Caetano Veloso e Daniela Mercury passam vergonha na internet

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Caetano Veloso e Daniela Mercury tentaram lacrar com vídeo-clipe carnavalesco cheio de insinuações para o novo governo brasileiro. O problema é que o clipe é tão sem noção que o vídeo no Youtube já está com mais de 100 mil dislikes e a maioria esmagadora dos comentários críticos ao clipe e aos dois ícones da lacrosfera.

A música “Proibido o carnaval” tenta manter a narrativa que o governo de Jair Bolsonaro é autoritário e o Brasil está sob uma ditadura. Eles usam a fala que foi politizada da ministra Damares Alves (azul ou rosa). No final do vídeo rola uma homenagem da Daniela Mercury a Jean Wyllys, o que deixa tudo ainda mais com método.

Mas a letra da música é o puro clichê e o clipe é um bacanal, com direito a cenas de Caetano Veloso de deixar quem tem senso de ridículo roxo de vergonha alheia.

Tentaram lacrar e estão passando vergonha. O povo não cai mais na lábia de artista que acha ser o “dono” das mentes populares.

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Jean Wyllys e o plano da esquerda

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Jean Wyllys colocou em prática um plano sórdido ao comunicar que não tomará posse para o seu terceiro mandato de deputado federal no dia 1º de fevereiro. Dizendo que recebe ameaças de morte até por pessoas do Judiciário, Wyllys acha que sua vida corre perigo e pode ter o mesmo triste fim da vereadora Marielle Franco. Sem mostrar uma única prova sólida que sua vida corre perigo se vitimiza citando o ex-presidente Pepe Mujica que, segundo o futuro ex-deputado, teria dito para se cuidar que “os mártires não são heróis”.

Óbvio que a mídia e todos que estão fazendo oposição ferrenha ao governo do presidente Jair Bolsonaro saíram fazendo declarações de surpresa e tristeza pela decisão do deputado culpando o clima bélico da campanha eleitoral. Só que o mais estarrecedor é a construção da narrativa de ligar o assassinato de Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes a família Bolsonaro apenas por parentes de milicianos suspeitos no assassinato da vereadora e do motorista foram empregados no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj e o então deputado fluminense fez requerimentos de homenagens a PMs, entre eles envolvidos na milícia chamada de “escritório do crime”.

Claro que essa parte é grave. Agora querer tentar usar isso para envolver toda a família do presidente no assassinato da Marielle é a segunda parte do plano sórdido que Jean Wyllys coloca em ação. Com ajuda da mídia que faz oposição como nunca antes ao governo Bolsonaro desde que ele venceu a eleição (aqui principalmente o Grupo Globo e Grupo Folha), a estratégia é criar um clima de exílio político com a saída do deputado do país do tipo da época da ditadura militar. É um autoexílio forçado bem na época que o ditador Nicolas Maduro, apoiado pelo PSOL, está encurralado. O plano é mostrar que as teorias que o Jair Bolsonaro é autoritário e sua eleição seria perigosa para a democracia brasileira se concretiza com a renúncia de Jean Wyllys e sua saída do Brasil.

A trupe composta pelo PSOL, PT, PCdoB, etc denunciam aqui; Wyllys denuncia lá fora escrevendo textos e dando entrevistas para a imprensa internacional em veículos com “camaradas”.

Jean Wyllys foi candidato pela primeira vez em 2010, conseguiu uma votação pífia e só foi eleito graças a grande votação de seu colega de partido Chico Alencar. Fazendo da Câmara Federal um picadeiro foi reeleito com votação acima dos 100 mil votos na eleição seguinte. Nesse segundo mandato protagonizou o momento de mais nojento do parlamento quando cuspiu no então deputado Jair Bolsonaro, durante a votação de abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff.

Saído do Big Brother Brasil, Jean Wyllys se mostrou um deputado medíocre até para sua classe que diz representar: os gays. A prova é a pífia votação na última eleição que só se reelegeu na sobra dos colegas de partido. Se não for uma conspiração contra o novo governo brasileiro, é apenas uma estratégia de marketing e na próxima eleição elevar sua votação. Não é possível que Jean Wyllys ache mesmo que memes com seu nome na internet se caracterize como ameaça de morte, mesmo os que contém mentiras.

Há uma terceira hipótese que a renúncia seria para o namorado de Glenn Greenwald, David Miranda, possa assumir a cadeira de deputado. É mais provável que as três sejam partes do mesmo plano.

Se o governo Bolsonaro obter êxito fazendo a economia crescer junto com empregos para a população, o plano naufraga. Se os aloprados do governo não forem contidos e o governo fracassar, a esquerda fará a festa e Jean Wyllys voltará nos braços da imprensa.

