Eleições 2014 em números

RegioesBR

Nem sempre o que parece é…

Dilma conseguiu 26.627.802 votos no Sul-Sudeste. Mais que os 20.176.579 votos que a presidente conseguiu no Nordeste. Não precisa pensar muito nem ser craque em matemática para concluir que a “culpa” da reeleição de Dilma (e o PT ganhar o quarto mandato presidencial consecutivo, um recorde em democracias) não é do nordestino, como quer acreditar os que ficam jorrando preconceitos e asneiras nas redes sociais. E pior: na TV, jornais e revistas.

Um pouco de discernimento e estudo nos números da apuração logo se nota que a divisão do País não é de Norte-Nordeste vs. Sul-Sudeste, mas sim os votos de PT e PSDB que estão divididos em todos os estados, com predominância de um partido em um ou outro estado. É só observar Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro como exemplos.

Aécio venceu entre os gaúchos por 53,53%, mas Dilma teve 46,47%, ou seja, estado dividido. Os cariocas votaram em sua maioria no PT; 54,94% foram para Dilma, mas 45,06% foram para Aécio. Não é uma votação pequena do tucano. Já os mineiros foram novamente o fiel da balança e decidiram a eleição. Mantiveram a tradição de pintar o estado de vermelho: Dilma venceu Aécio por uma diferença de 550.601 votos. Os tucanos mineiros esperavam uma vitória de três a quatro milhões de votos a favor do partido, o que faltou para Aécio Neves, que governou Minas por oito anos e saiu com 92% de aprovação do seu governo, vencer a eleição.

É falso dizer que o Norte-Nordeste deu a vitória à Dilma. É só comparar. Dilma teve 24.569.880 votos nas duas regiões ou 45% dos votos da petista são do Norte-Nordeste. Ou nas palavras de Diogo Mainardi: dos “bovinos subdesenvolvidos”. 48,8% dos votos de Dilma são das regiões mais ricas do País, Sul-Sudeste.

Fica a lição que é mais fácil (menos trabalhoso) falar um monte de preconceitos contra o povo de uma região na TV e nas redes sociais do que entender os números.

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