Eduardo Cunha: um político “calculista”

cunha

O afastado deputado e presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, concedeu entrevista publicada hoje no jornal Folha de São Paulo. Nela, Cunha disse que a presidente afastada Dilma Rousseff teria insinuado que tinha cinco ministros no STF que poderiam ajudar ele. Esperto e sem soltar uma palavra sem medir as consequências, Eduardo Cunha disse que não foi detalhado que tipo de ajuda Dilma teria para ele na Suprema Corte.

Nesse mesma entrevista disse que conversa diariamente com o presidente interino Michel Temer. Mas que não cobra compromissos colocados pela imprensa. Ainda disse que quem tinha a caneta, o Diário Oficial da União era Dilma, que os partidos optaram por votar pelo país no lugar das vantagens de cargos e verbas oferecidas pelo governo. Cunha disse que vai lutar para voltar ao mandato e que cumpriu 60% como presidente da Câmara, Dilma não cumpriu nem matade do mandato dela.

Cunha disse, também, que rejeitou mais 40 pedidos de impeachment contra Dilma e só aceitou um pedido deixando de fora a corrupção na Petrobras. Disse que aceitou a denúncia bem antes do dia 2 de dezembro de 2015 – mesmo dia que o PT não aceitou “doar” os votos no Conselho de Ética – porque lembrou que o Congresso votaria mudança da meta fiscal e isso daria munição política contra a denúncia. E ainda disse que foi ele que não aceitou a chantagem do governo. Ele acusa o Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de “seletividade”.

Eduardo Cunha é uma “raposa velha” da política. Não é de graça que tenha escapado de tantas enrascadas nos 25 anos que está na política. Cunha sabe o caminho das pedras e não duvido que ele recupere o mandato e, consequentemente, a presidência da Câmara – mandato como presidente termina em Fevereiro/2017.

Anúncios