Ambição desmedida derrubou o Titanic

O filme Titanic já tem mais de 20 anos e continua entre os filmes de maior bilheteria lembrado até hoje como um sucesso retumbante. Mas o texto não é sobre o filme em si. É sobre o simbolismo que o filme passou.

Titanic é uma história inspirada em um fato real que mostrou a que preço pessoas pagam pela ganancia desmedida e prepotência de outras. E o preço, no caso específico, foram milhares de mortes. James Cameron mostrou como a ganancia e a megalomania voltam contra você. Megalomania de construir um transatlântico enorme e dizer que nem Deus o afunda e ganancia de fechar os olhos para os riscos por fama e dinheiro. A cena mais emblemática é quando o capitão é “obrigado” a aumentar a velocidade para chegar antes do tempo previsto e a viagem ganhar as manchetes dos jornais. Ele não cede de imediato e tenta convencer o proprietário do risco de usar a velocidade máxima do navio explorando ao máximo sua potência, mas o ego fala mais alto que a sensatez.

Já quando o navio se choca com o iceberg e era questão de horas para ele afundar, o capitão se vira para o dono do Titanic e fala: “acho que terá sua manchete”. Não era a manchete que o dono queria, mas foi a que ele e o capitão, o segundo por não resistir a tentação do ego inflamado, provocaram. As cenas do navio afundando são de uma dramaticidade contagiante. Fora a questão técnica perfeita levando você para a fatídica noite de 14 de abril de 1912, você se emociona assistindo impotente as pessoas desesperadas tentando entrar nos botes e não tendo lugares suficientes para mais de 2000 pessoas, uma mistura de desespero e resiliência.

Famílias sendo separadas. Tentativa de suborno para furar fila dos botes retratando a corrupção e a mensagem que o dinheiro não compra tudo. Nos minutos antes do Titanic afundar, todos se misturam cada um em busca de se salvar. Quem tem quem dinheiro e poder, tem melhor sorte. Só que não tem lugar para todos os privilegiados. Fica a imagem de corpos bolhando no meio do oceano após o navio afundar nas profundezas do atlântico.

Um mundo sem classe social é utópico. Várias tentativas de igualdade só levaram a mais pobreza, miséria e autoritarismo em nome de boas intenções. Não significa, porém, que ambição seja ruim. Querer ganhar dinheiro, ter prestígio e poder no que faz é salutar, é o combustível da vida, desde que não prejudique terceiros e o próprio planeta.

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Daniel Coelho: Escândalo JBS deixou Michel Temer “vegetando” no cargo

Há um ano, as gravações da JBS deixaram não apenas um país assustado com a dimensão dos diálogos que vieram a público, como também mostraram para todos situações que, lamentavelmente, acontecem e sempre aconteceram no Brasil. Não dá para deixar de ponderar como esses eventos ocorreram. Ali, se teve o que na linguagem popular poderia se chamar de um “flagrante preparado”. Ou seja, não havia uma situação espontânea, mas um criminoso – no caso, Joesley Batista – forçando uma situação para envolver políticos do mais alto escalão da República, nomes como o senador Aécio Neves e o presidente Michel Temer. Mas o fato de o flagrante ter sido preparado não exime ninguém da culpa. Até porque há um fato concreto em seguida, que é uma entrega de malas com dinheiro.

Hoje, o país tem como presidente da República uma pessoa que combina a entrega de uma mala de dinheiro ilegal para um assessor seu, um ex-deputado, uma pessoa com quem tinha um convívio pessoal. São muitas as consequências disso. Uma das mais sérias: o presidente não é levado a sério para muitos outros assuntos vitais para país, a ponto de pautas importantes para a recuperação econômica do Brasil ficarem prejudicadas.

As pautas do Congresso Nacional neste governo são postas em discussão e votação exclusivamente por iniciativa do presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia. O presidente da República perdeu as condições de pautar o país, de escolher que matérias são mais relevantes para a nossa economia e isso sem nenhuma dúvida é uma situação atípica. Por mais que a gente tenha tido crises graves em outros governos, os presidentes nunca deixaram de pautar o Congresso. Hoje, Michel Temer não consegue fazer isso.

Lamentei que o Congresso não tenha aprovado o afastamento de Temer, porque acho que aquela era uma oportunidade de virar a página e, a partir daí, ser criada uma agenda de país, uma agenda de transição, que seria fundamental para que fosse entregue, em 2019, um país mais organizado e com suas contas equilibradas. Como não foi possível, espero que todo esse episódio da JBS sirva para uma reflexão do eleitor. E, a partir das próximas eleições, que ele possa ter mais critério na escolha de seus representantes, tanto no Legislativo, como na presidência da República.

De toda maneira, está comprovado que a corrupção é endêmica no país, é um fator que ultrapassa as questões partidárias. A gente sabe que existem uns partidos mais corruptos do que outros, mas está evidente que temos corruptos em todos os partidos. É fundamental que nesse momento haja união entre aqueles que querem um país decente e sem corrupção. E, com essa união, possa ser apresentada uma alternativa para o Brasil.

