A “austeridade” de Dilma

O Congresso Nacional aprovou um aumento de repasse do Tesouro Nacional para o fundo partidário. O governo esperava gastar R$ 289,5 milhões com os partidos políticos e agora vai ter que gastar R$ 867,5 milhões, um aumento de 200% (DUZENTOS!!!). Para ter uma ideia do tamanho do absurdo, o salário mínimo teve um aumento real, descontado a inflação oficial de 2014, de 2,4% (DOIS!!!).

Com a economia parada caminhando para retração, ajuste fiscal para equilibrar contas do governo, os nobres congressistas aprovam mais dinheiro para os partidos sem fazer a reforma política e discutir o financiamento dos partidos. É o melhor dos mundos para os políticos: ganham mais dinheiro público via fundo partidário e continuam batendo na porta das empresas e empreiteiras com o chapéu na mão.

“início da discussão do financiamento público das campanhas”, foi a pérola do Senador Romero Jucá (PMDB/RR), autor da emenda que turbinou o fundo partidário, para justificar o injustificável.

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A presidente Dilma não vetou esse despautério. Com problemas de relacionamento com sua base, Dilma não teve saída ou arrumaria mais confusão com os parlamentares. Esse episódio só reforça que o governo terá muito trabalho para aprovar as medidas provisórias do ajuste fiscal do Joaquim Levy. É a mesma Dilma que no discurso de posse lançou o slogan do segundo mandato “Brasil: pátria educadora” e no dia seguinte passou a tesoura em R$ 7 bilhões no ministério da educação.

Sai de cima, Gilmar!

Um ano que o ministro Gilmar Mendes sentou em cima do processo – já favorável por 6 a 1 – sobre a inconstitucionalidade de doações de pessoas jurídicas nas campanhas eleitorais no STF e não vai soltar até que os deputados constitucionalizem doações empresariais para os partidos. Gilmar Mendes transformou um pedido de vista em veto.

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