100 dias para Copa

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Faltam 100 dias para a Copa do Mundo do Brasil. Como não poderia deixar de ser, muitas notícias, posts e artigos nos jornais e portais na internet sobre o tema. Notícias que vão do otimismo do governo e dos organizadores do Mundial ao pessimismo dos mais críticos à realização da Copa no Brasil.

Imprensa europeia criticando a organização e revelando a preocupação da FIFA com a “pior Copa do Mundo”.

O curioso é que no final de 2006, essa mesma FIFA não se preocupava com a falta de infraestrutura. Inclusive, a própria entidade aceitou um acordo entre CONMEBOL, CBF e Federação Colombiana que planejava disputar com o Brasil o direito de sediar o Mundial 2014. Assim, o Brasil foi candidato único e ganhou o direito de sediar a Copa.

A população saiu às ruas para comemorar naquele outubro de 2007. Sessenta e quatro anos depois de perder a final para o Uruguai, no Maracanã, a Copa voltava ao País.

Agora, a mesma população sai às ruas para bradar “Não vai ter Copa”, que não quer a Copa, como se fosse possível faltando 100 dias, e já gastos bilhões de dinheiro público em estádios e obras nas cidades-sede.

Por que não gritaram que não queriam a Copa há sete anos? Quando o Ricardo Teixeira convenceu o então presidente Lula de que essa seria a “Copa da iniciativa privada”. O que não seria possível o setor privado bancar a construção de estádios para uma Copa do Mundo sozinho, principalmente depois da crise econômica de 2008.

Esse pessoal do “Não vai ter Copa” perdeu foi o timing, não adianta mais. VAI TER COPA e, dentro das possibilidades, será uma grande Copa.

A imprensa internacional fala das grandes distâncias do Brasil. Claro, o Brasil é um país continental como os EUA e a Rússia, que é a próxima sede da Copa. Falar em “desde a Floresta Amazônica até a dominada pelo crime São Paulo” além de arrumar uma desculpa para futuras derrotas de suas seleções (mesmo que seja verdadeiro o cansaço pelas viagens e o clima quente, é choro de perdedor), beira um preconceito nojento e desinformação.

Há muitas críticas a serem direcionadas para organização da Copa. Se o País abriu muitas concessões à FIFA – e se assinou tem que cumprir (combinado não é caro) -, dos critérios para escolha das cidades-sede, se o Brasil não tinha prioridades antes de organizar uma Copa do Mundo, mas uma Copa do Mundo é um dos maiores eventos – pra mim o maior – do esporte mundial, que extrapola os limites do esporte, que gera empregos e muito dinheiro ao país que sedia por meio dos milhões de turistas.

Entre otimismo bobo de que vai ser a #CopadasCopas e o pessimismo de que vai ser uma Copa trágica (alguns apostando nisso para as eleições de outubro), prefiro curtir esse momento único de ter uma Copa no meu país sem fechar os olhos para os erros e absurdos na organização do torneio.

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Um comentário sobre “100 dias para Copa

  1. Sempre que ando pela minha cidade encontro pichações do tipo “Não vai ter Copa”, “FIFA fdp”, e coisas piores. Fico a me perguntar: porque que em 2007 o povo não se reuniu e se manifestou contra a realização da Copa. Muitos vão dizer que o Sr. LuLalá prometeu que seria uma copa idealizada pelo setor privado e que não teria dinheiro público. Beleza, tudo certo! Errado, tudo errado. Nunca devemos acreditar em palavra de político. As manifestações contra a realização da Copa deveriam ocorrer lá em 2007. Agora é tarde para se manifestar contra a Copa, mas não tarde para se manifestar contra a Corrupção. Nesse ponto concordo. Tem que haver cobrança, protesto, contra a turma que está ganhando dinheiro por fora. Penso que vivemos num país rico e que poderíamos sim, sediar a Copa e ao mesmo tempo termos uma saúde pública com qualidade, transporte público eficiente, educação idem e assim por diante. Aliás, esse seria o grande legado da Copa. E infelizmente não teremos legado.

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