Ano de Copa e Eleição é sempre especial

2018 está batendo na porta. É ano de Copa do Mundo. E também de eleição no nosso Brasil. Essas eleições gerais prometem lembrar a eleição de 1989, a primeira após a redemocratização e o fim da ditadura militar.

Vai ser uma eleição polarizada, tensa e do mesmo nível de baixaria de 2014. Só que a baixaria vai sair da TV e do horário eleitoral para a internet, com todo tipo de notícia falsa e boatos caluniosos contra candidatos que mais se destacarem no processo eleitoral. Provavelmente, nessa eleição não haverá mais os megas filmes publicitários das recentes eleições. É uma das inúmeras vantagens de uma disputa mais enxuta, sem doações de empresas.

Já houve a experiência nas eleições municipais de 2016 e chegou a vez de testar na eleição para presidente, governadores de estados, 2/3 das vagas do Senado e renovação na Câmara Federal, distrital e assembleias estaduais. O dinheiro será escasso, apesar da aprovação do fundo público aprovado na reforma eleitoral de 2017.

Tudo indica que será uma eleição presidencial pulverizada em diversos candidatos assim como em 1989. O brasileiro, em geral, está desiludido ao extremo. Ferido. Raivoso. Desesperançoso. Já são 3 anos de crises econômica, política e institucional. A Lava Jato completará 4 anos tendo dizimado praticamente todos os grandes partidos, com um misto de razão e exageros.

Mas a máquina partidária e o tempo no horário eleitoral ainda fazem diferença. O brasileiro vai ter um acerto de contas com o passado e o presente quando de frente para a urna pensando no futuro. A grande dúvida é se ele aprendeu com erros do passado ou a fúria do presente vai falar mais alto e votar com o fígado; atrás de um “salvador da pátria”, de um messias embarcando nos discursos fáceis e populistas mais uma vez.

Se na hora H vai pensar duas vezes e calcular que essa eleição é o marco zero de uma escolha do país que queremos, do futuro e optar pela razoabilidade nem que no primeiro momento seja impopular, mas vai gerar frutos saudáveis. E um novo jeito da população pensar o país florescer.

Não sou tão otimista. Acho que o brasileiro vai votar mais ou menos como vota sempre e olhar primeiro para o seu quintal antes do global. A tão falada renovação no Congresso deve ficar nos parâmetros normais, com ciclos mais progressista e conservador. Talvez o próximo ciclo seja mais equilibrado ou um lado consiga sobressair na guerra de narrativas.

Independente do resultado que ele seja dentro do jogo democrático, que o resultado eleitoral não seja contestado. Seja debatido e não contestado por qualquer motivo. Pedir tolerância nos tempos atuais é pedir o impossível. Possível, porém, torcer pelo espirito democrático e sentimento de unidade de nação prevaleça ante os instintos selvagens que cada indivíduo possui.

São meus votos para 2018 em que se inicia apocalíptico. Que seja o fim de uma era e o começo de uma bem melhor, mesmo não sendo muito otimista.

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Um comentário sobre “Ano de Copa e Eleição é sempre especial

  1. Agradeça ao PT e PSDB por hoje alguns acreditarem em “salvador da pátria”. Esse falso bi-partidarismo contribuiu e muito para a situação atual, e uma nova ordem política irá substituí-lo, por mais que o FHC diga que tem “medo” da “nova direita” (o que ele diz muda alguma coisa?). Medo eu tenho é de gente da extrema esquerda tomar o poder, e deixar este país ainda pior, sem falar em algum pseudo-centrista criado às pressas para imitar o Macron.

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