E se o sistema eleitoral Brasileiro fosse como o Americano?

Todos sabem que a eleição para presidente dos EUA é de forma indireta. Os eleitores americanos votam em um candidato, mas a contagem é por estado. A cada vitória de um candidato em um estado ele ganha “delegados”, de acordo com a importância (economicamente e tamanho da população) daquele estado que o candidato saiu vitorioso.

O presidente se elege em uma assembleia formada por 538 delegados. Este número é igual a soma de 100 Senadores + 435 Deputados + 3 Delegados de Washington D.C., que não tem senadores mas sim delegados. Cada estado contribui com um número de delegados, cujo número é igual a soma de seus deputados mais seus senadores no Congresso. Exceto Washington D.C., que não tem senadores, mas sim três delegados.

Nas cédulas de votação, cada candidato a presidência leva junto do nome, o nome do vice-presidente e do partido afiliado. Mas esses votos não elegem de imediato o presidente, mas sim os Delegados que depois no colégio eleitoral, irão elegê-lo.

Quando um cidadão vota no seu candidato, esta pessoa está votando realmente é para instruir o delegado de seu estado em quem votar no colégio eleitoral. Por exemplo, se um eleitor vota no candidato do partido republicano, realmente esta pessoa está ordenando o delegado de seu estado para que vote no candidato republicano no Colégio Eleitoral.Porém, mesmo que ganhe o voto popular em um determinado estado, ele deverá conseguir também os delegados desse estado também.

Caso nenhum desses candidatos obtenham mais de 270 votos no Colégio Eleitoral, a 12ª Emenda entra em vigor e a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos decide quem será o novo presidente e o Senado dos Estados Unidos da América escolhe o vice. Cada delegação de congressistas de cada estado têm direito a um voto, e uma simples maioria de estados nomeia o vencedor.

Esta situação já ocorreu duas vezes na história norte-americana. A primeira se deu em 1801: foi eleito presidente Thomas Jefferson; a segunda ocorreu em 1825, quando foi eleito presidente John Quincy Adams.

Para testar o modelo americano no Brasil, usei o número de cadeiras na Câmara Federal, que cada estado tem direito, que é distribuído conforme o número de habitantes por estado, de acordo com a medição oficial feita pelo IBGE, através do Censo. Entretanto, essa proporcionalidade é limitada a um mínimo de oito (8) deputados e a um máximo de setenta (70) deputados por estado. Foram feitas adaptações em relação ao número mínimo e máximo de delegados por estado (nos EUA não existe essa limitação) e também a inclusão dos votos de delegados correspondentes aos 81 senadores brasileiros, totalizando 596 votos.

Dilma Rousseff venceria a eleição do último domingo (5) se a eleição brasileira fosse como nos EUA: 327 “delegados” para Dilma; 237 “delegados” para Aécio e 32 “delegados” para Marina Silva.

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2 comentários sobre “E se o sistema eleitoral Brasileiro fosse como o Americano?

  1. Bom sei nem pra quem falar , se é pra Dilma , ou pra Aécio ..
    Mas vamos lá , Aécio axei engraçado vc chamar a Dilma de leviana , sendo que quem vem Sendo leviano aqui é vc ,
    A Dilma , apenas vem fazendo o papel dela esses anos sosinha , numca foi mulher essa de pedir opiniao a nimguem , o povo fica julgando ela , mas quem foi que entrou na presidencia e fez o que ela fez e ta fazendo ???
    Aaaah , nimguem né ,
    Pow Aécio , cai na real ,
    candidato a presidente aqui só tem ela , mesmo com os seus erros , é ela que vem botando o Brasil pra frente , é ela que vem acabando com os desenprego .. é ela a mas pura e cruel candidata que agnte quer pro nosso governo …
    ^^ Dilma ?? Tamos com vc , eu e toda minha familia , foi o meu primeiro voto, e eu sabia que vc nao ia mim desamparar , entao faz força , porque essa segunda vitoria tb é sua ^^
    🙂 🙂

  2. Os tucanos não têm moral para falar em corrupção, deveriam se envergonhar do candidato que eles escolheram para presidente, arrogante e prepotente, essa sim, essa sim são suas maiores qualidades!!!

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