Datafolha: A política está perdendo

datafolha-07-2016

Nova pesquisa Datafolha mirando 2018, Lula (PT) lidera com 22%, Marina Silva (Rede) com 17% e Aécio Neves (PSDB) com 14%, são os principais nomes. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) aparece com 8%, e o agora Ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB) tem 11%. Os demais nomes na pesquisa são: Jair Bolsonaro (PSC), 7%; Ciro Gomes (PDT), 5%; Michel Temer (PMDB), 5%; Luciana Genro (PSOL), 2%; e Ronaldo Caiado (DEM) com Eduardo Jorge (PV) empatados com 1%.

Um número que chama muita atenção é brancos, nulos e indecisos: 25%. Nada menos que um quarto do eleitorado não tem candidato preferido para a próxima eleição presidencial. É fato que ainda faltam dois anos, mas não deixa de ser um sintoma da percepção geral de que nenhum político é honesto e nenhum partido é limpo. A turma do “sem partido” cresce. O que é legítimo e defendo candidatura avulsa. Só que também cresce o sentimento antipolítica, e isso é terrível para a democracia.

A liderança de Lula não é surpresa. Esses 22% estão dentro do eleitorado que é fiel ao PT. Os tucanos é que não tem nada para comemorar com os três pré-candidatos muito mal. Aécio caiu de 35%, em dezembro de 2015, para 14%, foi uma desidratação muito grande. Já os seus rivais no partido estão abaixo dele. Marina se estabilizou na faixa de 17% a 20%, sua faixa de votos nas duas eleições que disputou. O presidente interino Michel Temer aparece empatado com Ciro Gomes e ambos atrás de Bolsonaro. Marina tem a menor rejeição entre os principais nomes (17%).

Quem tem menos rejeição é o juiz Sérgio Moro, com apenas 9%. Comprova a tese de que o sentimento de antipolítica está chegando no ponto quase irreversível. Os políticos (todos eles) estão perdendo. O pior é que eles não estão trabalhando para melhorar suas imagens, pelo contrário.

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Uma boa notícia para Temer é que cresceu o otimismo com a economia brasileira e metade da população (50%) prefere que ele continue como presidente até 2018; 32% preferem que Dilma volte. Caiu quem prefere novas eleições presidenciais antes de 2018. O povo está dando um voto de confiança ao governo de Michel Temer.

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