Oficial: parte da esquerda adotou Justo Veríssimo como mascote

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Capa da revista Carta Capital é revoltante. A revista que se diz de esquerda chama os eleitores de mentecaptos sem o menor constrangimento apenas por não votar nos candidatos que a revista apoiou nas eleições de 2016.

Depois da Mayara Petruso convocando paulistas a afogar nordestinos, após a vitória de Dilma em 2010, a onda de ofender eleitores pobres de ignorantes, ingratos ou Síndrome de Estocolmo começou em São Paulo com a derrota ainda no primeiro turno de Fernando Haddad (PT) e a vitória de João Doria (PSDB). No último dia 30/10, com a vitória de Marcelo Crivella (PRB) sob Marcelo Freixo (PSOL), assim como na vitória de Doria, Crivella obteve a vitória com enorme votação nas regiões menos desenvolvidas da cidade explodindo mensagens ofensivas nas redes sociais aos eleitores de menor pode aquisitivo.

No lugar de auto-crítica para saber onde errou e tentar recuperar o eleitor desiludido, a esquerda – ou parte dela (Carta Capital e outros iluminados não representam toda esquerda) – simplesmente faz o que extremistas do outro lado fizeram nas últimas duas eleições presidenciais e derramaram toda fúria e rancor da derrota nas urnas contra os eleitores, contra o povo, contra o povo pobre e das periferias.

A lacração tudo por um like afastou muita gente dessa esquerda que se mostrou preconceituosa e se acha superior. Até mesmo Eliane Brum, a formadora de opinião badalada de esquerda, não teve pudor de soltar sua ira e chamou, em artigo no El País, os eleitores que votaram nessa tal onda conservadora de estúpidos. Estúpido, Eliane Brum, é quem respeita o eleitor, principalmente o pobre, só quando ele vota no seu candidato ou naquele que você quer que ele vote.

Não deixa de ser triste e ao mesmo tempo divertido parte da esquerda adotando como mascote Justo Veríssimo (personagem do saudoso Chico Anysio).

A esquerda votaria no PSDB contra Russomanno?

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Pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (26) confirma a ascensão de João Doria (PSDB), queda de Celso Russomanno (PRB) e de Marta Suplicy (PMDB). Como está na reta final faltando poucos dias para o primeiro turno, fica improvável uma reviravolta muito grande.

A dúvida que fica é: em caso de segundo turno entre João Doria e Russomanno, a esquerda paulistana votaria no candidato do PRB para derrotar o candidato do PSDB? Ou vice-versa?

Contra o PSDB tem a rivalidade do PT nas disputas nacionais. Criou-se uma atmosfera de que quem é de esquerda não vota em tucano. Ainda mais sendo João Doria Jr., o candidato-empresário. Contra Russomanno, a rejeição é por ser candidato ligado a Igreja Universal, de Edir Macedo. E por tratar o cidadão apenas como um consumidor.

Partidários de Fernando Haddad (PT) e Luiza Erundina (PSOL) disputam quem é o verdadeiro candidato da esquerda e pelo tal “voto útil”. Só que o “voto útil” é em Marta, a ex-pestista que a esquerda passou a não gostar por ter ido para o PMDB e votado a favor impeachment. A esquerda caminha para ficar de fora do segundo turno em São Paulo, o baque será grande. Principalmente para o PT.

Há caminho fora dos pólos e extremos

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Gostei da fala do presidente interino Michel Temer ao empossar os novos presidentes do BNDES, Banco do Brasil, Caixa, Petrobras e IPEA. Parece discurso do “nem de direita, nem de esquerda”, mas não é. É olhar para frente. É superar essa disputa entre direita e esquerda do passado.

A nova ordem pede políticas públicas eficientes. E não tem como fazer isso com um Estado obeso, gigante, onipresente na economia. Não significa diminuir o seu tamanho ao mínimo. Não significa privatizar tudo nem demonizar as privatizações. Significa otimizar a administração pública. E colocando na presidência e nas diretorias das estatais pessoas competentes e sérias, sem indicações políticas. É gerir as empresas estatais como se fossem privadas para servir ao povo, que é o sócio majoritário delas. Com administrações privadas, sem privatizar, talvez seja resgatada a credibilidade e não se repitam práticas nada republicanas.

