Meu voto para a mudança

Por Felipe Alves

Eduardo Jorge (PV)
Eduardo Jorge (PV)

Em períodos como o atual, fica realmente difícil para o brasileiro acreditar na importância do seu voto, nos reflexos do mesmo e na capacidade dele. Sem essa credibilidade, nos deparamos com um palhaço ganhando mais de 1,3 milhão de votos por ser um palhaço, maior intenção de votos nulos ou brancos, desinteresse na política; ou seja, uma desvalorização total de um dos principais direitos democráticos que temos.

O fato é que o descontentamento deve ser proporcional à vontade de mudar. Ao assumir a premissa de que “todo político é igual” ou que “um voto não muda nada”, deixamos nas mãos daqueles que não confiamos o nosso futuro, de nossos filhos e compatriotas. Não parece ser uma boa ideia.

Com esse quadro delicado, nos cabe procurar pela mudança. Ela começa com a sua postura perante a política: Se todos os políticos que você conhece não prestam, procure por outros. Quem sabe você não encontra um que preste; se não se contenta apenas com o seu voto, ajude as pessoas próximas a você a se conscientizarem. Não é difícil, basta boa vontade para começar.

A partir dessas atitudes, encontrei meu candidato à presidência. Falo de Eduardo Jorge (PV), quem me passou confiança em suas propostas e mostrou sinceridade para combater o que acredito que deve ser combatido. Por não ser um dos três grandes, poucos conhecem bem seu projeto de governo. Vamos aos tópicos dele e às minhas outras razões de voto.

Desenvolvimento sustentável: creio que o medo da maioria referente a este tópico é a dificuldade em balancear economia e cuidado com o meio ambiente. A ideia de desenvolvimento sustentável foi consolidada na Rio-92 e desde  então ganhou prática em países europeus como Alemanha, Bélgica, Suécia e Espanha. Os erros e acertos foram testados e podem ser muito bem aproveitados no Brasil. Na balança econômica, novas atividades sustentáveis geram empregos e fortalecem o ramo. Esse assunto não deve ser tratado como menor por um país como o nosso.

Reforma política: sabemos que PT e PSDB não têm intenção alguma em fazer uma reforma política, e também é difícil de acreditar que Marina teria pulso para fazê-lo. Já os “nanicos” prometem e parecem ter a real intenção de tentar erradicar alguns problemas que facilitam a corrupção. Eduardo Jorge recebeu R$ 300 como financiamento de campanha, bem diferente dos R$ 123 milhões de Dilma. Lembrando que o financiamento de campanha é a porta de entrada da corrupção. Além disso, pretende enxugar a máquina pública e seus gastos, o que é um grande desafio. Mas o menor avanço nesse ponto será um passo enorme.

Energia e transporte: Eduardo Jorge pretende priorizar o tráfego marítimo e ferroviário, o que o Brasil deveria ter feito há décadas. Há também a intenção de estimular o transporte público e o aumento do uso de combustíveis renováveis. O melhor aproveitamento da energia é prioridade na proposta do candidato do PV.

Saúde (1/3): um ponto que achei que poderia ser melhor, mas ainda assim traz boas novas. Redistribuição de carreiras na área de medicina de acordo com as necessidades públicas de cada município, região ou estado. Dessa forma, diminuirá o número de locais com médicos insuficientes. Sem novidades entre os candidatos, o SUS é de importância máxima.

Saúde (2/3): O destaque polêmico vai para o aborto. Eduardo Jorge é a favor do aborto com limitações em idade gestacional, zelando pela saúde de mulheres que procuram consultórios clandestinos e arriscam sua vida com isso. O acompanhamento familiar e a educação em escolas serão o meio para evitar novas ocorrências.

Saúde (3/3): Legalização da maconha é outro tópico importante e polêmico. Eduardo acredita que o tráfico da maconha financia o crime organizado, e sua legalização reduziria a renda desses grupos e diminuiria os índices de violência. Quanto à saúde dos usuários, diz que o trabalho psicológico e educação escolar ajudariam a desestimular o uso da droga. O programa também procura desestimular o consumo de bebidas alcoólicas.

Educação: o Programa visa a estimular a pesquisa nas universidades brasileiras. Pesquisas acadêmicas são de suma importância ao direcionar o avanço da tecnologia nacional e qualificar nosso mercado. Procura tornar mais acessível o Ensino Superior às camadas mais pobres, além de manter e aprimorar o sistema de cotas. Uma reforma na grade curricular também é defendida por Eduardo Jorge, incluindo aulas de Direitos Humanos e Educação Sexual e Social. O objetivo é combater todo tipo de desigualdade, discriminação, violência e abuso.

Relações Internacionais: no âmbito internacional, procura aprimorar o debate sobre emissão de gases de efeito estufa, redução de gastos com orçamentos militares, desenvolver políticas de desenvolvimento sustentável na África e “não aceitar as pretensões megalomaníacas” de Estados Unidos, Rússia e China. Achei extremamente fraco no ponto de internacionalismo, mas isso já não é novidade dentre outras propostas.

Existem vários outros pontos importantes que me fazem votar em Eduardo Jorge, apesar de discordar de alguns. Mas no momento que vivemos, creio que deveríamos considerar a qualidade do nosso próximo líder e seu caráter. Ele é quem me passou confiança e é quem incentivarei. Claro que não ganhará agora, mas meu voto ajuda a criar um apoio que pode ser importante futuramente. Se esperamos que o Brasil mude, deveremos começar por nós mesmo. Minha mudança começa com Eduardo Jorge. E a sua?

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