Ives Gandra Filho, o Edson Fachin da esquerda

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E começou o ataque à reputação de um dos cotados para vaga do Ministro Teori Zavascki, morto na quinta-feira passada, 19. O cotado é o ministro do TST e filho do jurista Ives Gandra Martins Silva, Ives Gandra Martins Filho.

Quando seu nome foi ventilado com muita força já apareceram nas redes sociais campanha contra sua indicação. A Folha de São Paulo foi dos grandes jornais o primeiro a entrar nessa campanha sórdida de difamação da pessoa de Ives Gandra Martins Filho.

Conservador e fortemente ligado à Igreja, Ives Gandra Filho fez um trabalho de centenas de páginas e a Folha pegou trechos onde ele deixa claro que a instituição casamento é entre homem e mulher, que a missão mulher é para cuidar do marido e casais homoafetivos não devem ter direitos de um casamento de heterossexuais.

Posso ser contra as ideias e ideais de Ives Gandra Filho, mas não fazer disso um moedor de reputações. O ideal de uma sociedade é o pluralismo de ideias. Conservadores e liberais devem ter o mesmo direito de colocar suas opiniões sem o risco de serem linchados literalmente ou virtualmente. E a Corte Suprema do Brasil está precisando mesmo de um ministro conservador porque a atual configuração está muito liberal/progressista tornando-a desequilibrada em processos e votações de matérias polêmicas do ponto de vista moral.

Se o presidente Michel Temer indicar Ives Gandra Filho terá meu apoio do mesmo modo que Dilma Rousseff teve quando indicou Edson Fachin. A direita usou a máquina de moer reputações na indicação de Fachin, agora é a vez da esquerda usar o mesmo expediente espúrio contra Ives Gandra Filho.

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