República Federativa do Brasil-Odebrecht

O Estado de São Paulo teve acesso a lista que o ministro-relator da operação Lava jato, no STF, Edson Fachin, autorizou abertura de inquéritos. Como esperado é dinamite pura. Explode o Congresso quase todo e atinge 30% do ministério do presidente Michel Temer – o próprio presidente foi citado nos inquéritos, mas pelas imunidade temporária não pode ser alvo de um.

Políticos de quase todos os partidos representados no Congresso, de várias matrizes ideológicas. É claro que são inquéritos para coleta de provas e, posteriormente, para ver se abre denúncia e contra quem. Não é um julgamento condenatório. E, muito provavelmente, vários desses inquéritos serão arquivados.

Mas o estrago político é inevitável. Ministros de Estados, governadores, ex-governadores, ex-presidentes, senadores, ex-senadores, deputados, ex-deputados e presidenciáveis atingidos pelos 78 executivos delatores da Odebrecht. É uma verdadeira suruba partidária-ideológica. Os Odebrecht eram quem mandavam na República.

A questão é que muitos dos alvos talvez nem tenha cometido corrupção, mas houve promiscuidade. E o modelo de financiamento de campanhas até 2014 é o principal responsável. O momento é de depuração da política, o que vai sair disso é uma grande incógnita. Mas fica a torcida que práticas de anos, décadas fiquem no passado. Que uma nova geração de políticos venha ocupar o lugar das velhas oligarquias políticas carcomidas pelo tempo e pela corrupção.

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