Pesquisas Eleitorais 2º Turno

Institutos divulgam pesquisas do segundo turno da eleição presidencial. Em todos eles Jair Bolsonaro (PSL) está com uma vantagem considerável para Fernando Haddad (PT) e podendo “queimar gordura” nessas duas semanas decisivas.

O que resta ao candidato do PT é convencer os que estão pensando em votar em branco ou anular e eleitores não convictos do seu adversário em uma tarefa hercúlea que não terá êxito chamando eleitores de “fascistas”.

Haddad carrega o antipetismo nas costas. Mas ele também é muito rejeitado não só por ser do PT e preposto de Lula. O ex-prefeito e ex-ministro do MEC não convence de suas boas intenções nem aqueles que não gostariam de votar em Bolsonaro.

Jair Messias Bolsonaro está a poucos dias de se tornar o novo presidente eleito da República Federativa do Brasil.

Aqui você encontrará as pesquisas que já foram e serão divulgadas até a véspera da eleição.


RealTime Big Data/Record TV (10 de out de 2018) foi o primeiro a divulgar alguns dias após o primeiro turno e aponta:

Jair Bolsnaro: 54%
Fernando Haddad: 46%

Datafolha/TV Globo/Folha de SP (10 de out de 2018) divulgou na sequência sua primeira pesquisa do segundo turno e indicava:

Jair Bolsonaro: 58%
Fernando Haddad: 42%

Ipespe/XP Investimentos (11 de out de 2018):

Jair Bolsonaro: 59%
Fernando Haddad: 41%

FSB/BTG Pactual (14 de out de 2018) divulgou sua pesquisa domingo, 14:

Jair Bolsonaro: 59%
Fernando Haddad: 41%

Ibope/TV Globo/Estadão (15 de out de 2018):

Jair Bolsonaro: 59%
Fernando Haddad: 41%

Em votos totais, Ibope aponta Bolsonaro com 52%; Haddad tem 37%. 9% anotaram branco/nulo e apenas 2% de indecisos. Tal percentual de indecisos mostra a solidez dos votos de Bolsonaro e Haddad, o que deixa a margem pequena para uma virada.

Paraná Pesquisas/Crusoé (17 de out de 2018):

Jair Bolsonaro: 60,9%
Fernando Haddad: 39,1%

Vox Populi/CUT (18 de out de 2018):

Jair Bolsonaro: 53%
Fernando Haddad: 47%

Datafolha/TV Globo/Folha de SP (18 de out de 2018):

Jair Bolsonaro: 59% (+1)
Fernando Haddad: 41% (-1)

Votos totais: Bolsonaro: 50% (+1) x Haddad: 35% (-1) – Branco/nulos: 10%; indecisos: 5%.

95% dos votos de Bolsonaro são definitivos; 89% dos votos de Haddad são definitivos.

RealTime Big Data/Record TV (19 de out de 2018):

Jair Bolsonaro: 60%
Fernando Haddad: 40%

Votos totais: Bolsonaro: 52% x Haddad: 35% – Branco/nulo: 8%; indecisos: 5%.

Ipespe/XP Investimentos (19 de out de 2018):

Jair Bolsonaro: 58%
Fernando Haddad: 42%

Votos totais: Bolsonaro: 51% x Haddad: 37% – Branco/nulo/indecisos: 13%.

DataPoder 360/Poder 360 (19 de out de 2018):

Jair Bolsonaro: 64%
Fernando Haddad: 36%

Votos totais: Bolsonaro: 57% x Haddad: 31% – Branco/nulo: 9%; indecisos: 3%.

FSB/BTG Pactual (21 de out de 2018):

Jair Bolsonaro: 60%
Fernando Haddad: 40%

Votos totais: Bolsonaro: 52% x Haddad: 35% – Branco/nulo/nenhum: 9%; indecisos: 4%.

MDA/CNT (22 de out de 2018):

Jair Bolsonaro: 57%
Fernando Haddad: 43%

Votos totais: Bolsonaro: 48,8% – Haddad: 36,7% – Branco/nulo: 11%; indecisos: 3,5%.

