Eleição 2006

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não conseguiu sua reeleição no primeiro turno de 2006; Lula conseguiu 46.662.335 de votos (48,61%), Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo, foi o desafiante da oposição e conseguiu grande votação, quase 40 milhões de votos, mais precisamente 39.968.369 de votos (41,64%), forçando a realização do segundo turno.

No segundo turno, o marqueteiro João Santana usou números dos oito anos do governo FHC e dos quatro anos de Lula, além da Petrobras e o sentimento majoritário contra sua privatização, para uma comparação PT x PSDB e impulsionar a candidatura de Lula. E funcionou. Alckmin entrou para história como o candidato a presidente da República que teve mais votos no primeiro do que no segundo turno. No total, Lula foi reeleito com 58.295.042 milhões de votos (60,83%), contra 37.543.178 de Alckmin (39,17%).

2006 foi a primeira eleição do PSOL, um partido que nasceu de dissidentes do PT. Heloísa Helena, que foi expulsa do partido por votar contra propostas do governo, foi a candidata e conseguiu 6.575.393 votos (6,85%). Cristovam Buarque, outro ex-petista, foi candidato pelo PDT e conseguiu 2.538.844 votos (2,64%).

Essa eleição foi marcado pelo escândalo dos “aloprados”, como Lula chamou os dois petistas que a Polícia Federal prendeu comprando dossiê falso contra o então candidato ao governo de São Paulo José Serra (PSDB).

Na véspera do primeiro turno apareceu o suposto dinheiro que os dois pagariam pelo dossiê no total de R$ 1,7 milhão. Até hoje ninguém sabe quem foi o mandante dessa operação – Aloizio Mercadante, que disputava contra Serra, chegou a ser suspeito –, muito menos a origem do dinheiro.

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