Battisti e o caso de amor da esquerda por ditaduras ‘amigas’

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A captura do italiano Cesare Battisti, que fugiu para Bolívia após o ministro do STF Luiz Fux decretar sua prisão e consequente autorização para sua extradição, confirmada pelo ex-presidente Michel Temer, vira a página mais nebulosa na diplomacia brasileira. Battisti não é um ativista que lutava contra um regime autoritário em seu país, como parte da imprensa brasileira insiste em colocá-lo nessa posição. Para se ter uma ideia até Mino Carta não acha Battisti um ativista de esquerda. Como italiano, Mino sabe bem como agia Battisti.

Mas o ex-ministro da justiça Tarso Genro pensa diferente de Mino e concedeu status de refugiado para Cesare Battisti, argumentando que ele é perseguido político na Itália. Fazendo uso do cargo Genro não deixou a extradição acontecer, o governo italiano recorreu ao STF brasileiro que aceitou extraditar Battisti, só que deixando a última palavra para o presidente da República, um verdadeiro “lava mãos” dos ministros.

O então presidente Lula deixou para tomar uma decisão no último dia de seu governo, em 2010, referendando a decisão de Tarso Genro. Lula está preso por outros motivos mais graves, como ocultar propina em propriedades em nomes de terceiros, mas esse seu último ato com a caneta presidencial sujou a belíssima história do Itamaraty.

8 anos depois e livre das amarras ideológicas revolucionárias, o Brasil corrige (não apaga) a passagem mais triste da nossa diplomacia mandando um assassino com práticas terroristas para cumprir sua pena imposta pelo Judiciário da democracia italiana.

Agora, é triste de ver a “esquerda naftalina” e outros que fingem que deixaram seu passado de revolucionário no passado fazendo malabarismo para defender o que Lula e Tarso Genro fizeram no episódio Cesare Battisti. Assim como embrulha o estômago a defesa cega e doentia dessa mesma esquerda para ditaduras da mesma coloração ideológica ao mesmo tempo que diz defender a democracia.

Quando ditaduras são da mesma cor ideológica está lá Gleisi Hoffmann na posse de um presidente não reconhecido como legítimo por quase toda comunidade internacional e organismos internacionais, eleito por uma eleição de faz de conta, enquanto boicota a posse do presidente eleito legitimamente em seu país. Esse é o duplo padrão moral da esquerda.

Ditadura alguma autoriza você virar terrorista para combatê-la. Ou ser cúmplice por algum grau de afinidade ideológica. A luta contra ditaduras, de direita ou esquerda, têm que ser travada no campo institucional e domesticamente, sem intervenção estrangeira.

Por outro lado, não vejo uma saída que faça a democracia e a liberdade retornarem para Venezuela sem ser por meio da força, não de guerrilhas armadas, mas uma união de forças como na que livrou o Iraque de Saddam Hussein, porque Nicolas Maduro não tem escrúpulo e vai sugar até a última gota dos recursos da Venezuela para manter a ditadura sanguinária que leva milhares de venezuelanos a fugir do seu próprio país e da fome.

Mais pragmatismo, menos ideologia

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Guilherme R. Garcia Marques

Não é de hoje que o progressivo acaloramento da polarização entre “esquerda” e “direita” contribui, em larga medida, para anuviar tudo aquilo que é verdadeiramente fundamental e imperativo para a construção de uma sociedade mais justa e desenvolvida. Já é passada a hora de superarmos definitivamente essa dicotomia, sob o risco de perdermos a oportunidade de avançar em pautas prioritárias ao encaminhamento de possíveis soluções para alguns dos mais graves problemas que afligem o país.

É o caso de temas que, por sua premência, deveriam figurar em posições centrais em nosso debate público, a exemplo das causas e soluções para o nosso desequilíbrio fiscal; da regressividade de nosso sistema tributário; da falência de serviços públicos essenciais; da estagnação da produtividade; do nosso caótico ambiente de negócios; e das inúmeras injustiças sociais com as quais convivem diariamente amplos setores de nossa sociedade.

Tais questões, todavia, seguem sendo continuamente preteridas por discussões irrelevantes, alimentadas por disputas políticas e ideológicas nada pragmáticas. Superar essa rixa e trazer o debate público para o campo mais elucidativo das evidências empíricas desponta como passo fundamental para a emergência de uma agenda concreta de desenvolvimento, apta a definitivamente contribuir com a resolução de muitos dos nossos múltiplos entraves econômicos e sociais.

Cabe mencionar, como exemplo, a experiência australiana: medidas tomadas pelo governo trabalhista, de centro-esquerda, a partir de 1983, visaram combater a estagnação da produtividade a partir de iniciativas como a privatização de empresas estatais, a flexibilização trabalhista e a maior inserção comercial via redução de tarifas alfandegárias. Hoje, o país alcança a marca de 27 anos ininterruptos de crescimento econômico e elevados padrões de desenvolvimento social, mantendo-se imune às flutuações, choques e instabilidades econômicas e comerciais oriundas do ambiente internacional.

