Reeleição de Haddad a perigo

Pesquisa interna do PT aponta uma aprovação de 7% ao governo da presidente Dilma e 13% para o prefeito Fernando Haddad, na cidade de São Paulo. Com esse índice, Haddad não consegue a reeleição em 2016. Faltando um ano e quatro meses para a eleição o prefeito vai ter que suar muito para reverter esse quadro que é muito negativo para ele e ainda superar a alta rejeição do PT em São Paulo.

Em 2012, Haddad já teve que superar a rejeição dos paulistanos ao Partido dos Trabalhadores. Ele tinha a seu favor a imagem de jovem político e que fez um bom trabalho no MEC – Ministério da Educação. Uma campanha que parecia quase perdida em 15% das intenções de voto para o petista nas pesquisas e foi crescendo até leva-lo ao segundo turno praticamente empatado com José Serra (PSDB) e um pouco na frente de Celso Russomanno (PRB) – bom lembrar que Russomanno liderou praticamente toda campanha e começou a cair do meio para o final do primeiro turno.

A juventude de Fernando Haddad com o slogan do “novo” de sua campanha alinhado ao sentimento de mudança entre os paulistanos foram fatores da sua vitória no segundo turno, no entanto, o “novo” não tem como ser usado novamente.

As críticas à gestão Fernando Haddad são generalizadas e o prefeito ainda luta para deixar uma marca de sua gestão já se passados dois anos e meio de mandato. Ciclofaixas e ciclovias recebem muitas críticas, mas são aprovadas pela ampla maioria da população, como mostrou pesquisa Datafolha recentemente. O problema é que elas não garantirão sozinhas a reeleição de Haddad. Ainda mais com Marta Suplicy na disputa. Ela saiu do PT para disputar contra o prefeito, provavelmente pelo PSB. Além de Marta, Haddad vai concorrer com um dos rivais de 2012, o deputado Celso Russomanno, e um candidato do PSDB.

Essa mesma pesquisa mostrou a aprovação ao governo Geraldo Alckmin caindo de 35% para 28%. A crise política e de representação é sistêmica e pode abrir brecha para novas lideranças – boas ou ruins.

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