A batalha do Impeachment

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Romário confirmou que vai disputar a eleição de 2016 para prefeito da cidade do Rio de Janeiro. Isso afeta a votação do impeachment no Senado Federal. O Senador do PSB votou pelo afastamento de Dilma da presidência e indica que votará a favor do impeachment. Só que essa candidatura a prefeito obriga Romário a se licenciar para campanha em agosto, justamente no período do julgamento final presidido pelo Ministro Ricardo Lewandowski no plenário do Senado.

João Batista Lemos é o primeiro suplente de Romário no Senado – segundo suplente é do PSB. Se Romário for confirmado candidato a prefeito do Rio pelo PSB, vai se licenciar do cargo justamente no período do julgamento do impeachment e o partido do primeiro suplente é o PCdoB, aliado de primeira linha do PT.

Lembrando que na admissibilidade Dilma foi afastada por 55 votos, 14 a mais do que o necessário e 1 voto a mais para o afastamento definitivo. A presidente afastada precisa tirar 2 votos dos 55 que votaram pela abertura do processo por crime de responsabilidade para voltar e reassumir o comando do país.

Mas o Ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou no seu Twitter que tem no momento entre 58 e 60 votos a favor do impeachment. E pode aumentar. Ele garante que Michel Temer ficará na presidência.

O jogo está sendo jogado e ainda tem muito tempo no relógio do árbitro, o placar do impeachment não está definido.

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