conseguiram.

O grande medo é a política partidária ficar nessa de quem é mais sujo. Isso será o fim da política partidária e não é nada bom para democracia.