PT: A estrela já perdeu o brilho e está se apagando

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PT, Partido dos Trabalhadores, nasceu das bases da sociedade – movimentos sociais, sindicatos, igrejas, intelectuais e acadêmicos. Um partido que unia todas as camadas da sociedade porque defendia a ética na política e a justiça social. O PT era a esperança de uma mudança profunda, de uma guinada do Brasil, um salto para o “novo mundo”.

Lula era quase um “messias”, no entanto, existia muita rejeição do empresariado ao petismo devido ao radicalismo do partido. Mas esse medo foi deixado de lado e empresários e a classe média deram uma chance ao PT depois de três derrotas presidenciais seguidas (1989-1994-1998). O dia que a esperança venceu o medo. Foi assim que Lula venceu a eleição de 2002, com o empresário José Alencar como vice e um discurso menos radical comandado pelo marqueteiro Duda Mendonça acalmando o mercado.

No poder, Lula manteve a política econômica do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o que foi um acerto, desagradando a ala mais radical da esquerda do PT. A gota d’água foi a reforma da Previdência em 2003. Contrariando a orientação do partido, um grupo liderado pela senadora Heloísa Helena e pelo deputado Babá votou contra e a direção nacional do partido expulsou todos eles. Os dissidentes fundaram o PSOL.

Veio o mensalão e um “traído” Lula conseguiu a reeleição apostando na ascensão social da população mais pobre.

Mesmo com a pior crise econômica desde 1929 nos EUA e que contaminou o mercado global, o Brasil ficou quase imune a ela. O Governo apostou no consumo interno e conseguiu absolver os efeitos da crise, conseguiu preservar o emprego e a renda crescente dos trabalhadores. No final do governo Lula, o presidente tinha uma aprovação histórica de 87%, o que levou a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à vitória em 2010.

12 anos de governo do PT. Além do desgaste natural e erros na política econômica que levaram a uma inflação incomoda e crescimento baixo, fazendo o governo Dilma o de menor crescimento desde Collor, a operação Lava-Jato deflagrada pela Polícia Federal que investiga desvios na Petrobras agravou o quadro. O antipetismo foi crescendo e chegou a um ponto que os mais radicais não aceitam a reeleição da presidente Dilma, por uma diferença mínima (51,64% a 48,36%) contra Aécio Neves (PSDB), em 2014.

Movimentos criados via redes sociais como MBL (Movimento Brasil Livre) e “Vem pra rua” levaram às ruas de todo país multidões pedindo o impeachment de Dilma, inclusive com eleitores da presidente descontentes em razão do discurso de campanha conflitante com decisões tomadas no governo.

Uma provável onda de dissidentes assusta o PT. Primeiro, Marta Suplicy, 33 anos de partido, onde foi prefeita de São Paulo, ministra de Estado e atualmente senadora da República. Agora, com medo da rejeição ao partido princialmente no Estado de São Paulo, prefeitos do PT no interior ameaçam seguir o caminho de Marta – provavelmente para o PSB.

Encerro com um trecho desse editorial da Folha, que resume o momento do Partido dos Trabalhadores.

Se houve práticas corruptas, estas devem ser julgadas e condenadas pelos órgãos competentes; quanto às mentiras, elas já começam a cobrar seu preço em termos de prestígio e popularidade –uma fatura que o PT dificilmente deixará de pagar diante das urnas. Editorial do jornal Folha de São Paulo, 26/05/2015.

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