Datena diz que as ciclovias do Haddad são uma entre ‘tantas bobagens’ do ex-prefeito

Não é de hoje que José Luiz Datena faz duras críticas ao ex-prefeito Fernando Haddad e sua gestão, aliás, foi uma forte oposição. Inclusive, Haddad não mais aceitou conceder entrevistas ao Datena.

No Brasil Urgente, Datena aproveitou uma matéria que relatava uma morte em uma ciclovia de São Paulo para fazer uma dura crítica contra a gestão anterior e contra o próprio Haddad.

Datena elogiou a decisão do atual prefeito, João Doria, de remover ciclovias em ruas e avenidas com risco e inutilizadas.

Escrevi este texto em 2014, e deixando a modéstia de lado, fazia um alerta ao prefeito. Estava certo.

Programa do PT na TV apostou tudo em Lula

O programa semestral do PT, que foi ao em rede nacional na noite do dia 11/04, foi praticamente uma peça eleitoral de 2018, com enfoque nas conquistas sociais do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e poucas menções a Dilma Rousseff. O programa foi uma comparação do jeito de governar entre “eles” e “nós”. “Eles sempre fizeram pra poucos; “nós fazemos para todos”, disse Lula. E não poderia faltar ataques ao governo e reformas de Michel Temer.

Também teve espaço para a defesa de Lula, réu em cinco ações penais. Rui Falcão ficou encarregado dessa parte. Voltou a dizer que Lula é vítima de uma conspiração para impedir de ser presidente novamente.

Lula é a única chance do PT para 2018. Mas pode abrir mão da candidatura na última hora, mesmo se sua situação jurídica permitir que seja candidato. Uma candidatura de Lula seria um tiro no escuro. É líder nas pesquisas, mas com uma rejeição muita alta – variando entre 50% e 60%. Mesmo se vencer a disputa e conseguir o terceiro mandato, Lula arriscaria seu capital político perante seu eleitorado mais fiel. Ele deixou a presidência com quase 90% de aprovação nos oito anos que governou o Brasil, talvez não consiga repetir o mesmo sucesso da outra vez.

O Plano B do PT não seria apoiar a candidatura de Ciro Gomes (PDT). O PT teria candidato próprio e ele seria Fernando Haddad. Queimaria etapas. No imaginário petista, Dilma terminaria os oito anos, entregaria de volta ao Lula e Haddad seria a bola da vez. Só que em 2022 ou 2026.

Com todos os grão-tucanos ocupados com a justiça existe a possibilidade de João Doria ser o representante do PSDB no grid de 2018. Pode voltar a acontecer a disputa pela prefeitura de São Paulo de 2016, Haddad contra Doria, só que agora em nível federal. A população pede – clama – por renovação na política e Haddad quanto Doria são renovações dentro de PT e PSDB.

A campanha do medo está de volta

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Dizem que em eleição o vale-tudo é regra. E o PT está seguindo esse lema nas últimas eleições. Em 2014, o partido não se incomodou em atacar seus adversários na disputa presidencial e às vezes de forma desleal. Primeiro, com Eduardo Campos, um grande aliado meses antes, em um texto apócrifo na internet intitulado “A balada de Eduardo Campos”. Marina Silva, que ficou no PT por 24 anos fundando o partido no Acre e sendo vereadora, deputada e senadora, foi o próximo alvo.

Marina assumiu a campanha de Eduardo Campos após o acidente que vitimou o candidato do PSB. Ela passou de vice para titular da chapa e subiu como raio nas pesquisas chegando a liderar a disputa ao lado de Dilma e ultrapassando em um segundo turno. Aí, começou o bombardeio de João Santana na TV/rádio e da militância na internet.

Acusações, acusações, com mais acusações e tome acusações contra Marina. Algumas bem baixas e caluniosas, como insinuar franqueza para ser presidente pela aparência física. A campanha de Dilma também acusou Marina de não ter apoio parlamentar para governar, a comparando com Jânio Quadros e Fernando Collor – a ironia da história foi a presidente Dilma sofrendo impeachment por falta de base parlamentar…

Mas o que marcou mesmo foram as inserções do prato de comida que o governo Marina – posteriormente o governo Aécio – tiraria dos pobres. Só a reeleição de Dilma para salvar o país do retrocesso. O retrocesso aconteceu com Dilma no maior estelionato eleitoral já praticado no Brasil.

