Resumo político de 2013

Presidente Dilma discursa na abertura da Copa das Confederações 2013

Foi um ano agitado por conta da antecipação da campanha eleitoral e das manifestações que chegaram a levar milhões de brasileiros às ruas de todo o país em junho.

As manifestações que começaram em São Paulo por causa do aumento de R$ 0,20 na passagem de ônibus explodiu de vez quando a PM paulista abusou do poder de autoridade, reprimindo com violência os manifestantes e até prendendo um jornalista da revista Carta Capital por ter um frasco de vinagre em sua bolsa. Então as manifestações ficaram conhecidas como a “Revolta do Vinagre”. Mas depois apareceram mascarados conhecidos como Black Blocs destruindo bens públicos e privados. Os vândalos acabaram virando maioria absoluta e afastando o povo das ruas.

A presidente Dilma Rousseff, depois de alguns dias de silêncio, resolveu falar em um pronunciamento em rede nacional de rádio e TV. Fez uma reunião com governadores e prefeitos das capitais. Propôs cinco pactos pela melhoria dos serviços públicos, um plebiscito e uma constituinte exclusiva para a reforma política, mas não passou no Congresso Federal. Um dos motivos de não passar no Congresso era porque uma constituinte exclusiva para a reforma política é inconstitucional. E o TSE não teria tempo suficiente para organizar um plebiscito deste tamanho para valer já em 2014. Lançou o programa “Mais Médicos” – “importação” de médicos estrangeiros para cidades do interior e periferias das grandes cidades -, o que gerou muita polêmica principalmente entre os médicos brasileiros, mas o programa foi aprovado pela maioria da população.

Dilma viu a sua popularidade despencar 28 pontos em junho, a oposição já se animava, mas ela recuperou um pouco da popularidade perdida e segundo pesquisas recentes venceria a eleição do próximo ano no primeiro turno.

Depois que a Rede Sustentabilidade não obteve o seu registro junto ao TSE, o governador de Pernambuco Eduardo Campos convidou a ex-senadora Marina Silva para se filiar ao PSB. A grande jogada política de 2013 visando 2014. Mas, por enquanto, os resultados dessa aliança são pífios. As intenções de voto de Marina – que recebeu 20 milhões de votos na eleição de 2010 – não foram transferidos para Campos, que por sua vez continua com intenções de voto baixas. Aécio Neves, que será o candidato Tucano ao Planalto, não decola nas pesquisas. Marina Silva continua sendo a única ameaça da presidente Dilma não ganhar no primeiro turno, mas ela já falou que o candidato do PSB é o Eduardo Campos.

O Brasil Decide vai acompanhar (já está, na verdade!) todo processo eleitoral de 2014, no Twitter (@BrasilDecide) e aqui no blog. Vamos fazer o possível para levar informação e opinião com responsabilidade e independência.  Para que você, eleitor, possa escolher livremente a melhor opção para governar o país, o estado, o melhor represente para a Câmara dos Deputados, nas Assembleias Legislativas e no Senado Federal. Porque isso é democracia. Boa sorte a todos e uma boa eleição (e uma boa Copa do Mundo, claro!).

Viva a democracia!

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