Temer falou, também, que não falará de “herança de espécie nenhuma”. Gosto quando um novo governo não se esconde atrás dos erros do seu antecessor. É encarar o desafio posto ou pedir para sair. Até porque o presidente interino foi vice-presidente do governo afastado e o PMDB se beneficiou das práticas nada republicanas nas estatais desde a redemocratização em 1985.

Sobre interferência do governo na Lava-jato, sem chance. Nem se quisesse, o judiciário é independente.

Uma narrativa para interditar o debate

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Nesses tempos de Lava Jato com escândalos na política pegando em todos os partidos e ânimos à flor da pele nas redes e nas ruas a eterna discussão que um partido é mais protegido que os outros, que outros são “perseguidos”. A dita “perseguição” que petistas esbravejam é bobagem. O partido está na lama porque os seus membros fizeram por onde. O PT aparece nas manchetes dos jornais em escândalos gigantes de corrupção porque ele foi corrompido. E o partido chegou ao poder para acabar com a corrupção erguendo a bandeira da ética. O PT não inventou a corrupção, mas se incorporou e se lambuzou nela.

Na maioria dos casos quem pede punição para os “dois lados” na verdade está querendo é que um lado seja poupado e o outro punido com o rigor da lei.

Mas é fato também que tucanos têm digamos… uma benevolência quando estoura um escândalo no ninho deles. Compra de votos para a emenda da reeleição, mensalão mineiro, “trensalão” paulista, o “merendão” paulista deveria ser mais explorado pela imprensa. É um escândalo clichê – desvios de verba da merenda escolar – porém igual ou mais repugnante que o “petrolão” petista por mexer no dinheiro da educação.

Ao brigar com os fatos para defender um lado, esses engajados prestam um desserviço para o Brasil. Enquanto a disputa for para quem é menos sujo ou mais limpo, não avançaremos como civilização. Enquanto narrativas ditarem o debate, a mentira prevalecerá. E quem entra na narrativa que um grupo político joga no ar para tirar benefícios – racismo, pobres, machismo, gays – a pessoa só está servindo aos interesses desse grupo político e dividindo o país, e essa divisão cobrará um preço alto a todos.

Ideologia

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Esquerda

Socialista: O socialista quer socializar riqueza, deseja justiça social de uma nação e o Estado como a grande locomotiva da economia.

Comunista: Anticapitalista, o comunista quer uma sociedade sem classes e o Estado como único motor da economia.

Social-democrata: o Social-democrata deseja justiça social, mas com democracia e respeitando as liberdades individuais – civis e de empreender. Há duas classes de Social-democrata: 1) Mais centralizador, mais pró-estado; 2) Menos centralizador, mais pró-mercado.

Humanista: O humanista coloca o ser-humano acima de tudo, acima dos bens materiais, do dinheiro. É contra o Estado policial e opressor, mas deseja mais ação governamental contra a pobreza e a favor dos Direitos Humanos.

Direita

Liberal: O liberal deseja uma economia livre de intervenção governamental, sem burocracia, sem regulações, o livre mercado. Também é a favor das liberdades civis individuais.

Conservador: O conservador pensa parecido com o liberal na economia, mas deseja preservar culturas antigas.

Liberal-democrata: O liberal-democrata é a favor de um sistema econômico livre, sem intervencionismo, mas regulado. Defende liberdades individuais.

Fiscalista: Fiscalista é o liberal que só pensa em números, aumentar imposto, taxas para fechar contas. É tão obcecado por números que esquece das pessoas.

Ambientalista

O ambientalista defende políticas de defesa ao meio-ambiente. Os “verdes” pendem tanto à direita quanto à esquerda. Existe ambientalista de direita e de esquerda. É justamente por isso que o ambientalista ficou no centro na tabela acima.