Constituição e regimento interno à parte, Rodrigo Maia é o favorito na eleição da Câmara

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Apesar de não oficializar sua candidatura a pedido do presidente Michel Temer, Rodrigo Maia (DEM/RJ) está trabalhando e deve ser reeleito em primeiro turno na eleição para presidente da Câmara para o biênio 2017/2018 no dia 2 de fevereiro.

Maia está buscando apoio do famoso centrão – união informal que reúne cerca de 200 deputados de partidos como PP, PSD, PRB, PR, PTB, PSC, SD – e esvaziando as candidaturas de Rogério Rosso (PSD/DF) e Jovair Arantes (PTB/GO). Ainda tem a candidatura de André Figueiredo (PDT/CE), que é mais para marcar posição e uma candidatura de oposição ao governo. Mas Maia vai atrás de apoios no PCdoB, PDT e PT, que ajudaram na sua eleição em julho passado.

No colégio eleitoral, Rodrigo Maia trabalha para garantir a vitória no primeiro turno e sabe que tem o apoio do Planalto, mesmo o governo dizendo que não vai interferir na disputa.

Confirmando a reeleição de Maia, a disputa tem tudo para ser ser judicializada. A Constituição e o regimento interno da Câmara dos Deputados são claros de que não pode reeleição do presidente da mesa na mesma Legislatura. Maia sacou a carta de que o seu mandato é complemento do mandato de Eduardo Cunha e, portanto, permitida a recondução ao cargo. Ele ainda conta com o fato do judiciário voltar após a eleição e o STF não querer intervir em uma questão interna após a tensão institucional do caso Renan Calheiros.

Ficamos assim: Governo Temer se fazendo de surdo e mudo, mas no bastidor torcendo e mexendo os pauzinhos a favor de Rodrigo Maia; por sua vez aposta que o STF quer distância de mais confusão com o Legislativo.

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