Estadista Michel Temer

O presidente Michel Temer fez o tradicional pronunciamento de Natal e de fim de ano em rede nacional de TV/rádio. Ao elencar as conquistas e melhora da economia no ano de 2017, é notório um avanço significativo em comparativo com os dois últimos anos da maior recessão que o Brasil já teve.

Tudo isso mesmo com fortes ataques conspiratórios disparados pelas “flechas” de um Procurador-geral da República disposto a derrubar o presidente, entre outros motivos, para impedir a nomeação de sua desafeta e sucessora Raquel Dodge. E também com ataques de procuradores que em vez fazer seu trabalho ficam na imprensa e nas redes sociais comentando política e fazendo às vezes calúnias contra quem eles não gostam, da oposição, da mídia.

Mesmo com tudo adverso, Temer cumpriu a promessa na mensagem de 2016: Em 2017 venceremos a crise. Só não foi melhor porque não aprovou a reforma previdenciária muito pela conspiração de Janot em conluio com os criminosos da JBS, que fizeram uma delação cheia de furos e receberam em troca perdão judicial revisto ainda pelo ex-PGR ao perceber que as suas “flechadas” poderiam voltar contra ele.

Michel Temer não é o presidente dos sonhos, sempre orbitou nos governos de PSDB, PT e outros, mas está tomando medidas que precisavam ser feitas e não eram porque são impopulares. Como é o caso da reforma da Previdência: ele não quer deixar para o próximo presidente. Os presidentes normalmente deixam a bomba explodir no colo do próximo. Temer é diferente. Só estadistas sacrificam sua popularidade em prol do futuro do país e de sua gente.

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Brasil não pode deixar passar a agressão diplomática da Venezuela

Chega de querer resolver a situação caótica da Venezuela com diálogo, de modo pacífico. É inadmissível a agressão diplomática ao Brasil, pela Constituinte fake do ditador venezuelano Nicolas Maduro.

O governo brasileiro, de imediato, precisa expulsar o embaixador venezuelano do Brasil. Depois da reciprocidade, chegou a hora de cortar qualquer relação com o país vizinho e fechar a fronteira – apenas deixar entrar no território brasileiro venezuelanos em situação de risco. Ou o Itamaraty toma essas atitudes com urgência, ou será a desmoralização completa. Um vexame internacional que só reforçaria o apelido de “anão diplomático” do Brasil.

Não há diálogo possível com um governante que expulsa de seu território o embaixador brasileiro e o encarregado de negócios do Canadá. Não há modelo pacífico de resolver uma confusão provocada por um governo ditatorial que cassa partidos de oposição, prende opositores e ordena sua milícia armada atirar na sua própria população que sai às ruas para protestar cansada de autoritarismo responsável por jogar a Venezuela em uma crise econômica, política, institucional e humanitária.

A conspiração para derrubar Temer falhou, fez um estrago, mas o pior passou

A conspiração para derrubar o presidente Michel Temer falhou, mas fez um estrago na avaliação do governo e no país como um todo. Atrasou as reformas – a Previdência já tinha sido aprovada sem as estripulias do conglomerado Janot-Fachin-Joesley – atrasando a recuperação da economia. Só que, mesmo nos escombros, a economia está reagindo.

Não só a economia como a avaliação do governo timidamente deu uma subida na última pesquisa do ano feita pelo Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria – CNI.

É só o começo. Quando a população começar a sentir os efeitos da melhora econômica mais palpáveis, os números subirão na mesma velocidade que caíram durante os meses da conspiração para derrubar o presidente Temer. E não descarto até mesmo o próprio presidente ser o candidato da base governista na eleição de 2018.

Venceu a estabilidade contra a loucura de Janot

Por 251 a 233, a Câmara dos Deputados não autorizou que o STF analise denúncia de Rodrigo Janot contra Michel Temer e seus dois ministros mais próximos, Eliseu Padilha e Moreira Franco. Janot acusa os três de participar de uma organização criminosa e ainda imputa a Temer crime de obstrução de justiça. As duas denúncias ficam congeladas até que o presidente e os ministros deixem os cargos.

Comparando com o resultado da primeira denúncia (263 a 251), que não tinha os ministros citados, o governo sai com 12 votos a menos a favor do presidente, mais enfraquecido. A oposição precisava de 342 votos. É difícil aprovar reforma previdenciária (308 votos). No máximo, um item da reforma e com muita negociação, inclusive com membros da própria base que votaram contra Temer.

O que importa é que deixem o país ter um pouco de normalidade institucional após o “furacão JBS”. Raquel Dodge é mais comedida que Rodrigo Janot e, provavelmente, não vai se basear nas palavras soltas de delatores loucos para diminuírem suas penas ou até sair da cadeia para elaborar uma terceira denúncia contra o presidente. Falta pouco para a eleição de 2018. Pouco mesmo para se livrarem de Michel Temer pelo voto.

Já são três votações entre impeachment e denúncias criminais paralisando a atividade legislativa, o Brasil. Venceu a estabilidade contra a loucra de Rodrigo Janot, a histeria coletiva e oportunismo rasteiro partidário.

Jair Bolsonaro

De novo, o presidenciável Jair Bolsonaro vota igual a deputados do PT e da esquerda contra Temer. Com um discurso de combate à corrupção que agrada sua tropa na internet, Bolsonaro confirma que não passa de mais um populista apenas virando a chave para direita. Ele acha que ganha uma eleição só com um celular na mão. O pior: acha que governa sem articulação política. Não sabe de nada, inocente.

jacobinos

O nível da atual Câmara (Congresso no geral) é horripilante. Só esquecem que os deputados (senadores) não caíram em Brasília de Marte, foram colocados lá por nós, pelo voto. Ou seja, a culpa é nossa. Não adianta agora querer tirar o seu da reta sem nem se lembrar do deputado na qual votou. E que fazer Justiça a qualquer preço não é o caminho correto. Pelo contrário, é o caminho da barbárie. Nem com golpes engendrados na calada da noite com escutas clandestinas e arapucas para satisfazer as vontades de um Procurador-geral.

Bonifácio de Andrada revela reais interesses de Janot no seu relatório

Relatório do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB/MG) desnuda o real interesse de Rodrigo Janor, ex-chefe do MPF, de querer derrubar o presidente Michel Temer sem o mínimo de provas e colocando “jabutis” na denúncia que claramente afrontam a Constituição Federal. O real interesse é político.

Além de não colocar provas diretamente contra Temer, só a palavra de um delator sedento para sair da cadeia, Janot coloca fatos fora do mandato presidencial iniciado em 2016, o que afronta o artigo 86 da Carta Magna.

O relator anota para o fato de o presidente não ter mais o poder absoluto como tinha na Constituição de 1946 sobre toda a máquina pública, que não pode ser atribuído atos de subordinados ao presidente.

Bonifácio de Andrada deixa claro que a denúncia poderá ter prosseguimento quando o presidente e ministros (Eliseu Padilha e Moreira Franco, que são acusados com Temer) deixarem respectivos cargos. E que afastar o presidente Temer, agora, por no mínimo a 180 dias, em uma “denúncia claramente duvidosa”, representará uma crise de alta proporções ao povo brasileiro e as instituições brasileiras.