Corporativismo dos “jornas”

Uma matéria publicada na Folha de São Paulo, sobre as doações que empresas fazem de materiais para prefeitura, fez o prefeito João Doria fazer um vídeo com um tom mais elevado – mas não muito. Doria apenas usou o seu direito de defesa ao sentir que a matéria assinada pelo jornalista Arthur Rodrigues não foi fiel à realidade.

Claro que os jornalistas saíram em defesa do colega. Para variar o Sindicato de Jornalistas de São Paulo fez notinha chamando o gesto do prefeito de “agressão verbal”, que ele é “destemperado”. Os blogs de esquerda fizeram a festa. Quando Joaquim Barbosa foi chamado de “capitão do mato”, pela blogsfera durante o julgamento do mensalão, não me lembro do sindicato dos jornalistas sair em defesa do então ministro do STF e primeiro negro a presidir a mais alta corte do judiciário brasileiro.

O jornalismo está cheio de “jornas”, apelido de jornalistas que usam a profissão para deturpar notícias a favor de um partido preferido e de uma ideologia preferida usando a máscara de isenção. José Roberto Toledo, um dos fundadores da Abraji, não perderia a chance e fez uma sequência de tuítes ligando a reação de Doria a uma tentativa de intimidação renovada e ao estilo do presidente do EUA Donald Trump, de encarar a imprensa e suas “fake news”.

Todavia, não passa de corporativismo do mais rasteiro com uma dose de atuação política. Jornalistas, de qualquer área, não gostam de receber críticas. É a classe mais corporativista que existe.

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