Polarização PT e PSDB na berlinda eleitoral

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O desgaste do PT não está beneficiando o principal partido de oposição, o PSDB. Nova pesquisa Datafolha de olho em 2018 (sim, está longe, mas a crise política, econômica, enfraquecimento do governo Dilma antecipa a disputa) mostra que a grande beneficiada com o atual quadro política é Marina Silva.

Marina disputou as duas últimas eleições para presidente e teve duas grandes votações (19.636.359 votos em 2010 e 22.176.619 votos em 2014), mas não conseguiu ir ao segundo turno em ambas disputas. E disputou por dois diferentes partidos, PV e PSB. Agora, Marina tem a Rede Sustentabilidade para chamar de “seu partido” e colocar suas ideias em prática sem aquela sensação de ser uma inquilina. Ela diz que não é “dona” do partido e não quer colocar a candidatura dela ao Planalto como uma imposição.

Seja como for, Marina se cacifa muito para ser a grande favorita de 2018. O grande obstáculo para Marina Silva é o tempo do horário eleitoral. A Rede vai precisar se coligar com outros partidos sem perder o discurso do “novo”, Marina vai ter que conseguir isso se quiser manter esse favoritismo. E os debates que a reforma eleitoral de 2015 determinou que as emissoras de TV não são obrigadas a convidar os candidatos dos partidos que tenham menos de 10 deputados na Câmara. São desafios que Marina terá que enfrentá-los.

Aécio Neves ainda tem a seu favor os 51.041.155 de votos de 2014, mas parece que tem um teto de 30%, o que é mais um teto do PSDB do que de Aécio. Qualquer que seja o candidato tucano, Aécio, Alckmin, Serra ou outro nome, ele consegue entre 30% e 35% no primeiro turno presidencial. O teto do PT despencou de 40% para 20%. É um claro reflexo da crise que passa o Partido dos Trabalhadores. Não tem outro candidato no PT que não seja o Lula.

Muita água ainda vai passar por essa Ponte Brasil até outubro de 2018. Uma coisa é certa: o brasileiro está cansado e desiludido com o lulopetismo. Mas não está gostando como a oposição (leia-se PSDB) está se comportando nessa crise. O eleitor brasileiro procura por uma terceira via que seja viável.

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