EXCLUSIVO: Uma conversa entre José Serra e Geraldo Alckmin

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Serra – Aécio quer o impeachment.

Alckmin – Ele está sendo forçado pelos movimentos que organizaram os protestos contra o governo.

Serra – Nada. Ele quer o impeachment. Na verdade, ele não se conforma de ter perdido a última eleição por margem tão pequena de votos e não quer esperar 2018. Até porque ele sabe que vai ter concorrência dentro do partido para decidir quem será o candidato.

Alckmin – Se a presidente for considerada uma das responsáveis pelas “pedaladas  fiscais” no TCU, não podemos deixar o Aécio ser o líder do impeachment. Isso fortaleceria o nome dele frente a opinião pública.

Serra – Relaxa. O tribunal deve aliviar para o lado de Dilma e deve culpa só a equipe econômica. Se o tribunal não culpá-la, não há como abrir processo de impeachment.

Alckmin – E o Fernando Henrique? Os dois estão com opiniões contrárias ao impeachment.

Serra – O Fernando apostou tudo na candidatura do Aécio em 2014 e acha que ele está tomando o caminho errado abraçando o antipetismo sem ponderações. Mas o Aécio quer derrotar o PT de qualquer jeito agora mesmo, não quer esperar 2018.

Alckmin – Se derrotar agora, o PT volta mais forte com o Lula em 2018. Deixar a sangria do governo acontecer, martelar a crise sem parar até as eleições de 2016 é o caminho mais seguro. A crise na economia não será resolvido pelo menos até 2017.

Serra – Aí entra um candidato com apoio de todas as oposições e vence eles. A conjuntura política, econômica e social de agora é diferente da conjuntura de 2006 e 2010, quando fomos candidatos.

Alckmin – Exato.

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Diálogo fictício. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

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