Presidente Dilma declara guerra aos “golpistas”

A presidente Dilma fez um pronunciamento que seria para rede nacional, mas desistiu após a oposição questionar na justiça, justificando uso da máquina pública para defesa pessoal. Foi divulgado na internet.

Dilma foi para o ataque e acusou o processo de impeachment contra ela de “maior fraude jurídica e política da história”, disse que não tem o nome em listas de propina e afirmou que quem está liderando essa “conspiração” vai carregar na testa para sempre a palavra “golpista”.

Não parou por aí. Dilma jogou na conta de parte da oposição a crise econômica que castiga o país e ameaça conquistas sociais históricas. A presidente disse que boa parte da oposição não aceitou sua vitória eleitoral em 2014, pedindo recontagem de votos, tentando anular a eleição e partindo para o impeachment.

Com esse pronunciamento, a presidente pode ter ganho mais apoio popular contra o impeachment. Na última pesquisa Datafolha caiu de 68% para 61% o apoio ao afastamento de Dilma. Mas quem decide se afasta ou não presidente são deputados e senadores.

O governo trabalha em duas frentes: ganhar o apoio das ruas; nos bastidores do Congresso tentando juntar o mínimo possível de votos e impedir a abertura do processo – se passar para o Senado Federal, é quase certo que Dilma seja afastada por 180 dias.

Lula também gravou um pronunciamento distribuído na internet. Mais ponderado que Dilma e falando para os deputados, ele disse governo sem respaldo das urnas não pacifica o país, pelo contrário.

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2 comentários sobre “Presidente Dilma declara guerra aos “golpistas”

  1. É notório até pela imprensa Internacional o absurdo do atual cenário político no país por parte dos políticos inescrupulosos que aí estão.
    E agora resolveram “impor pra Cristo” a atual gestão política Nacional.
    Tá mais do que escrachado a intensão de Temer, Cunha & cia o que pretendem. Mas não chegará a ser feito seus banquetes no Palácio Real do Brasil.

  2. E há quem diga que Dilma é honesta. Quem mente, de modo contumaz, é desonesta. E ela utiliza a mentira como método para enganar àqueles que não têm tanto acesso a informação.

    Ela perdeu as condições de governabilidade desde que se elegeu à base de mentiras e terrorismo eleitoral e, claro, a utilização da máquina pública de modo sem precedente na história.

    “Não há golpe”. Isso serve apenas de discurso para a militância.

    No mais, embora não haja golpe, ressalte-se que a oposição capitaneada pelo Aécio, de fato, não aceitou a derrota nas urnas e teve o impeachment como única pauta.

    Mas quem derrubará a Dilma não será o Aécio, será o PMDB, que foi parceiro durante todo o governo Dilma, mas viu de forma oportunista e casuísta a chance de assumir o governo.

    Logo, o argumento do golpe é uma farsa, já que o PMDB também foi eleito.

    Vivemos um momento em que a desonestidade intelectual impera. As mais graves, neste momento, são o golpe e a suposta inexistência de crimes cometidos pela Dilma. Não cola.

    A outra desonestidade é que Eduardo Cunha não pode comandar o processo de impeachment.

    Outra desonestidade é que Eduardo Cunha não tem legitimidade para comandar o processo de impeachment. Mentira, pois Cunha, embora réu na Lava Jato, ainda não foi condenado, e na condição de Presidente da Câmara tinha, sim, o dever de aceitar o processo de impeachment.

    O fato de Eduardo Cunha ser ladrão não impede o processamento do impeachment porque a questão a ser discutida são os crimes cometidos pela Dilma, ou seja, trata-se de um falso debate característico da retórica petista.

    O PT ainda fará o diabo para se manter no poder.

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