Efeito João Doria não é negação à política

A disputa de São Paulo está de tirar o fôlego. João Doria (PSDB) pulou de 5% na primeira pesquisa do instituto Datafolha, no início da campanha, para 25%, Celso Russomanno (PRB) caiu de 31% para 26% e agora está com 22%, empate técnico com Marta Suplicy (PMDB), com 20%. O atual prefeito Fernando Haddad (PT) aparece com 10%.

Russomanno repete 2012, quando era líder e foi caindo até ficar fora do segundo turno. Resta saber se a sangria vai continuar até o dia 2 de outubro.

Impressiona a subida de João Doria, de 5% para 25% em poucas semanas. O maior tempo no horário eleitoral rendeu 20 pontos para o tucano, até aqui.

João Doria Júnior, ou simplesmente João Doria. Ou “João trabalhador”, como ele se auto denominou na campanha para prefeito de São Paulo.

Por que um candidato do mundo do empresariado que nunca disputou uma eleição está surfando e derrotando políticos “profissionais”?

A resposta é simples. O povo está cansado da “velharada” da política tradicional e encontrou em Doria uma alternativa com chance de vitória. João Doria pode não ter a experiência política, mas o que a população quer é justamente se afastar dos políticos e toda crise de falta de representatividade, de todos os partidos. E João Doria vem de um mundo onde um erro pode custar milhões, bilhões, a população quer zelo e, sobretudo, eficiência no serviço público.

Se João Doria vai resolver pelo menos em parte os problemas de São Paulo, se o paulistano confirmar o nome dele para prefeito pelos próximos quatro anos, só o tempo para responder.

Votar em João Doria não é uma negação à política. É um voto de desconfiança aos políticos. É um voto de negação à classe política em geral.

doria

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