Lula erra ao comparar campanhas de Haddad e Padilha

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Lula erra comparando a candidatura de Alexandre Padilha para o governo de São Paulo com a candidatura de Fernando Haddad (PT) para prefeitura da capital paulista em 2012. É verdade que Haddad chegou a ter apenas 3% nas pesquisas, mas isso foi em MARÇO daquele ano. Portanto, ainda na pré-campanha.

Alexandre Padilha (PT) tem míseros 4% de intenções de voto para governador de São Paulo, segundo a pesquisa Datafolha divulgada na última quinta-feira. Só um milagre salvaria essa candidatura.

Um dos motivos para eu achar que a candidatura Padilha não tem jeito é que o fato de o PT sempre ter um mínimo de 30% em São Paulo, só que para chegar lá tem que largar na campanha com pelo menos 10 ou 15%. Menos de 5% complica. Apenas 4% em JULHO é muito pouco. E ainda temos Maluf pulando fora da chapa petista e desembarcando na chapa do PMDB de Paulo Skaf, o que prejudica Padilha no tempo de TV.

Além de Padilha não ser o Haddad, Geraldo Alckmin (PSDB) não tem a rejeição de José Serra (PSDB) e Skarf não é o Celso Russomanno. Mesmo com a crise de água provocada pelo pior período de seca em décadas em São Paulo, o governador Alckmin lidera a corrida ao Palácio Bandeirantes com 54% das intenções de voto.

Quem deve abrir um sorriso maroto vendo os 4% do Padilha é Marta Suplicy, preterida duas vezes por Lula. Em 2012 deu certo. Desta vez, parece que o plano de Lula de colocar um nome novo na disputa, uma renovação política, não vai dar certo.

O quadro para o PT é complicado em São Paulo. Justamente o maior colégio eleitoral do país, que pode decidir essa que é a eleição presidencial mais imprevisível desde 1989.

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