Entrevista: Matheus Leone

O Brasil Decide entrevista o mais jovem candidato a deputado federal nessas Eleições 2014, Matheus Leone. Matheus (@MatheusLeone45 – Blog do Matheus Leone) é estudante de Ciência Política na UnB (Universidade de Brasília-DF).

Por que você resolveu entrar para política e ser candidato a deputado federal?

Em 2010, com 16 anos, eu tirei meu título de eleitor e quis prontamente escolher um partido para militar. Fiz isso porque acreditava que o Brasil estava no rumo errado, com Mensalão, dossiês e outras coisas. Escolhi o PSDB e nele milito desde então. Ano passado, como milhares de brasileiros, fui às ruas em diversas manifestações contra a corrupção. No fim do ano alguns amigos me perguntaram se eu seria candidato e eu pensei “por que não?”. Acho que aqueles protestos de Junho de 2013 precisam de uma continuidade, e essa continuidade se dá nas urnas com a eleição de pessoas que sejam capazes de dialogar com a sociedade para bem representá-la.

Qual sua posição política – liberal, conservador, socialista ou socialdemocrata?

Eu sou um liberal social, o que significa dizer que prezo pelas liberdades individuais e pela autonomia do indivíduo sobre sua própria vida. Acredito também que o mercado é mais eficiente na geração de emprego e renda, que geram por sua vez o desenvolvimento de qualquer país. Regulações por parte do Estado são necessárias para evitar abusos do setor privado, mas a iniciativa privada deve ser a locomotiva do progresso econômico. Defendo programas de transferência de renda, mas não da forma como estão postos hoje. É necessário aplicar bem os impostos no que de fato é atribuição do Estado: Saúde, educação e segurança. Educação de qualidade deve vir aliada à transferência de renda para que as oportunidades individuais se expandam.

Se eleito, levantará alguma bandeira especial e qual?

Há algumas bandeiras que quero levantar no exercício do meu mandato. Dentre elas está uma mudança no currículo do Ensino Médio para flexibilizá-lo e permitir que os alunos direcionem para as áreas de seu interesse. Nosso currículo é arcaico, bem como nosso sistema educacional como um todo. É necessário também pensar em temas relativos à reforma política. Não dá mais pra manter o atual sistema de indicação para os tribunais de contas, e nem o nosso modelo eleitoral confuso e que deforma a representação. É possível lutar por essas questões com ética e honestidade.

Qual o principal problema do Brasil?

Sem dúvida o principal problema do Brasil é a qualidade dos serviços públicos, principalmente educação. Nenhum país no mundo conseguiu desenvolvimento econômico e humano sem uma educação de qualidade. O Brasil ainda rasteja nesse sentido. No governo FHC houve um importante passo que foi a universalização do ensino básico. O próximo passo seria o investimento para garantir a qualidade dessa educação, isso não foi feito. Infelizmente.

Qual deve ser a prioridade do novo governo?

Um novo governo (e espero que seja o do presidente Aécio) deve ter duas prioridades: Revolução educacional e melhoria do quadro econômico do país. Educação é a principal ferramenta de justiça social e depois de 8 anos de governo Aécio em Minas o estado hoje tem a melhor educação do país. No cenário econômico vemos o país caminhando para 7% de inflação e 1% de crescimento do PIB. Somado a isso temos uma carga tributária e carência de infraestrutura que estão tirando cada dia mais a competitividade das empresas e produtores brasileiros. Não dá mais pra continuar nesse caminho. É preciso mudar!

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