Não existe ‘cura gay’

Os ativistas da causa LGBT e similares ressuscitaram uma polêmica de anos atrás, a tal da ‘cura gay’, para criticar decisão do juiz Dr Waldemar Cláudio de Carvalho, do Distrito Federal. Em julgamento de uma ação popular contra resolução 001/1990. O juiz deferiu, liminarmente, a favor dos impetrantes. Resolução arbitrária que fere o artigo 5º da Constituição Federal.

Pronto. Após surgir a notícia só se fala em ‘cura gay’ nas redes sociais. Artistas, Artistas militantes, militantes anônimos e famosos postando contra a liminar. Trevas. Tempos estranhos. Piadas de gays dizendo que mostrarão atestado médico para faltar ao trabalho. Linchamento virtual do juiz. E até a presidente deposta Dilma Rousseff usou o caso para acusar o ‘golpe’ que sofreu (cada vez mais desonesta intelectualmente, o que seu intelecto já é bem pouco).

Fátima Bernardes fazendo “debate” (entre aspas por levar só um lado) no seu Encontro. Jean Wyllys revoltado dizendo que vai entrar com medida judicial contra o juiz por ter ido contra a Constituição (um deputado falar uma asneira dessa explica o momento do país). Tudo não passa de um grande circo midiático.

Não tem um que diz que a decisão é ‘cura gay’ que leu a liminar ou se leu não entendeu uma letra. É bem cristalina a liminar do juiz Dr Waldemar Cláudio de Carvalho. Ninguém será obrigado a comparecer em psicólogo para ‘curar’ sua sua orientação sexual, não existe isso.

Assim, a fim de interpretar a citada regra em conformidade com a Constituição, a melhor hermenêutica a ser conferida àquela resolução deve ser no sentido de não privar o psicólogo de estudar ou atender àqueles que, VOLUNTARIAMENTE, venham em busca de ORIENTAÇÃO acerca de sua sexualidade, sem qualquer forma de censura, preconceito ou discriminação. Até porque o tema é complexo e exige aprofundamento científico necessário [grifo nosso].

Mais cristalino do que foi descrito é impossível. Só que a imprensa não entendeu e colocou ‘cura gay’ de manchete sem está em lugar algum na liminar do juiz. Distorção absurda por absoluta ignorância ou má-fé. Alguns vão na onda da imprensa e caem nessa esparrela. Já outro grupo usa a canalhice da imprensa para propagar desinformação e pautar suas bandeiras ideológicas.

Até quando a imprensa vai ser instrumento de desinformação de grupos de ativistas e oportunistas? É por isso que o Escola Sem Partido é uma pauta necessária para universidades menos doutrinadoras e, consequentemente, uma imprensa menos enviesada e manipuladora. Se vale psicologia para héteros em dúvida de sua sexualidade, como a novela “A Força do Querer” de Glória Perez mostra a personagem Ivana (Carol Duarte) em conflito, é válido também um homossexual, de livre e espontânea vontade, se consultar e tirar dúvidas.

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Cabo Daciolo defendeu fechar o Congresso da tribuna da Câmara

Na sessão de quarta-feira (20) da Câmara dos Deputados, Cabo Daciolo subiu na tribuna e começou a falar mal de Pedro Bial, da Rede Globo, enalteceu o General Mourão, o Chefe do Exército, Comandante Villas Bôas. Não ficou nisso.

O deputado-cabo empolgou-se e aventurou-se em outros temas, como a nova denúncia contra o presidente Michel Temer, contra o homossexualismo, contra os alcoólatras e os adúlteros. Mas o ápice da diarreia mental do nobre deputado-cabo foi o final ao defender intervenção federal (acho que quis dizer militar), fechamento do Congresso e um governo provisório (provavelmente militar) para “acertar a nação brasileira”, com direito a oração no final do discurso.

Cabo Benevenuto Daciolo, como pode ser percebido no vídeo abaixo, é evangélico e foi eleito deputado federal em 2014 pelo PSOL. Em 2012, Daciolo liderou uma greve de policiais militares e bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, no então governo de Sergio Cabral. Daciolo foi até preso após o Jornal Nacional (daí a bronca dele com a Globo) divulgar conversas dele com Anthony Garotinho evidenciando o caráter político da greve.

Em 2015, o deputado foi expulso do PSOL quando apresentou a chamada ‘PEC dos Apóstolos’. Finalidade da PEC: pretendia mudar a frase na Constituição de “Todo o poder emana do povo” para “Todo o poder emana de Deus”. Filiou-se ao PTdoB, que recentemente mudou de nome para Avante.

Na sessão que selou a admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff, Daciolo fez a profecia do fim da Rede Globo. Para coroar seu mandato, Daciolo defendeu o fechamento do Congresso Nacional da tribuna do mesmo. Só na democracia na qual quer golpear para um deputado como Daciolo falar as barbaridades que proferiu na tribuna da Casa da representação popular.

