O gigante não vai voltar a dormir

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100 mil pessoas só em São Paulo protestando contra o governo de Michel Temer no último domingo, 4. Quem ajudou a inflar o tamanho da manifestação foi o próprio Temer, ao falar em tom de deboche que tinha “40 pessoas antidemocratas” nos protestos logo após a votação do impeachment e a posse como presidente definitivo. Ninguém debocha do povo e fica impunemente.

Não gostava nada de quem desprezava e diminuía os protestos pró-impeachment. E não gosto quem tenta diminuir os protestos contra o governo Temer. Foram as grandes manifestações de março 2015/2016 que empurraram deputados e senadores a aprovar o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Agora, o povo pode fazer o processo de cassação da chapa de Dilma e Temer ser destravado no TSE. Um dos objetivos dos organizadores é eleição direta para presidente agora – Diretas, já! – e a única forma disso acontecer é o tribuna eleitoral julgar e condenar a chapa vencedora de 2014 ainda em 2016. Se o julgamento ficar para 2017, com condenação, é eleição indireta – Congresso Nacional – para um mandato tampão.

Plebiscito para a população escolher se deseja antecipar a eleição presidencial precisaria de uma PEC aprovada com quorum qualificado por deputados (308) e senadores (60). Temer tem apoio, condicionado, dos parlamentares. Mas sem apoio popular, o presidente corre o risco de ficar “sitiado” no Palácio do Planalto.

A PM de São Paulo é novamente o destaque negativo. A manifestação caminhava tranquila e pacífica até que do nada policiais começaram a jogar bomba para dissipar os manifestantes. Agindo dessa forma, a policia do governador Geraldo Alckmin (PSDB) joga contra o governo do aliado PMDB.

O povo não vai mais ficar calado enquanto os políticos decidem o futuro do país com acordões em Brasília. O povo quer ser ouvido sobre essas decisões e, principalmente, respeitado pelos seus representantes.

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