A vez do João Trabalhador

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João Doria tomou posse domingo (1º) e na segunda-feira (2) já começaram os ataques dos derrotados na última eleição na capital de São Paulo. Marqueteiro, presepeiro, embusteiro foram uns dos vários insultos que se leu nas redes sociais daqueles que ficaram quatro anos elogiando a gestão passada. E tudo porque o novo prefeito cumpriu a promessa de vestir o uniforme de gari e em ato simbólico lançar o programa Cidade Linda, um programa voltado para zeladoria da cidade que foi deixado um pouco de lado pelo Fernando Haddad, que apoiava pichações e depredações em nome da “arte” (quando tudo é arte nada é arte).

Mas Doria não ficou só no ato simbólico. O prefeito, junto com o secretariado, deu detalhes de qual será o caminho da nova gestão. E foram sinais muito bons.

Há quem acha que prefeito, governador e presidente, tem que ficar em palácios incomunicável. Isso deixa os governantes bem distantes da população e da realidade. Se enclausurar não é bom para o homem público, principalmente quem tem nas mãos grandes responsabilidades. Já dizia o tio Ben para o sobrinho Spider-Men: com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades.

João Doria vai tentar governar de olho nas atribuições básicas de um prefeito, justamente o grande “pecado” de Haddad, que foi querer brincar de prefeito “revolucionário”, de “prefeito do futuro” e esqueceu do eleitorado base que foi fundamental na sua vitória em 2012: a periferia. Não é coincidência que teve desempenho pífio nessas zonas da cidade em 2016 e, no geral, caiu de 28% para 16% em quatro anos.

O João Trabalhador vai poder mostrar se é realmente trabalhador pelos próximos quatro anos.

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