RealTime Big Data/Record (22 de out de 2018):

Jair Bolsonaro: 58% (-2)
Fernando Haddad: 42% (+2)

Votos totais: Bolsonaro: 52% – Haddad: 37% – Branco/nulo: 7%; indecisos: 4%.

Ibope/TV Globo/Estadão (23 de out de 2018):

Jair Bolsonaro: 57% (-2)
Fernando Haddad: 43% (+2)

Votos totais: Bolsonaro: 50% (-2) – Haddad 37% – Branco/nulo/: 10%; indecisos: 3%.

Datafolha/TV Globo/Folha (25 de out de 2018):

Jair Bolsonaro: 56% (-3)
Fernando Haddad: 44% (+3)

Votos totais: Bolsonaro: 48% (-2) – Haddad: 38% (+3) – Branco/nulo: 8%; indecisos: 6%.

RealTime Big Data/Record (25 de out de 2018):

Jair Bolsonaro: 56% (-2)
Fernando Haddad: 44% (+2)

Votos totais: Bolsonaro: 49% – Haddad: 38% – Branco/nulo: 8%; indecisos: 5%.

Paraná Pesquisas/Crusoé (26 de out de 2018):

Jair Bolsonaro: 60,6% (-0,3)
Fernando Haddad: 39,4% (+0,3)

Votos totais: Bolsonaro: 53% – Haddad 34,4% – Branco/nulo: 8,6%; indecisos: 3,9%.

Vox Populi (27 de out de 2018):

Jair Bolsonaro: 50% (-3)
Fernando Haddad: 50% (+3)

Votos totais: Bolsonaro: 43% – Haddad 43% – Branco/nulo: 9%; indecisos: 5%.

Ibope (27 de out de 2018):

Jair Bolsonaro: 54% (-3)
Fernando Haddad: 46% (+3)

Votos totais: Bolsonaro: 47% – Haddad 41% – Branco/nulo: 10%; indecisos: 2%.

Datafolha (27 de out de 2018):

Jair Bolsonaro: 55% (-1)
Fernando Haddad: 45% (+1)

Votos totais: Bolsonaro: 47% – Haddad 39% – Branco/nulo: 8%; indecisos: 5%.

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Datafolha confirma Ibope: Bolsonaro em alta

Jair Bolsonaro (PSL) sobe 4 pontos passando para 32%, Fernando Haddad (PT) oscila de 22% para 21%; Ciro Gomes (PDT) permanece com 11% empatado tecnicamente com Geraldo Alckmin (PSDB), que oscilou de 10% para 9%.

Bolsonaro vem numa tendência de alta na semana que foi mais atacado pela mídia e manifestações de mulheres do “Ele não”, do último sábado. Inclusive o candidato do PSL passa numericamente Haddad (44% x 42%) no segundo turno e empata tecnicamente com Ciro (42% x 46%) e Alckmin (41% x 43%).

Se Bolsonaro continuar crescendo até domingo fica mais próximo de vencer no primeiro turno, mas não creio que aconteça. A tendência é ele fechar o primeiro turno em torno de 40% a 45% dos votos válidos, se continuar a subir nas próximas pesquisas até a véspera da eleição.

Ibope: Possibilidade de não precisar de segundo turno começa a ser real

Já pode cravar Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno, só resta saber se vai ter segundo turno. Não adiantou a campanha do PSDB usar mais de 40% do horário eleitoral para desconstruir o capitão reformado do Exército nem a campanha do “Ele não” culminando com manifestações no último dia 29, Bolsonaro cresceu na nova pesquisa Ibope.

Bolsonaro vai a 31% dos votos totais, 4 pontos a mais que na pequisa anterior, diminuiu sua rejeição (-2%), e ficou mais revigorado em simulações de segundo turno. Contando só os votos válidos da pesquisa – excluindo nulos, brancos e indecisos -, Bolsonaro tem 37,33%. É uma marca impressionante para quem só teve 8 segundos na TV, não teve palanques fortes em estados (oficialmente), levou uma facada precisando passar por duas cirurgias não podendo fazer campanha de rua – uma de suas armas eleitorais -, tem seu nome todo dia sendo “malhado” na imprensa e nas redes sociais.

