A primeira grande crise do governo Temer

juca

A “bomba” do dia é a reportagem na Folha do São Paulo. Uma conversa sem data entre Sergio Machado e o estão senador que virou Ministro do Planejamento, Romero jucá.

O que se pode tirar desse diálogo gravado é que é a primeira grande crise do governo interino de Michel Temer.

Não se pode “passar pano” porque pode enfraquecer o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Vai enfraquecer o apoio popular ao impeachment e derrubar ainda mais a credibilidade do governo do vice-presidente se Temer demorar demais para demitir Jucá. Por “gratidão”, Temer não deseja demitir Jucá. Quer que ele peça demissão. O presidente vai esperar o desenrolar, ou seja, será pautado pela imprensa e pelos fatos.

Michel Temer já ganhou a pecha de “vacilante” por voltar em decisões tomadas ao assumir o poder. Nem acho demérito. Pelo contrário. Corrigir erros é uma virtude – e incorporações de ministérios a outros tiveram erros. Ao não demitir imediatamente Jucá por “gratidão”, Temer joga mais uma pá de terra na credibilidade de seu governo, o que já está em dúvida até no mercado financeiro.

Como muito bem disse o presidente da OAB, Cláudio Lamachia: “Governo alçado ao poder por via constitucional, não eleitoral, precisa ser exemplo ético. Investigado na Lava-jato não pode ser ministro. Todo cidadão tem direito à ampla defesa e devido processo. Mas autoridades precisam estar acima de qualquer suspeita”.

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