Acorrentar os pés de Sérgio Cabral é a face do mal da Lava Jato

Não é de hoje que a Lava Jato virou terra sem lei, mas acorrentar os pés de Sérgio Cabral, sem motivo, foi o ápice da selvageria. E aqui pouco importa o crime que tenha cometido e se o preso é um dos maiores gângster da política atual que deixou o Rio de Janeiro um caos sem precedente, se eles fazem essa barbaridade com um ex-governador, senador, fazem com qualquer cidadão.

Você que se regozija vendo um político tendo tratamento que afronta o mais básico dos direitos humanos pode ser vítima de abuso de autoridade algum dia. O tratamento da PF para Cabral na transferência do Rio de Janeiro para Curitiba lembrou os tempos sombrios da ditadura militar, um Estado de exceção.

O polêmico PL que atualiza o código de abuso de autoridade datado de 1965, já aprovado no Senado, tem que ser votado na Câmara. Esses jacobinos passaram do limite. Daqui a pouco vão instituir o paredão de fuzilamento para presos/condenados.

Só débil mental ignorante para achar que ser contra linchamento a bandidos e bandidos políticos e poderosos é compactuar com crimes. Ser contra linchamentos é ser contra a barbárie. É ser liberal democrata. É ser humano e cristão. É dizer não ao Estado fascista que nos aproximamos perigosamente.

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1989 vive

1989. Naquele ano aconteceu a primeira eleição para presidente desde 1960, a eleição pós-constituinte de 1988, que era vista como esperança para deixar no passado a ditadura militar, o trágico governo Sarney e o dragão da hiperinflação. Foi a eleição com mais candidatos – mais de duas dezenas (22) – e de memoráveis debates com embates épicos entre Leonel Brizola, Paulo Maluf, Ronaldo Caiado, além de Lula e Collor no segundo turno. O jovem Fernando Collor de Mello foi o vencedor com um discurso de renovação e moralizador em que foi chamado de “Caçador de marajás”, servidores públicos que vivem vida nababesca.

Pois bem, o mesmo Collor, que hoje é senador por Alagoas pelo minúsculo PTC – Partido Trabalhista Cristão, que se chamava Partido da Reconstrução Nacional (PRN), quando Collor disputou a eleição de 89 – e réu por envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras nos governos do PT, a quem o mesmo derrotou naquele segundo turno de 1989, se lançou pré-candidato a presidente na eleição de 2018, 29 anos depois de ser eleito para o mesmo cargo e 26 do seu impeachment.

Apesar de sofrer o impeachment na metade do mandato – renunciou antes do Senado concluir a votação e que continuou mesmo com a renúncia -, de confiscar a poupança, dos escândalos de corrupção em seu governo, Collor foi o presidente que iniciou a abertura da fechadíssima economia brasileira fazendo uma reforma administrativa no Estado como poucos fizeram. Agora se coloca como alternativa de centro aos extremos Lula e Bolsonaro.

Collor candidato novamente; Lula é o líder nas pequisas mesmo condenado em primeira instância por corrupção e réu em outras 6 denúncias; o candidato do PSDB provavelmente será Geraldo Alckmin, o mesmo da eleição de 2006 (disputará prévias contra Arthur Virgílio Neto). O passado no Brasil não passa, ele fica rodando. Parece que o Brasil entrou no DeLorean e voltou a 1989.

Mas é o resultado do “janoismo” e jacobinismo, de jogar a política na vala comum e fazer justiça passando por cima do Estado Democrático de Direito para saciar a vingança de um povo cansado de impunidade em favor do crime do colarinho branco.

Uma “amante” trapalhona

gleisi

Gleisi Hoffmann está disposta a conquistar o título de maior mico de 2018 (até porque muito provavelmente não conseguirá a reeleição caso dispute a renovação do seu mandato de senadora e tenho dúvidas que seja eleita deputada) e não economizou estoque já em janeiro.

Primeiro, Gleisi simplesmente confundiu um faixa em italiano no jogo de futebol na Alemanha pensando que fosse em apoio a Lula. A desculpa foi que recebeu a imagem e logo postou sem olhar direito.