Daniel Coelho, deputado federal pelo PPS

Ministro da Educação desmonta narrativa de petista no Senado

O Ministro da Educação foi ao Senado Federal para prestação de contas na comissão de educação. Rossieli Soares da Silva (substituto de Mendonça Filho ao deixar o cargo para ser candidato nas eleições de outubro) foi recebido com certa agressividade pela senadora Fátima Bezerra (PT/RN), que tentou colocar na conta do atual governo, do golpe, de Eduardo Cunha, do próprio ministro que está pouco mais de um mês na pasta, da PEC 95 apelidada de “PEC da morte” os cortes na educação brasileira.

Mas o ministro usou os próprios dados levados pela senadora contra a narrativa da esquerda. Os cortes na educação vem antes de se cogitar impeachment, vem do final do primeiro mandato de Dilma Rousseff, no orçamento de 2014 para 2015.

O ministro mostrou que os cortes começaram antes da eleição de 2014, no governo petista de Dilma, como resultado da crise que iniciava-se. A senadora esqueceu de olhar o calendário na hora de fazer os gráficos para não passar vergonha, já que a reunião da comissão foi transmitida pela TV Senado para todo Brasil e via internet. Mais importante, o ministro defendeu a austeridade fiscal por ter sido a gastança farta que levou a economia para o colapso e só com a volta do crescimento que poderá ser discutido aumento de verbas no sistema educacional brasileiro. E crescimento só vai voltar com as finanças públicas em ordem novamente.

CNT/MDA – Quase 50% não tem candidato ainda

CNT/MDA divulgou mais uma rodada de pesquisa presidencial

A “previsão” aqui não aconteceu e Jair Bolsonaro (PSL), nem Marina Silva (REDE), não ganharam pontos com saída de Joaquim Babosa da disputa.

A campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) está cada vez mais perto de entrar em “coma” definitivo, despencou mais de 3% em relação a última pesquisa do CNT/MDA. Alckmin sofre com a concorrência do ex-tucano Alvaro Dias (PODEMOS) e a indefinição de uma união dos partidos chamados de “centro”.

Lula, mesmo preso em Curitiba, segue liderando com 32,4%, o dobro do segundo colocado Bolsonaro (16,7%), mas variou para baixo em relação a pesquisa anterior.

Sem Lula, o número de brancos/nulos ou indecisos está em 45,7%. É um oceano de sufrágios que torna a eleição completamente imprevisível. Neste cenário, Bolsonaro lidera com 18,3%, Marina Silva (Rede Sustentabilidade) e Ciro Gomes (PDT) empatam tecnicamente – 11,2% e 9% -, Alckmin com seus minguados 5,3%, Dias fica com 3%, o provável substituto de Lula, Fernando Haddad aparece com 2,3%, ainda não consegue convencer o eleitorado fiel lulista, até porque ainda não se apresenta como candidato do ex-presidente.

Surpreendentemente, o ex-presidente Fernando Collor (PTC) aparece com 1,4%, bem mais que Michel Temer (MDB), Rodrigo Maia (Democratas), Henrique Meirelles (MDB), Manuela D’ávila (PCdoB) e Guilherme Boulos (PSOL). Os candidatos liberais João Amêdo (Novo) e Flávio Rocha (PRB) seguem no traço confirmando a máxima que like não é voto.

Parabéns, Márcio França! Obrigado, Kátia!

O governador de São Paulo, Márcio França (PSB), foi criticado pelo jornal Folha de S.Paulo por ter homenageado a PM de Suzano/SP, Kátia da Silva Sastre, que matou um bandido que assaltaria uma escola com mães e crianças, inclusive a própria PM estava de folga com a filha no local em uma festa pelo dia das mães. A Folha usou até uma recomendação da PM/SP para recriminar o governador, mas o alvo do jornal era claro: o ato heroico da policial que evitou uma tragédia de grandes proporções.

É claro que houve excesso nas redes sociais de gente comemorando a morte do infeliz que pegou uma arma para assaltar mães indefesas com crianças. Mas a maioria aplaudiu foi o ato da mãe PM. Foi um gesto automático e tecnicamente perfeito. Ela simplesmente poderia não ter feito nada, não tinha obrigação por estar de folga, evitando que a turminha dos direitos humanos (para bandido) começassem a ladainha de sempre ou algum procurador de viés de esquerda fazer uma denúncia ridícula alegando “excesso de legítima defesa” igual com o cunhado de Ana Hickmann.

A PM Kátia Sastre cumpriu o seu dever de proteger a sociedade usando treinamento que recebeu do Estado. O resto é choro de gente que não gosta da polícia, chama a corporação de “fascista”, mas a primeira coisa que faz quando se encontra em perigo é ligar para o 190. Que trata bandido como “vítima da sociedade”, que comete crimes por falta de oportunidades, ofendendo quem é pobre, trabalhador e honesto. Os “nossa, não precisava atirar para matar”, primeiro que não atirou para matar, o bandido morreu no hospital e não lembram da PM catarinense Caroline Pletsch, morta enquanto passava férias no Rio Grande do Norte apenas por ser policial. Certeza que o meliante descobrisse que PM era policial, ele não pensaria duas vezes para airar para matar.

O governador quis tirar uma casquinha da popularidade que o caso tomou, é verdade. Mas esse oportunismo do bem é super válido. Oxalá que os governantes passem a homenagear quem protege a sociedade e não dê ouvidos para jornalista militante de jornal decadente.