A defesa de Cunha será o ataque para não cair só

Eduardo-Cunha

A nova denúncia contra Eduardo Cunha foi tão devastadora, que o presidente da Câmara dos Deputados ficou grogue e saiu atirando contra o governo, acusando um complô entre o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra ele. Isso não se sustenta porque o PT está sofrendo consequências da operação Lava-jato. Rodrigo Janot não é radical e está coordenando a operação com toda prudência necessária. Se Janot quisesse a cabeça de Cunha a qualquer preço já tinha encaminhado denúncia contra ele no STF e, consequentemente, pedindo o seu afastamento da presidência da Câmara.

Mas a estratégia de Eduardo Cunha é visível. Ele não quer cair sozinho. O envolvimento de Eduardo Cunha na corrupção na Petrobras está cada vez mais comprovado, as provas são robustas e ele sabe que não vai ter saída. Uma abertura de inquérito contra Eduardo Cunha é dado como certo e a renúncia não só da presidência como do mandato de deputado será inevitável. É por isso que anunciou que passa a ser oficialmente oposição ao governo.

Na volta do recesso, Cunha deve colocar em votação pautas desfavoráveis ao governo. E, principalmente, votar todas as contas de governos pendentes para votar as contas do governo de 2014, que o TCU pode reprova-las. Assim, a articulação do impeachment de Dilma Rousseff seria possível do ponto de vista político.

Bateu o desespero em Eduardo Cunha. A defesa dele será o ataque contra a Procuradoria-geral da República e o governo, isso ficará mais claro nesta sexta-feira no pronunciamento que fará em rede nacional, e internautas estão organizando nas redes sociais um “barulhaço” na hora.

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