Danilo Gentili x Diego Bargas

Nova polêmica esquentou o Twitter na tarde deste sábado, 14. Danilo Gentili publicou um vídeo da entrevista que Diego Bargas usou como base para crítica sobre novo filme do apresentador-humorista, no jornal Folha de S.Paulo.

Na entrevista fica claro o viés do repórter fazendo perguntas sem o menor sentido para o tema. Além disso, Gentili ainda mandou seus seguidores pesquisarem o nome do jornalista e logo aparaceram postagens dele militando por Lula, Dilma e Fernando Haddad, todos do PT. Gentili é inimigo declarado do PT e vice-versa.

No dia seguinte, o jornalista fez textão comunicando que perdeu o emprego e colocou a culpa nos “tempos sombrios”. Como tudo no Twitter vira disputa polarizada, teve gente que não gostou do modo do apesentador, expondo o jornalista para seus 15 milhões de seguidores.

Na minha terra, o nome disso é “bode expiatório”. Se um funcionário da minha empresa faz perguntas bizarras, faz um trabalho horrível para qual foi encomendado e, acima de tudo, usa o veículo para perseguir quem não gosta, é demissão. Não gosto de muitas atitudes do apresentador, mas não é por isso que vou fazer uma matéria deturpada contra ele, ainda mais por questões ideológicas e políticas. O jornalismo agoniza de um modo terrível. Estudantes de jornalismo saem da faculdade com lavagem cerebral infectando as redações de jornais, agências de publicidade, TVs, rádios. A imprensa ainda vem falar de “fake news”, de pós-verdade, sendo que é a que mais produz os dois tipos.

Vi gente dizendo que os argumentos a favor do filme do Gentili servem para o Queermuseu. O filme, diferentemente da mostra de Porto Alegre, tinha indicação de idade. E o problema está na matéria complemente enviesada do jornalista ex-Folha.

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Jacobinos brasileiros

Deltan Dallagnol, apelidado carinhosamente de “Dartagnol”, está cuspindo fogo nas suas redes sociais porque o STF – porcamente – apenas determinou que se cumpra a Constituição – lei alguma se sobrepõe a ela: medidas cautelares contra parlamentares que obstrua o mandato outorgado pelo povo tem que passar pela autorização prévia das respectivas Casas Legislativas.

O mais engraçado é que Deltan ganha, como Procurador da República, salário acima do teto constitucional. Vamos acabar com todos os privilégios ou parar com indignação seletiva.

Do Marcelo Miller, que advogou para JBS ainda na Procuradora-geral da República quando a empresa negociava delação premiada, Deltan não escreve uma linha. Estranho… Combate contra corrupção todos que não devem nada querem. Mas não atropelando a Constituição e o voto popular. O que querem alguns é uma revolução tipo a francesa no Brasil, com predominância dos jacobinos. Quem seria o nosso Robespierre?

É claro que citaria Luis Roberto Barroso, o novo queridinho da imprensa, defensor de terrorista que tenta reescrever o direito constitucional pela sua conveniência e Edson Fachin, que estranhamente não aceitou pedido de prisão a Miller, apenas de Joesley Bastita e Ricardo Saud.

O pior de tudo é que se formou uma aliança perigosa entre procuradores, imprensa e influenciadores de opinião que é assustadora e causa muito medo. Procuradores passaram a usar as redes sociais para insuflar a massa bovina contra a classe política. Pobre Brasil…

Acquário Ceará – símbolo do atraso fantasiado de progresso

Tido como maior acquário na América Latina, o projeto do Acquário de Fortaleza virou pesadelo para o governo local. No projeto inicial seria inaugurado em 2014, ainda no governo de Cid Gomes, mas com o novo governo e a crise econômica brasileira, a obra está parada e Camilo Santana, candidato e sucessor de Cid, já disse que não coloca mais nem um centavo de dinheiro público na obra. O atual governador está certo em fechar essa torneira do desperdício.

Desde o lançamento de construir o acquário sobram críticas ao governo do Ceará e ao ex-governador, por parte da oposição e da população cearense. Afinal, o estado passa pela seca mais grave em 70 anos e eternos problemas sociais. Mesmo olhando apenas o lado econômico do custo-benefício, a construção do acquário é injustificável.

Enquanto isso, fica o esqueleto que já consumiu milhões de dinheiro público como símbolo de uma gestão marcada por grandes obras faraônicas e o MP/CE pedindo que os responsáveis devolvam o dinheiro já gasto.

Obras faraônicas foram uma das marcas de Cid Gomes no governo, o progressismo com o Estado sendo impulsor do desenvolvimento. Além do acquário inacabado virando manchete em rede nacional, a Arena Castelão substituindo o velho Castelão para Copa do Mundo de 2014, VLT prometido para o Mundial só entregue depois e não completo, o famoso metrô de Fortaleza, que está mais para lenda urbana do que realidade.

Aberrações Supremas

Gilmar Mendes sapecou há pouco, no julgamento do STF se parlamentares podem ser afastados do mandato popular sem autorização prévia da Câmara e/ou Senado: “Nós estamos produzindo decisões aberrantes em série”.

Independente de ter simpatia ao Ministro Gilmar (zero), ele foi perfeito. Virou uma zona o tribunal que deveria zelar pelo cumprimento da Constituição Federal. O que a primeira turma do STF fez foi uma aberração constitucional, em afastar um senador eleito sem a única salvaguarda que é preso em flagrante por crime inafiançável. Agora é Aécio. Antes, Eduardo Cunha foi afastado do mandato de deputado da mesma maneira arbitrária.

Mesmo estando no Código Penal, mas não está na Constituição, e nenhuma lei estar acima da Carta Magna de um país. Os supostos crimes cometidos pelos parlamentares não podem justificar meios escusos das autoridades – ainda mais da alta corte – sob pena de substituir a democracia e o Estado Democrático de Direito por uma ditadura do Judiciário.

Bonifácio de Andrada revela reais interesses de Janot no seu relatório

Relatório do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB/MG) desnuda o real interesse de Rodrigo Janor, ex-chefe do MPF, de querer derrubar o presidente Michel Temer sem o mínimo de provas e colocando “jabutis” na denúncia que claramente afrontam a Constituição Federal. O real interesse é político.

Além de não colocar provas diretamente contra Temer, só a palavra de um delator sedento para sair da cadeia, Janot coloca fatos fora do mandato presidencial iniciado em 2016, o que afronta o artigo 86 da Carta Magna.

O relator anota para o fato de o presidente não ter mais o poder absoluto como tinha na Constituição de 1946 sobre toda a máquina pública, que não pode ser atribuído atos de subordinados ao presidente.

Bonifácio de Andrada deixa claro que a denúncia poderá ter prosseguimento quando o presidente e ministros (Eliseu Padilha e Moreira Franco, que são acusados com Temer) deixarem respectivos cargos. E que afastar o presidente Temer, agora, por no mínimo a 180 dias, em uma “denúncia claramente duvidosa”, representará uma crise de alta proporções ao povo brasileiro e as instituições brasileiras.