Disputa no Ceará

Camilo-Eunicio
Camilo Santana (foto 1) e Eunício Oliveira (foto 2)

A disputa no Ceará é a mais disputada desde 2002. Naquele ano, Lúcio Alcântara (PSDB) disputou o governo do estado e precisou do segundo turno contra o candidato do PT, José Airton Cirilo.

Era o fim de oito anos do governo Tasso Jereissati, que já havia governado o estado por outros quatro anos. O sentimento era de enfado, de cansaço de um grupo político que assumiu o estado em 1986 com o próprio Tasso, passou por Ciro Gomes e voltou para o Tasso. O sentimento de mudança no País com a vitória de Lula depois de três tentativas do petista de chegar à presidência da República impulsionou a candidatura do ainda nanico PT cearense na disputa regional.

Lúcio Alcântara conseguiu 1.625.202 (49,78%) dos votos válidos no primeiro turno e José Airton conseguiu 924.690 votos (28,32%). No segundo turno, Lúcio conseguiu 1,765,726 (50,04%) dos votos válidos e José Airton 1,762,679 (49,96%). Apenas 3047 votos de diferença (0,08%).

Nas eleições seguintes, um prefeito, que vinha sendo destaque em Sobral, região norte do estado, desafiou o governador Lúcio Alcântara. O seu nome era Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes. Cid foi eleito governador em 2006 no primeiro turno com 2,411,457 dos votos válidos (62,38%) e reeleito em 2010 também no primeiro turno com 2,436,940 dos votos válidos (61,27%).

Cid Gomes vai fechar seu governo com muitas polêmicas. Como, por exemplo, a viagem oficial que ele levou a sogra, contratar um buffet para o Palácio da Abolição por um preço absurdo e construir um aquário em Fortaleza na maior seca vivida no estado. Além da grave denúncia feita pela revista “Isto É”, não comprovada, por enquanto. Segundo a publicação, Cid teve seu nome citado como um dos governadores que receberam propina na delação premiada de Paulo Roberto Costa preso na “Operação Lava Jato”.

Mas vai fechar seu governo com uma boa aprovação. Cid Gomes é um político folclórico. Todavia, no governo Cid Gomes o estado do Ceará deu um salto de qualidade na educação, em obras de infraestrutura e em outras áreas. Saúde e segurança (e a seca) são os principais gargalos no estado, mas isso não é exclusividade do Ceará.

Cid e Ciro Gomes saíram do PSB de Eduardo Campos por não concordarem com sua candidatura a presidente e foram para o recém-criado PROS para apoiar a reeleição da presidente Dilma. Cid bancou o nome de Camilo Santana (PT) para governador desagradando o então aliado Senador Eunício Oliveira (PMDB) que se candidatou a governador com apoio de outro ex-aliado dos Gomes, Tasso Jereissati.

No primeiro turno das eleições 2014, Eunício liderou as pesquisas no início, mas, no decorrer da campanha, a imagem de Camilo foi atrelada aos governos Cid e Dilma, e o petista foi crescendo até sair das urnas em primeiro lugar.

Camilo obteve 2,039,233 (47,81%) dos votos válidos e Eunício 1,979,499 de votos (46,41%).

Na primeira Datafolha do segundo turno, Camilo saiu na frente com 45% dos votos totais, contra 40% de Eunício e 53% a 47% dos votos válidos a favor do petista. 6% branco/nulo e há 9% de indecisos, o que deixa a disputa muito aberta e imprevisível.

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