Demagogia de Luciana Genro contra Ciro Gomes

A extrema-esquerda está revoltada com a fala de Ciro Gomes na qual ele disse que o momento político exige testosterona, questionado sobre Marina Silva. Ele acredita que o silêncio de Marina é sinal que ela não vai sair candidata pela 3ª vez para presidente. Luciana Genro puxou o bloco das feministas contra Ciro Gomes. Publicou um vídeo nas redes sociais fazendo críticas e mostrando fotos de mulheres com armas em revoluções (?) e o chamou de misógino. Demagoga e oportunista, disparou Ciro Gomes como resposta.

Já comentei neste espaço que Ciro Gomes peca pela boca. Desta vez, ele está se queimando antes mesmo da campanha. Mas, especificamente na fala da testosterona, está sendo um exagero crucifica-lo. Todo mundo que pensa um pouco e não fica tentando usar qualquer pretexto para luta de classes e de gênero sabe que Marina Silva não tem um porte físico muito privilegiado. Inclusive, ela sofreu com isso na disputa presidencial de 2014, chegando no último debate exaurida, com aparência cansada, não conseguiu se impor contra seus adversários e foi atropelada na reta final e na votação ficando de fora do segundo turno.

A feminista Luciana Genro está apenas “pegando carona” para tentar viabilizar uma nova candidatura presidencial pelo PSOL, foi candidata em 2014 conseguindo 1,5 milhão de votos (campeã da Série B – entre candidatos nanicos). Luciana é a queridinha dos jovens revolucionários, dos drogados, dos transviados, das prostitutas, das “feminazis”, enfim da turma do lacre.

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Gabriel O Pensador é jacobino

Gabriel O Pensador relançou a famosa música “Matei o presidente”. A primeira versão foi em 1992, que foi censurada pelo governo de Fernando Collor. Com o impeachment de Collor, a música foi liberada em 1993. Gabriel O Pensador tenta ser imparcial na música e dentro da letra atira no “rouba mas faz”, em clara alusão aos “fieis” de Lula; critica a febre de chamar político de “mito”, em clara alusão a Jair Bolsonaro. Só que o alvo principal 25 anos depois, é Michel Temer.

Obviamente que o “matei” é no sentido figurado. O problema, porém, foi na linguagem chula, baixa, apologista do Gabriel O Pensador. Colocar um “policial” para avalizar o assassinato do presidente da República e ainda sugerir que “bala é pouco para o ‘vampirão'”, que o melhor seria esquartejar passou do limite do razoável.

Não vou levantar bandeira (quem sou eu…) pedindo boicote à música ou pedir para “descurtir” o vídeo com a música e muito menos pedir para retirar do ar. Mas a letra ficou pesada. Os tempos são outros, bem diferente de 1992. Um maníaco psicopata pode muito bem se inspirar na música do Pensador e atentar contra vida do presidente. O país atravessa uma fase de síndrome de jacobinismo.

Pergunta sincera: onde estava Gabriel O Pensador nos últimos 25 anos?

Por que relançar só agora o “Matei o presidente”? Será que no período de Itamar, FHC, Lula e Dilma, ele achava que o Brasil era uma Dinamarca nos serviços públicos e uma Suíça no quesito corrupção? Que estava tudo tranquilo? Com a palavra, Gabriel O Pensador.

Porta da Lacração

Gregório Duvivier e Fábio Porchat tentam fazer graça com religiões de picuinha com quem tem fé – lembrando que Porchat é funcionário da Record TV, que pertence a Igreja Universal -, já que são ateus. Não precisa desrespeitar uma religião (nenhuma) desta forma, como se verifica no vídeo do dia no canal Porta dos Fundos, para fazer humor (se é que isso se enquadra na categoria de humor).

No final do vídeo Porchat ainda mostra sua bunda branca para o mundo, possivelmente para chocar a “Tradicional Família Brasileira”, mas só consegue passar recibo de ridículo, de palhaço. Fazer humor é uma dádiva (de Deus) que poucos têm. Pessoal do Porta acerta em alguns vídeos – até Duvivier às vezes -, só que o viés ideológico e a mania de querer “lacrar” é mais forte.

Filme de Danilo Gentili teve Lei Rouanet

O jogo virou. Para quem critica artistas usufruírem de verbas públicas via Lei Rouanet e incentivo à cultura, pegou muito mal o filme mais recente de Danilo Gentili ter captado R$ 3 milhões pela Rouanet.

Nem adianta os fãs de Gentili tentar justificar dizendo que foi a Warner (distribuidora) que deixou de pagar impostos para usar no filme. Ou o apresentador afirmar que tirou dinheiro da conta pessoal para colocar no filme. Pode não ter sido beneficiário direto, mas seu filme foi beneficiado diretamente por aquilo que ele critica.

Danilo Gentili estava (está) com 100% de razão no episódio do repórter da Folha de São Paulo. Só que, neste episódio, ele “comeu mosca”. Mesmo se foi a empresa de distribuição do filme que captou, Gentili poderia muito bem dispensar e fazer um crowdfunding com seus mais de 15 milhões de seguidores no Twitter e telespectadores do seu programa no SBT para distribuição do filme.

Quem critica e acha que o Estado nem deva existir usar o próprio para distribuição de um filme não é muito coerente – para ficar no mínimo.

Democracia representativa não é fazer as vontades de ‘bebê chorão’

No Brasil, há uma confusão sobre o que é democracia representativa. Muita gente acha que o representante precisa votar na Câmara Federal, Assembleias, Câmara de Vereadores e Senado sempre como pensa o representado. Nada mais falso. O político eleito tem no mandato uma carta concedida pelo eleitor, mas essa carta não é uma diretriz que o representante precisa seguir fielmente. Ou era melhor as decisões não ter pontes e a própria população decidir políticas públicas, de governos, institucionais, tudo. Seria democracia direta.

Eu, pessoalmente, sou a favor de ter mecanismos que possibilitem mais democracia direta por meio de plebiscitos e referendos. Não abusando deles, óbvio. O parlamentar ou representante do Executivo tem que ter uma atuação livre e condicionado ao bem estar da população. É muito bom a população ficar atenta ao que fazem seus representados. Mas o problema é ficar revoltada como uma criança birrenta toda vez que não é atendida.

Maior exemplo é o caso de Aécio Neves (PSDB/MG). Afastado por medidas cautelares pelo STF, os senadores votaram por sustar tais medidas e devolver o mandato ao parlamentar. Uma coisa é você achar errada ou equivocada; outra é ficar revoltadinho e até pedir por intervenção militar.

Já foi comentado aqui o erro grave que é três ministros do STF afastar do cargo um Senador da República, sendo que nem réu é ainda. Por mais que as digitais de Aécio em um crime são gritantes, o Estado Democrático de Direito tem que prevalecer sempre. A Constituição precisa prevalecer sempre. O voto popular precisa prevalecer sempre. Só quem tem voto pode afastar do cargo quem tem voto.

Aécio pode ter decepcionado mais de 50 milhões que confiaram e depositaram voto nele na última eleição presidencial, mas depuração política tem que ser no voto. O eleitor precisa aprender a votar melhor. De tanto levar pancada, uma hora aprende. E os senadores não decidiram cancelar o processo contra Aécio. Não acredito em “purificação” na política, nas bravatas de procuradores boquirrotos ou deposito em uma operação policial (ou nos militares) a salvação da pátria.