Programa do PT na TV apostou tudo em Lula

O programa semestral do PT, que foi ao em rede nacional na noite do dia 11/04, foi praticamente uma peça eleitoral de 2018, com enfoque nas conquistas sociais do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e poucas menções a Dilma Rousseff. O programa foi uma comparação do jeito de governar entre “eles” e “nós”. “Eles sempre fizeram pra poucos; “nós fazemos para todos”, disse Lula. E não poderia faltar ataques ao governo e reformas de Michel Temer.

Também teve espaço para a defesa de Lula, réu em cinco ações penais. Rui Falcão ficou encarregado dessa parte. Voltou a dizer que Lula é vítima de uma conspiração para impedir de ser presidente novamente.

Lula é a única chance do PT para 2018. Mas pode abrir mão da candidatura na última hora, mesmo se sua situação jurídica permitir que seja candidato. Uma candidatura de Lula seria um tiro no escuro. É líder nas pesquisas, mas com uma rejeição muita alta – variando entre 50% e 60%. Mesmo se vencer a disputa e conseguir o terceiro mandato, Lula arriscaria seu capital político perante seu eleitorado mais fiel. Ele deixou a presidência com quase 90% de aprovação nos oito anos que governou o Brasil, talvez não consiga repetir o mesmo sucesso da outra vez.

O Plano B do PT não seria apoiar a candidatura de Ciro Gomes (PDT). O PT teria candidato próprio e ele seria Fernando Haddad. Queimaria etapas. No imaginário petista, Dilma terminaria os oito anos, entregaria de volta ao Lula e Haddad seria a bola da vez. Só que em 2022 ou 2026.

Com todos os grão-tucanos ocupados com a justiça existe a possibilidade de João Doria ser o representante do PSDB no grid de 2018. Pode voltar a acontecer a disputa pela prefeitura de São Paulo de 2016, Haddad contra Doria, só que agora em nível federal. A população pede – clama – por renovação na política e Haddad quanto Doria são renovações dentro de PT e PSDB.

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