Donald Trump, o 45º

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Tomou posse hoje, 20 de janeiro de 2017, o 45º presidente dos Estados Unidos da América, Donald J. Trump.

A candidatura de Trump foi de piada para realidade ao vencer as primárias do partido Republicano, o que desagradou a muita gente do GOP (Grand Old Party). Na eleição de novembro de 2016, Trump enfrentou Hillary Clinton. Em uma das eleições americanas mais disputadas, Clinton levou a melhor no voto popular: 3 milhões de votos de vantagem. Mas a eleição americana não é decidida no voto direto. No colégio eleitoral, Trump venceu em Estados-chave como Flórida, em Estados que Democratas vencem tradicionalmente, totalizando mais de 300 votos, mais que os 270 necessários.

Apesar de discursos de ódio para alguns e politicamente incorreto para outros, Donald Trump levou a melhor e não adianta reclamar do sistema eleitoral, do colégio eleitoral que existe desde a primeira e única constituição americana. A candidata adversária era cheia de controvérsias e impopular como Trump é, mas ele tinha um trunfo: não era do meio político, o establishment. É uma catarse mundial, uma purificação da política. Acredito que a eleição de Barack Obama já foi dentro dessa catarse. E, apesar da boa aprovação do governo Obama refletindo a recuperação econômica dos EUA, o americano resolveu fazer uma “purificação” mais radical.

Obama era a “purificação” moderada; Trump é a “purificação” radical e acelerada. Donald Trump teve os votos dos “esquecidos” pela elite política de Washington.

O discurso do novo presidente logo após tomar posse foi com um tom nacionalista que deve predominar no governo, mas bem mais suave do que durante a campanha. Trump até falou em solidariedade e que no sentimento patriótico não cabe preconceito.

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