1º de maio

Vamos lá. A Presidente Dilma Rousseff rompe uma tradição de décadas e não falará à nação (sem essa que vai se comunicar via redes sociais porque isso não é a mesma coisa que falar em rede nacional de TV e rádio) em razão do Dia do Trabalhador. Tudo porque seus assessores aconselharam ela a não fazer um pronunciamento tradicional para não se repetir o “panelaço” durante o pronunciamento do dia 8 de março – Dia Internacional da Mulher.

Primeiro, sou contra essa coisa de bater panela na janela. Acho uma grande palhaçada, uma bobagem. E por ser bobagem, apenas um protesto exótico, Dilma não deveria dar muito bola para isso. A presidente sofreu com vaias e até xingamentos na abertura da Copa das Confederações, na abertura e na final da Copa do Mundo. Inclusive na abertura do mundial na Arena do Corinthians, Dilma abriu mão de fazer discurso, mas não escapou das vaias quando os telões a mostrava. Não fui favorável a essas vaias.

Para mim, político tem que ser vaiado na urna, na hora do voto, não em estádio de futebol. Mas vaias são vaias, elas não matam. As vaias agridem o ego da pessoa vaiada, mas só. Um presidente não pode se abalar com vaias mesmo num momento complicado e com baixa popularidade que é o caso de Dilma. A presidente deve uma satisfação à população e, sobretudo, aos eleitores dela. O pronunciamento de março foi quase uma continuação dos programas da campanha eleitoral de 2014.

Dilma deve explicação aos brasileiros sobre o prejuízo de 21 bilhões da Petrobras em 2014 – 6 bilhões só por causa da corrupção na estatal, deve satisfação sobre o ajuste fiscal que ela negou durante a campanha e acusou seus adversários que eles que fariam, sobre a inflação acima da meta do governo, dos juros que não param de subir, desemprego crescendo, enfim, a presidente deveria falar alguma coisa nesse 1º de maio mesmo ao som de batidas de panelas.promessa-realidade-capa-veja

Anúncios