Veja usou um cadáver para fazer crítica política

Revista Veja ficou conhecida por suas capas, digamos, exóticas (não só ela). Mas a última foi a mais cretina da história. Ela traz Dona Marisa Letícia, falecida no começo do ano, com o título “A morte dupla”.

Usar um cadáver para fazer crítica política é repugnante. Mesmo que você ache que o Lula, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, jogou a culpa na esposa no caso do triplex no Guarujá, isso não lhe dá o direito de fazer o que a Veja fez.

Como dito no início, não é de hoje que a revista joga baixo. Uma das capas mais famosas é a de véspera da eleição presidencial de 2014. Nela, reportagem afirmando que o doleiro Alberto Youssef disse que Lula e Dilma sabiam do esquema de corrupção na Petrobras. Na época achei e continuo achando que foi abusivo, porque a capa foi usada como panfleto político, e não é função da imprensa ser cabo-eleitoral de quem quer que seja.

A reportagem de capa foi usada pelo candidato Aécio Neves no seu último programa eleitoral, dois dias antes da eleição.

Não sei a quantidade de votos exatos que a capa tirou de Dilma para Aécio, mas a diferença foi a menor da história da República brasileira – 51,64% a 48,36%, para Dilma.

Mas a capa de agora superou e muito a capa de 2014. Só resta lamentar tamanha falta de sensibilidade de quem teve a infeliz ideia desta capa.

Por que o PSDB ‘escondeu’ João Doria do programa na TV?

O destaque do programa nacional do PSDB, na TV, foi a ausência do prefeito de São Paulo, João Doria. Doria tem se mostrado o mais viável tucano para sucessão de Temer nas pesquisas, após a Lava Jato “ferir” Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin.

O programa do partido focou em um debate com novas e jovens lideranças eleitas na última eleição municipal, mas deixou Doria de fora. Será uma estratégia de blindar o prefeito e só usá-lo na hora certa, caso Alckmin e Aécio não conseguirem viabilizar seus nomes para 2018?

No final, a vergonha alheia tomou conta por mensagens de auto-ajuda. E, para fechar, um “estamos ouvindo você” como um pedido de voto de confiança às ações do partido no Congresso Nacional.