A eleição presidencial está se dirigindo para o mesmo fenômeno da eleição municipal de São Paulo, em 2016. O “voto útil” pregado pelos rivais de Bolsonaro contra o PT está indo para o próprio Bolsonaro e pode liquidar com a fatura já no primeiro turno, assim como aconteceu com João Doria (PSDB) quando o mesmo o candidato petista de agora, Fernando Haddad, ameaçava uma onda para ir ao segundo turno na eleição paulistana.

Além de Haddad – 21% – e tirando Ciro Gomes (PDT) – “congelado” em 11% -, todos os outros candidatos são “nanicos”. Alckmin (8%), Marina (4%), Amoêdo (3%), Alvaro Dias (2%), Meirelles (2%) e Daciolo (1%), todos com pontuação baixíssimas. Boulos, Vera Lúcia, Eymael e João Goulart Filho não pontuaram. A baixa pontuação dos rivais de Bolsonaro combinado com uma alta abstenção no dia da votação pode fazer com que a eleição termine no dia 7/10 sem necessidade de um segundo turno entre os dois mais votados.

É improvável, mas não impossível.

Datafolha: corrida presidencial ‘congelada’; Globo, chama o Amoêdo para o debate

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A corrida presidencial congelou. Jair Bolsonaro (PSL) segue na liderança, seguido por Fernando Haddad (PT), respectivamente 28% e 22%. A pesquisa do Ibope já mostrava Haddad acima dos 20%. Ciro Gomes (PDT) não sobe e nem cai dos 11%. Já Geraldo Alckmin (PSDB), subiu de 9% para 10%, abaixo dos 4 pontos que seus aliados pediram para não o abandonar de vez.

A campanha tucana ainda vai usar a carta do voto útil que Bolsonaro e Haddad seria o “passaporte do PT” de volta ao governo. Alckmin derrotaria Bolsonaro (45% x 38%), empataria com Haddad (39% x 39%), Haddad por sua vez derrotaria Bolsonaro (45% x 39%). Ciro é quem derrotaria Bolsonaro com mas folga: (48% x 38%), derrotaria Alckmin (42% x 36%) também e derrotaria Haddad (41% x 35%).

Faltando 1 semana para o primeiro turno da eleição, com essa configuração, tudo caminha para Bolsonaro e Haddad. Mas uma reviravolta é possível e a dúvida é para quem o eleitor daria o “voto útil”, se para Ciro ou Alckmin.

Marina Silva (REDE) derreteu de uma maneira inacreditável. Aparece agora com 5%, empatada na margem de erro com João Amoêdo (NOVO), com 3%. Muito difícil de engolir a TV Globo convidar a Marina e não convidar o Amoêdo para o último debate. A candidata da REDE não tem deputados/senadores para impor sua presença nos debates, assim o candidato do NOVO, a Globo coloca como cláusula para convidar o candidato que aparece com até 6% de intenções de voto nas pesquisa que contrata.

Ibope: Cenário inalterado é favorável aos líderes Bolsonaro e Haddad

Nova pesquisa Ibope para presidente indica que a disputa deu uma cristalizada, sem grandes mudanças, o que favorece quem está na frente faltando 11 dias para a eleição.

Jair Bolsonaro oscilou de 28% para 27%; Fernando Haddad também oscilou negativante, de 22% para 21%; Ciro Gomes oscilou pra cima e foi de 11% para 12%. Mas todos dentro da margem de erro que é de 2%.

No segundo turno, Haddad venceria Bolsonaro (42% x 38%); Ciro venceria Bolsonaro (44% x 35%); Alckmin também venceria Bolsonaro (40% 36%); Bolsonaro só venceria Marina (40% x 38%). O único que venceria Bolsonaro fora da margem de erro seria Ciro Gomes.

Hoje tem debate SBT/UOL/FOLHA. Ainda faltarão os da Record e Globo. A reta final se aproxima e a margem para mudanças é pequena, mas não impossível.

VOTOS VÁLIDOS

  1. Bolsonaro 32,92%
  2. Haddad 25,60%
  3. Ciro 14,63%
  4. Alckmin 9,75%
  5. Marina 7,31%
  6. Amoêdo 3,65%