A experiência australiana desponta como exemplo de importantes lições para o Brasil. Uma boa agenda de desenvolvimento não deve ser encarada como traço indissociável a uma ou outra vertente específica de pensamento, mas sim transcendê-las pela clareza de suas premissas e propostas. Nesse aspecto, ambos os lados podem e devem dar sua contribuição. “Não importa se o gato é preto ou branco, desde que cace os ratos”, já dizia o pragmático Deng Xiaoping.

É apenas com base em diagnósticos claros que seremos capazes de alcançar padrões mais elevados de prosperidade econômica e social. Menos paixões e arbitrariedades ideológicas e mais pragmatismo e apego às evidências farão um tremendo bem ao país.

Essa posição de “neutralidade”, ou de “centro”, ou mais popularmente conhecida nos dias de hoje como “isentão”, não deve ser encarada de forma pejorativa. Tampouco como covardia ou omissão. Trata-se de um claro compromisso com a construção de uma agenda genuinamente relevante e atenta aos interesses do país, fortemente ancorada nas melhores práticas e evidências empíricas. Alheia, portanto, às questões rasteiras que hoje impregnam o debate público. Em outras palavras, um compromisso com aquilo que pode, finalmente, dar resultados.

O momento, mais do que nunca, exige lideranças agregadoras, conscientes e comprometidas com o que é fundamental. A comunicação será um instrumento cada vez mais importante nesta tarefa, bem como para que superemos este crítico momento rumo a uma trajetória sustentável e sustentada de desenvolvimento no futuro. Alimentar a polarização é perda de tempo, e mais cedo ou mais tarde, acabará por nos serrar ao meio.

*

Guilherme R. Garcia Marques – Cientista político. Mestre em Economia Política Internacional. É analista da Diretoria Internacional da Fundação Getúlio Vargas e membro do Grupo Latino Americano para a Administração Pública (GLAP/IIAS).

As opiniões expressas são de caráter pessoal e não representam a posição da FGV. O autor publica opiniões, também em caráter pessoal, em sua conta no Twitter (@grgmarques).

“Tumultuar para conquistar” deveria ser o lema da esquerda jurássica

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Sônia Bomfim tentam impedir a colega Janaina Lima de discursar da tribuna da Câmara dos Vereadores de São Paulo

A Vereadora Sônia Bomfim lidera um motim que já conseguiu adiar a votação do projeto de reforma do sistema previdenciário da cidade de São Paulo em março. O gabinete de Sônia Bonfim é um dos mais caro da Câmara de Vereadores (confira aqui), mais de 100 mil reais para custear um gabinete, mesmo sendo seu primeiro mandato e vai repetir o mesmo na Câmara Federal na qual foi eleita pulando de 12 mil votos, na eleição de 2016, para quase 250 mil na eleição de 2018.

Mas é o modus operandi dessa gente. O PSOL tem como princípio a fala de Dilma Rousseff “gasto corrente é vida” e o mandato de parlamentar é para financiar todo tipo de marmota que existe.

Tudo indica que agora a votação não será adiada e consequentemente a aprovação do projeto de lei – já aprovado em 1ª votação na madrugada de sábado precisando de só mais uma votação. Sabendo da iminente derrota, a oposição apela para obstrução e discursos longos no intuito de deixar as sessões cansativas e levar ao seu encerramento.

PSOL e PT se unirem para derrubar o projeto de lei da prefeitura, que tenta evitar que o rombo da Previdência municipal fique maior e insustentável – atualmente, já é insustentável –, é do jogo político. Não é do jogo palavrões e xingamentos contra o relator Fernando Holiday (DEM) e a presidente da comissão especial que analisa o projeto Janaina Lima (NOVO).

Não é do jogo partir para agressão física como fez Antonio Donato (PT) contra Holiday e contra um guarda da GCM. É suficiente para cassação até por ser um ex-presidente da casa que deveria saber se comportar como tal, mas o corporativismo dos colegas não deve deixar tirar o mandato de Donato.

 

PSOL, que consegue a proeza de conjugar “socialismo e liberdade” na mesma frase, é uma das âncoras que impede o desenvolvimento do país. Uma esquerda que não respeita instituições, regramentos, sempre eles querem vencer no grito porque perdem no argumento, no voto popular e na competência de articular politicamente. Tudo em nome de uma ideologia que já deveria estar sepultada nos túmulos de Marx, Stalin e Lenin. Essa esquerda leva sindicalistas para tumultuar o plenário de uma casa legislativa, cria confusão em uma diplomação de eleitos e manipula os servidores criando um exército de zumbis, com o discurso de defesa da democracia e dos trabalhadores.

O que aconteceu na Câmara de Vereadores de São Paulo foi só um “ensaio” para quando for a vez da votação da reforma da Previdência no Congresso Nacional.