Cuba: Melhor sem ditadura

fidel e che

No fim de 2014, uma polêmica perto do dia de natal ferveu o Twitter. Foi no dia que o presidente Barack Obama e o presidente Raul Castro começaram a pôr fim a mais de 50 anos de um bloqueio econômico entre EUA e Cuba. Um comentário de um fã da ilha caribenha – talvez fã dos Castro – incomodou quem não gosta do regime implementado por Fidel e Che.

Cuba

Cuba-ditadura

Os defensores do regime argumentam que Cuba é modelo em educação e saúde promovidos pelo Estado. A direita refuta e mostra dados que a miséria é grande na ilha. Como não tem liberdade de imprensa, é difícil achar dados confiáveis. A esquerda rebate usando o embargo dos EUA como fator que impediu Cuba de ser uma potência. Só que quem discorda do regime é censurado e até preso.

Cuba foi potência olímpica, mas perdeu força com deserção de atletas para países livres. Pela primeira vez desde 1967, cubanos ficarão abaixo do segundo lugar no quadro de medalhas dos jogos Pan-Americanos – ficou em primeiro quando os jogos foram em Havana, em 1991.

No Brasil, a polêmica é grande quando Cuba é assunto. Até mapa dividindo o país depois do resultado da eleição 2014 teve. O empréstimo do governo brasileiro ao governo cubano para a construção do Porto de Mariel é cercado de controvérsia. Outro assunto polêmico é o Programa Mais Médicos. Opositores ao programa do governo federal (PT) dizem que o governo brasileiro financia a ditadura cubana e esse dinheiro volta para financiar campanhas políticas do Partido dos Trabalhadores.

Quem é favorável tanto do empréstimo ao Porto de Mariel quanto as regras do programa Mais Médicos – o governo federal paga diretamente aos médicos estrangeiros do programa, exceto os médicos cubanos, e boa parte do salário vai para o governo da ilha – argumenta que o empréstimo para construção do porto é estratégico, o Brasil está se adiantando para ter vantagem econômica quando Cuba se abrir ao mercado mundial. E sobre o Mais Médicos, os médicos brasileiros não querem ir para os rincões do país.

O “vai pra Cuba” virou slogan dos contra ao regime cubano para os defensores do mesmo. É uma discussão de 5ª série e cheia de ódio recíproco. Eu prefiro ficar ao lado do povo cubano que torce para o fim de um embargo econômico que já deveria ter caído e, com ele, a abertura da economia. Um novo tempo para Cuba, com liberdade, prosperidade para seu povo e imprensa. Mesmo que Cuba seja exemplo como um país sem analfabetismo e referência em saúde, um país sem liberdade é um país manco.

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