Eleição 1989

O primeiro turno da eleição de 1989 teve 22 candidatos inscritos (uma candidatura foi impugnada), um recorde que nunca foi quebrado.

Fernando Collor de Mello (PRN), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Leonel de Moura Brizola (PDT), Mário Covas (PSDB), Ulysses Guimarães (PMDB), Paulo Maluf (PDS), Afif Domingos (PL), Roberto Freire (PCB), Aureliano Chaves (PFL), Ronaldo Caiado (PSD), Affonso Camargo (PTB), Enéas Carneiro (PRONA), Marronzinho (PSP), Paulo Gontijo (PP), Zamir José Teixeira (PCN), Lívia Maria (PN), Eudes Oliveira Mattar (PLP), Fernando Gabeira (PV), Celso Brant (PMN), Antônio dos Santos Pedreira (PPB), Manoel de Oliveira Horta (PDCdoB) e Armando Corrêa (PMB).

O impugnado foi Armando Corrêa, inscrito para representar o apresentador/empresário Silvio Santos que resolveu de última hora disputar a primeira eleição direta para presidente desde 1960. Silvio tinha recusado um convite do antigo PFL para ser o candidato do partido com a bênção do presidente José Sarney. O problema é que os outros candidatos se sentiram prejudicados pela inesperada entrada na disputa do “Homem do Baú”. A coligação de Fernando Collor entrou com uma ação no TSE acusando o partido do candidato “laranja” de Silvio Santos, o PMB, de irregularidades na convenção partidária nos estados.

Collor e Lula foram para o segundo turno e protagonizaram uma campanha muito polarizada e, em certo ponto, baixa.

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Collor usou no seu último programa eleitoral na TV a ex-mulher de Lula, Miriam Cordeiro, em um depoimento acusando o candidato petista de supostamente oferecer dinheiro para ela fazer um aborto e contando supostas ameaças que Lula fazia. Uma baixaria que marcou aquela eleição.

Também tivemos a famosa edição manipulada do último debate entre Lula e Collor apresentada no Jornal Nacional, da TV Globo. Roberto Marinho pediu ao diretor de jornalismo Armando Nogueira que desse uma “ajustada” porque o debate estava muito pró-Lula. José Bonifácio, o Boni, chefão da Globo na época, confessou numa entrevista que a Globo deu uma melhorada na imagem de Collor, o fazendo ficar mais popular.

Collor venceu Lula por diferença mínima e, após tomar posse, confiscar a poupança, brigar com quem o projetou nacionalmente, uma série de denúncias de corrupção no seu governo, uma CPI no Congresso, o motorista entregando o patrão, o próprio irmão delatando o presidente, Collor renunciou antes do Senado julgar seu impeachment.

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