Morre Teori Zavascki, o relator da Lava jato

Ainda na crise carcerária desde o primeiro dia de 2017, o Brasil está em choque com a inesperada morte de Teori Zavascki, o ministro relator da operação lava jato no STF. Ele viajava para a cidade de Paraty, no Rio de Janeiro. Ao sair no recesso do judiciário, Teori deixou uma equipe de assessores catalogando todas delações de 77 pessoas entre executivos e funcionários da empresa Odebrecht. Em fevereiro analisaria quais homologaria e enviaria para o Procurador-geral da República decidir contra quem pediria abertura de inquérito. Ninguém que estava com o ministro no avião sobreviveu, são cinco vítimas.

É hora de respeitar o luto das famílias das vítimas, claro, mas também tentar olhar para frente e saber o que será da relatoria da operação lava jato na Suprema Corte. E teorias conspiratórias que aparecerão com essa tragédia.

Ministro TeoriNão tem como negar que a morte de Teori Zavascki é um prato cheio para teorias conspiratórias. Especula-se que mais de 200 políticos foram delatados de receber algum tipo de propina para facilitar o caminho da Odebrecht em obras públicas, entre outras benesses. A morte de Teori Zavascki deve atrasar um pouco a homologação da delação da Odebrecht até a presidente do STF, Cármen Lúcia, indicar outro ministro para a relatoria. E o novo relator analisar todos os processos que estavam nas mãos de Teori.

O presidente Michel Temer indicará um nome para vaga aberta de Teori. Sem prazo. O procedimento de escolha de um ministro para o STF dura pelo menos dois meses entre a indicação presidencial e o crivo dos senadores. Com a aprovação da chamada ‘PEC da Bengala’, elevando aposentadoria compulsória de magistrados para 75 anos, isso só aconteceria em caso de renúncia ou morte de algum ministro.

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