A falência da “Guerra Às Drogas”

Por Marco Bianchi

O aparelho estatal nunca conseguiu (nem de longe) eliminar o tráfico de drogas, mesmo porque ao tráfico de drogas ilícitas nunca faltou freguesia! A proibição não impede que quem queira droga ilícita ache e consuma, é fato.

Aí a principal vítima do proibicionismo acaba sendo o pobre habitante das periferias, onde o mercado paralelo se instala na base da tirania clandestina, domina o território e afasta dali o poder público.

E quem não usa droga também paga o pato, porque financia um gasto estratosférico com aparato policial tentando controlar o incontrolável!
Aí o efeito nocivo da droga, que (na legalidade) seria só do drogado, atinge indiscriminadamente a todos.

Portanto, regular substâncias (como a maconha) não é de interesse apenas dos usuários, é de interesse de toda a sociedade.

Regulamentar é diferente de liberar geral, é ter regulamento, é enfraquecer o traficante e permitir à sociedade torrar menos verbas tentando em vão combater o tráfico.

Regulamentar é arrecadar impostos, ter controle de qualidade, disciplinar o consumo, tratar dependentes…

Olha… Eu odeio teoria conspiratória, mas deduzo que fazer das tripas-coração para proibir uma simples erva-daninha atende (antes de mais nada) ao poderoso lobby da indústria farmacêutica, cujos remédios à base de ópio e morfina seriam e são substituíveis por princípios psicoativos da Cannabis em suas diversas formas de consumo: gotinhas, biscoito, chiclete, cigarrinho de artista…

“Imoral da história”: Não sou do Green Peace, mas defendo incondicionalmente a natureza e o verde, seja no campo de futebol, seja no campo das liberdades pessoais.

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