Dizia Ulysses Guimarães: se acha esse Congresso ruim, aguarde o próximo. Data vênia Senhor Diretas e presidente da Constituinte de 1988, um Congresso (principalmente a Câmara) pior do que o atual é bem difícil. Pode ser igual. Se bem que não duvido de mais dada.

Lula tem entre 50% de potencial de voto e 50% de rejeição

Pesquisa CNT mostra vários números, mas um me chamou mais atenção. É o potencial de voto (único candidato que o eleitor votaria ou poderia votar) e rejeição (candidato que o eleitor não votaria nunca) dos presidenciáveis.

Aécio Neves tem 24,6% de potencial de voto e 69,5% de rejeição.
Ciro Gomes tem 28% de potencial de voto e 54,8% de rejeição.
Geraldo Alckmin tem 38,7% de potencial de voto e 52,3% de rejeição.
Jair Bolsonaro tem 39,7% de potencial de voto e 45,4% de rejeição.
João Doria tem 35,3% de potencial de voto e 42,9% de rejeição.
Lula tem 47,7% de potencial de voto e 50,5% de rejeição.
Marina Silva tem 44,8% de potencial de voto e 51,5% de rejeição.

Lula e Marina lideram em potencial de voto, provavelmente pelo jargão político recall deles. Alckmin está na frente de João Doria, mas ambos tucanos perdem para Bolsonaro. Ciro e Aécio são os menores potenciais de votos. Aécio tem quase 70% de rejeição, bem mais que Lula, que, em potencial de voto e rejeição, é aquele ditado: ame-o ou odeie-o.

Vilela acusa Janot de conspirar contra Temer e impedir indicação de Dodge

Uma verdadeira ‘bomba’ é a entrevista do Procurador Ângelo G. Vilela para Folha de S.Paulo, que coloca o agora ex-Procurador-geral Rodrigo Janot como ‘conspirador da República’.

Em síntese, Vilela acusa Janot de usa-lo como ‘bode expiatório’, uma cortina de fumaça para um plano digno de filme político-policial para derrubar o presidente e impedir a indicação de sua desafeta política. Para Vilela, Janot usou a deleção da JBS para derrubar Michel Temer, assim Raquel Dodge não seria indicada para PGR.

Tudo que o Procurador afastado conta coincide com os fatos recentes, até a rixa entre Janot e Dodge no não comparecimento dele na posse dela e a não transmitir simbolicamente o cargo para sua substituta, como a rescisão da polêmica imunidade penal dos irmãos Batista. Isso e os exageros da operação Lava Jato, principalmente do núcleo de Brasília.

Agora está clara a celeridade de Rodrigo Janot no caso da JBS e a lentidão em outros casos semelhantes, como demorar mais de 1 ano para fazer acusação aos ex-presidentes Lula e Dilma, por obstrução de justiça no caso ‘Bessias’, e mal feita, não vai dar em nada.

Já era visível a existência, por parte de alguns Procuradores, de uma cruzada indiscriminada contra a política, que Deltan Dallagnol e Carlos Fernando Lima são os expoentes dessa depuração política heterodoxia. Mas que, em uma democracia, a depuração política só é feita pela população nas urnas.

A Lei Rouanet tem que acabar

O Brasil é o país dos “espertos” (com aspas). Só que os espertos para si mesmo. A lei de incentivo à cultura, batizada de Rouanet, era uma ideia para desenvolver e deixar o Brasil com um pouco de cultura, mas os “espertos” (com aspas) não perdem uma chance de tirar uma casquinha do dinheiro público. No lugar liberar recursos para projetos de artistas desconhecidos que não têm chances de mostrar seu talento, a lei virou uma mamata para oportunistas graúdos, de gente que não precisa do dinheiro do povo para fazer shows, espetáculos, filmes, etc.

Artistas como Cláudia Leitte e, agora, o influenciador digital (!) Whindersson Nunes usufruindo do dinheiro que deveria ir para os cofres públicos que têm rombos sucessivos desde 2014 e contínuo até 2020, no mínimo. Fora irregularidades na concessão do incentivo fiscal ou quando menos duvidosos.

Segundo dados oficiais, 14 bilhões de renuncia fiscal desde a criação da lei, no governo Collor. Só de 2005 a 2015, mais de 11 bilhões. Uma iniciativa popular já conseguiu em poucas horas mais do que as 20 mil assinaturas necessárias para o Congresso Nacional discutir o fim da lei Rouanet. Chega dessa farra artística!

A Lei Rouanet virou um “Bolsa Família” hipertrofiado, um “bolsa empresário” para a classe artística, por isso muitos artistas com tanta paixão partidária. Se estamos passando realmente o Brasil a limpo, não só a política que deve ser limpada. É preciso uma nova mentalidade de como tratar a coisa pública, inclusive artistas de “fora fulano”, “fora sicrano” que muitos com “telhado de vidro”.