Agora é a vez de Fernando Haddad na difícil batalha pela reeleição à prefeitura de São Paulo usar a mesma estratégia sem João Santana, o “mago” da propaganda política e responsável pelas últimas campanhas petista (inclusive de Haddad) foi preso e só solto após fazer acordo de delação premiada. Haddad está bem atrás nas pesquisas faltando 10 dias para o primeiro turno, além do tempo escasso, uma rejeição brutal e sem João Santana. O PT aprendeu a fazer campanha do jeito que seus adversários faziam contra Lula, quando ele ainda sonhava chegar ao poder. É a campanha do medo. Regina Duarte fez escola.

Haddad pode ser a “fênix” na eleição de outubro

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Em entrevista ao Jornal da Gazeta, o prefeito Fernando Haddad (PT) falou qual vai ser o mote da sua campanha para reeleição: relembrar suas promessas de campanha de 2012, mostrar que cumpriu muitas e outras estão encaminhadas. Lembrou que o dinheiro do governo federal para obras do PAC está vindo a conta gotas. E amenizou para o lado da presidente Dilma, que não fala com ele desde setembro de 2015.

O prefeito falou do clima hostil a todos os partidos políticos, mas reconheceu que o momento é pior para o PT, por está no olho do furacão. Haddad disse, também, que o paulistano não é conservador, mas que “forças conservadoras atuam muito forte na população”, citou a reforma política e o fim das coligações proporcionais que “distorce a representação”. Sobre coligações proporcionais, está com toda razão.

Fernando Haddad representa o que sobrou de bom no Partido dos Trabalhadores, mesmo com eventuais erros cometidos na sua gestão – administrar uma cidade com o tamanho e a problemática de São Paulo não é fácil. Ele não é populista, não é corrupto, não compactua com a corrupção, mas sofre com baixa popularidade que muito se deve por ser do PT.

Chegou a circular a notícia que Haddad poderia ir para Rede, de Marina Silva. A notícia foi desmentida pelo próprio prefeito. Talvez, Haddad deveria ter trocado de partido, respirar ar novo, mas foi fiel ao partido que ele foi eleito, um professor universitário que não sonhava em ser o prefeito da maior cidade do Brasil. A reeleição de Haddad está ameaçada, mas, por problemas de unidade no PSDB, incoerências de Marta Suplicy, que trocou o PT pelo PMDB em nome da moralidade pública, e rejeição a Celso Russomanno, ela pode não está tão perdida. Eleição não se ganha e não se perde de véspera.

Reeleição de Haddad ameaçada e indefinições nos partidos de oposição

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Situação do prefeito Fernando Haddad (PT) pensando na eleição 2016 é muito crítica. A reeleição está muito ameaçada. Haddad tem exatos seis meses para reverter esse quadro, de rejeição à sua administração na prefeitura de São Paulo. Se entrar em agosto e setembro com esses índices mostrados nessa pesquisa de hoje, a reeleição do prefeito fica praticamente impossível. Ele pode até conseguir ir ao segundo turno, o problema é vencer com uma rejeição muito forte.

Lembrando que Haddad levou vantagem contra o candidato José Serra (PSDB) no segundo turno da eleição de 2012 justamente pela alta rejeição ao candidato tucano. Depois da boa notícia para o prefeito que foi a desistência de José Luiz Datena de disputar a eleição de São Paulo, a pesquisa de hoje veio para colocar os pés na realidade.

Sem definição qual será o candidato no PSDB (se não adiarem, a prévia do partido é agora em fevereiro, com João Doria Jr, Andrea Matarazzo e Ricardo Tripoli de pré-candidatos), os principais rivais de Fernando Haddad, em outubro, são a Senadora Marta Suplicy (PMDB) e o Dep. federal Celso Russomanno (PRB).

A eleição na maior e principal cidade do país continua sem definição, de quem será o principal adversário do atual prefeito, o que pode beneficiar Haddad.

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