PEC 55

Debate entre os senadores Lindbergh Farias (PT/RJ) e Ricardo Ferraço (PSDB/ES) no programa Agenda Econômica da TV Senado sobre a PEC 55 – antiga PEC 241 – do gasto público.

Ideologia à parte, o debate parecia entre um com razoável saber econômico e outro que deseja aplicar o mesmo receituário no qual levou o Brasil a atual crise nas contas públicas com reflexo na economia e levando milhões a perder o emprego. Para curar um paciente é necessário remédio amargo. O Lindbergh e a oposição vão apresentar uma alternativa à PEC, só que é uma alternativa que aumenta a dose do veneno.

A PEC 55 não é desejável, mas necessária. Essa PEC é a consequência e não a causa da crise. E não será suficiente sem reformas engavetadas.

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Aumentar o gasto público com a dívida pública em 70% do PIB é mais que irresponsabilidade. É um crime e um deboche aos mais de 12 milhões de desempregados. Taxar lucros e dividendos. A pergunta: PT ficou 13 anos e meio no poder, por que não taxou grandes fortunas, lucros e dividendos, e fez uma reforma tributária progressiva? No auge da popularidade de Lula tinha base parlamentar para aprovar tais propostas. Não fez porque não quis ou tinha outros objetivos.

Com a PEC do gasto público, o orçamento deixará de ser um peça de ficção e será debatido mais seriamente para aplicar o dinheiro dos impostos em áreas essenciais para população. E a população começa a entender que, ou é a PEC 55, ou o caos.

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