Na terça-feira, 16, soltou a seguinte frase: “Para prender o Lula, vai ter que prender muita gente, mas mais do que isso, vai ter que matar gente”. A presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, que é ré suspeita de receber R$ 1 milhão em contratos fraudulentos da Petrobras para sua campanha ao Senado de 2010 (responde a outros inquéritos, entre eles acusada de participar de um esquema em empréstimos consignados, traduzindo: roubando os velhinhos junto com seu marido Paulo Bernardo e é apelidada na lista de propinas da Odebrecht de “amante”), achou pouco a campanha desmoralizadora e coerção à Justiça pela absolvição de Lula no TRF-4 e declara que a confirmação da condenação por corrupção e lavagem de dinheiro do ex-presidente no tribunal de Porto Alegre será o estopim para uma guerra civil no Brasil.

Gleisi voltou atrás horas depois ao ver a repercussão e disse que foi “força de expressão”. É a mesma que levou um “pito” de Renan Calheiros, no início do julgamento do impeachment de Dilma Rousseff, porque falou que o Senado não tinham moral para julgar Dilma.

No fundo é tudo desespero de Gleisi da possibilidade grande do chefe ficar impedido de disputar a eleição se condenado por um órgão colegiado e a Lei da Ficha Limpa barrar a tentativa de voltar ao Palácio do Planalto. Sem Lula, a chance do PT achar um substituto que consiga herdar os votos é pequena. O PT não consegue nem mais aglutinar multidões sem ajuda das centrais sindicais.

Gleisi Hoffmann pode ficar sem cargo público a partir de 2019, mas já está treinando para sua nova carreira: humorista, mesmo de forma involuntária.

Surubinha vai além de gostar ou não de funk: é crime

Não é de hoje, nem de ontem, que o declínio musical está assombroso. É um monte porcarias que fazem sucesso inexplicavelmente. Ou melhor, fazem sucesso porque essa geração é um lixo. E a próxima será pior.

A popularidade de funks muito se deve a batida musical e dane-se a letra. Mas agora chutaram o balde e produziram uma aberração que vai além da questão de gosto. Surubinha é um funk do MC Diguinho produzido em 2017, mas que deve ser o hit do carnaval 2018. Seria só mais um funk bom para quem gosta do gênero. Não é o meu caso, nem pretendo entrar nesse mérito. O grande problema é uma parte da letra.

Taca a bebida, depois taca a pica
Taca a bebida, depois taca a pica
Ta-taca a bebida, depois taca a pica
E abandona na rua

Agora, me responde se essa droga não é apologia explícita ao estupro e machismo ao extremo? Cadê as feministas moderadas e as radicais que fazem um dramalhão para qualquer coisa quando tem um caso concreto de machismo, misoginia e o agravante de apologia ao estupro? Cadê o Ministério Público?

Depois de “meu pau te amo”, não pensei que fossem descer mais um degrau na involução da espécie rumo à barbárie. Não é só não gostar de funk, a letra afronta o código penal. A dupla Claudinho e Buchecha produziram ótimos funks que fazem refletir socialmente até os dias atuais. E outros funks clássicos da década de 1990, por exemplo “É só mais um Silva” e “Eu só quero é ser feliz”.

Funks da atualidade são só letras vulgares, obscenas, apologistas a tudo que não presta apenas para explodir e fazer sucesso, além de emburrecedores. No país de Anittas, onde vale mais rebolar a bunda do que um ato heroico e suicida de uma professora para salvar crianças, surubinha faz sucesso.

Para não ser acusado de ser elitista e preconceituoso com “os manos”, encerro com um funk histórico em que não precisou ter letra obscena ou apologia às drogas e putaria para passar sua mensagem com um sucesso retumbante em um tempo que não existiam redes sociais.

Candidatura de Huck é o golpe definitivo dos discípulos de Gramsci

Vídeo acima é um alerta de um grande perigo que é a aventura presidencial de Luciano Huck e deveria ser visto por todos os brasileiros. Huck presidente seria a porta escancarada para o “trem da alegra” de uma classe tão inescrupulosa quanto de políticos e muito mais nociva: de artistas e celebridades ao cofre público, sem intermediários.

Huck é o verdadeiro lobo em pele de cordeiro. É o que se veste de “novo” – nem esquerda, nem direita – e levanta bandeira da renovação na nova política, mas não passa do que há de velho na política. Um socialista de boutique com agenda de Antonio Gramsci, de fazer a revolução não via luta armada e sim pela guerra cultural, roendo a base da cultura ocidental judaica-cristã por dentro.

Luciano Huck é a etapa definitiva do plano dos discípulos de Gramsci para destruir valores da sociedade ocidental judaica-cristã.