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Gostei do discurso de posse da presidente Dilma para o segundo mandato. Nada de inovador. Reafirmou compromissos de campanha, mas admitiu o ajuste fiscal para reequilibrar as contas públicas. Estelionato eleitoral? É. Mas é melhor assim do que se a presidente continuasse negando o óbvio. E isso seria trágico para o País. A presidente sabe que a continuação e ampliação das conquistas sociais desses últimos doze anos estão condicionadas a recuperação da economia.

Para isso, é preciso fortalecer o setor produtivo para fazer a inflação voltar para o centro da meta. Com inflação alta qualquer ganho aquisitivo da população será anulado afetando principalmente os mais pobres.

Sobre os ministros escolhidos para o segundo mandato. Alguns nomes desagradaram direitistas e esquerdistas. Quer dizer que, na média, a escolha foi boa. Acho muito mais apropriado criticar o exagerado número de ministérios (39) do que os nomes dos ministros escolhidos que são frutos de um sistema político viciado e arraigado na estrutura de poder.

Não votei na presidente Dilma no segundo turno, mas desejo que ela faça um grande segundo governo corrigindo os erros do primeiro. Sou brasileiro e não torço pelo “quanto pior, melhor”. Que a oposição deixe a eleição em 2014. Que quem não for governo faça uma oposição vigilante, mas propositiva também. Ou o PT vencerá a quinta eleição presidencial seguida.

Dilma-Temer-ministros

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