O Brasil pede um novo governo

manifestação-16-8-SP

Por Roberto Freire

As centenas de milhares de brasileiros que tomaram as ruas de todo o Brasil neste já histórico 16 de agosto deram um claro e inequívoco recado ao governo de Dilma Rousseff: a nação está cansada de tantos desmandos, de tamanha incompetência, e deseja um novo governo que resgate a confiança no país. Assim como já havia acontecido em 15 de março e 12 de abril, a voz das ruas se fez ouvir novamente, em defesa da democracia, das instituições republicanas e das investigações que vêm desbaratando os tentáculos da corrupção instalada no seio do poder sob o comando do PT.

Neste momento, a presidente da República vive um isolamento ainda maior do que há alguns meses e é rejeitada pela esmagadora maioria da população, que defende sua saída do cargo. Segundo a mais recente pesquisa do Datafolha, 71% dos brasileiros reprovam o atual governo, enquanto 66% são favoráveis à intervenção constitucional do impeachment. Enfraquecida, Dilma assiste passivamente ao recrudescimento da crise econômica, refletida na volta da inflação e no aumento do desemprego. Inepta para exercer o mais elevado cargo da República e incapaz até mesmo de reorganizar a outrora monumental base aliada no Congresso, a petista comanda um governo que já não governa, pois perdeu a autoridade política e moral.

Ao contrário do que afirmam os áulicos do lulopetismo, não são “golpistas” os que foram às ruas no último domingo ou os dois terços da população brasileira que pedem o impeachment. O impedimento do presidente da República é um instrumento previsto na Constituição, regulamentado por lei e já foi utilizado uma vez em nossa democracia, em 1992, com o apoio entusiasmado do PT, quando Fernando Collor teve o mandato cassado pelo Congresso. Infelizmente, o Fiat Elba que derrubou o então presidente, pago com dinheiro sujo proveniente de uma conta-fantasma do tesoureiro de sua campanha, deu lugar a uma “frota” completa nos tempos de Lula e Dilma, diante da imensidão dos escândalos que marcam os 13 anos do PT no comando do país.

O colapso econômico brasileiro, provocado pela irresponsabilidade dos governos de Lula e Dilma e que se agravará de forma irreversível, cobra um preço altíssimo dos trabalhadores mais pobres, das famílias endividadas e dos setores produtivos. Cada vez mais, a sociedade parece formar um consenso de que somente com um novo governo o país pode sair do atoleiro em que se encontra.

Na prática, o processo de impeachment já foi deflagrado e deve se aprofundar diante do impacto das manifestações do último domingo. Se as contas do governo forem rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União em decorrência das criminosas “pedaladas fiscais”, como tudo indica que acontecerá, o impedimento da presidente da República irá se impor.

O Brasil hoje se levanta contra a corrupção, o aparelhamento do Estado, a dilapidação do patrimônio nacional, e em defesa da democracia, do bom funcionamento das instituições e por novo país que emergirá da crise. Os brasileiros não suportam mais o desgoverno, o descalabro, o desmantelo e o velho discurso que nos divide com base no ódio e no rancor. Em paz, com alegria e coragem, sem ódio e sem medo, movidos por um sentimento de união, é hora de dar as boas-vindas aos novos caminhos pelos quais a nação construirá seu futuro.

Roberto Freire é deputado federal por São Paulo e presidente nacional do PPS

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